Não é para qualquer um: os craques que jamais conquistaram a Copa do Mundo

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O título mais cobiçado do futebol mundial é privilégio para poucos, nem mesmo alguns gênios foram capazes

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A Copa do Mundo é o torneio máximo do futebol, esqueça qualquer outra competição, nada vale mais do que levantar a taça mais cobiçada do esporte mais popular do planeta terra. Ser campeão do mundo é chegar no topo, no entanto, não é um privilégio para qualquer um.

Eles aparecem na lista dos melhores jogadores de todos os tempos, ganharam títulos importantes por seus clubes, são ídolos e consagrados, ficaram marcados na história do futebol, mas não conquistaram a Copa do Mundo. 

A começar por Alfredo Di Stéfano, talvez o maior jogador da história do Real Madrid, normalmente comparado a Pelé, ele foi um grande craque, habilidoso, inteligente, veloz e acima de tudo "matador". Para se ter uma ideia, ele anotou 818 gols em 1115 partidas, números impressionantes.

Alfredo di Stefano Real Madrid 12071956
(Foto: Getty Images)

No currículo, nada menos do que cinco "Champions League", mas nenhuma Copa do Mundo. Di Stefano, nascido na Argentina, defendeu as cores da Espanha, mas não esteve na Copa de 1958, pois a equipe espanhola não conseguiu a classificação, e em 1962 não conseguiu entrar em campo. 

Lesionado, ele participaria somente da segunda fase, mas os espanhois acabaram eliminados pela Seleção Brasileira, o que levou a Di Stefano jamais ter entrado em campo em um jogo de Copa do Mundo. 

Ferenc Puskas, outra lenda do Real Madrid também conseguiu o troféu mais importante. Segundo estudiosos do futebol, o húngaro revolucionou o esporte com seu talento, habilidade e inteligência. Apelidado de "Canhota de Ouro" ele liderou a Hungria e faturou até a Olimpíada de 52, chegou na final do Mundial de 54 mas foi derrotado pela Alemanha. 

Ferenc Puskas
(Foto: Getty Images)

Assim como Di Stéfano, se naturalizou espanhol e disputpu a Copa de 1962 mas não conseguiu passar da primeira fase. 

Outro jogador famoso por ter "revolucionado" o futebol, também não conseguiu faturar a Taça, trata-se de Johann Cruyff, o holandês fez parte de uma das maiores seleções de todos os tempos a famosa "Laranja Mecânica", da Holanda. Com o futebol dinâmica e com toque de bola espetacular encantou o mundo e virou uma grande referência. 

Johann Cruyff
(Foto: Getty Images)

Aquela seleção inclusive, mostrou ao mundo que era possível todos os jogadores marcarem e defenderam, atuando de forma coletiva brilhante. Cruyff foi eleito duas vezes o melhor jogador da Europa, faturou vários títulos, mas não conseguiu o título mais cobiçado do mundo. 

Outro europeu brilhante, Michel Platini, um estrategista da bola, meiocampista clássico e cerebral, que com apenas um toque conseguia deixar os atacantes na cara do gol não chegou ao ponto máximo do futebol. O francês que também era um grande cobrador de faltas disputou três mundiais, 78, 82 e 86.

Michel Platini Juventus
(Foto: Getty Images)

Um brasileiro que tinha tudo para faturar o título mas também não conseguiu levantar a taça foi Arthur Antunes Coimbra, o Zico, o maior jogador da história do Flamengo, o Galinho de Quintino fez parte daquela que é apontada por muitos uma das maiores Seleção Brasileira de todos os tempos.

Meio-campista clássico, com excelente passe, visão de jogo, drible, velocidade e faro de gol, Zico disputpu três Copas do Mundo, em 1978, sofreu uma lesão e acabou deixando a competição na fase de grupos, em 82, ao lado de Sócrates e Falcão, fez parte da seleção que até hoje é lembrada como a mais habilidosa da história, mas não conseguiu passar pela Itália de Paolo Rossi. 

Zico Brasil 07102015
(Foto: Getty Images)

Em 1986, na sua última Copa, o Galinho chegou machucado, se recuperando de uma séria lesão no joelho, ficando no banco de reservas. Diante da França, ele chegou a perder um pênalti no tempo normal e apesar de ter convertido a sua penalidade na disputa, o Brasil acabou sendo eliminado. 

Sendo assim, o ídolo de toda uma geração brasileira, Zico jamais conseguiu levantar o troféu de campeão do mundo, nem ele, nem outros jogadores marcantes daquela equipe.

Quem também ficou marcado por uma penalidade em Copa do Mundo foi Roberto Baggio, o italiano esteve muito perto de faturar o título mas chutou a bola para fora em 1994, quando a Itália caiu para o Brasil, que se tornaria tetracampeão do mundo.

Roberto Baggio
(Foto: Getty Images)

Baggio era habilidoso, forte, um atacante que sabia como fazer gols e tinha acima de tudo visão de jogo, ele disputou três Copa do Mundo, mas também não conseguiu tocar o céu no futebol. 

Na Rússia, dois grandes craques da era moderna do futebol tiveram, talvez, suas últimas chances: Cristiano Ronaldo e Messi.

Cristiano Ronaldo Lionel Messi World Cup

No mundial do Brasil, o argentino esteve bem perto, mas acabou perdendo a grande decisão para a Alemanha. Em 2018, não conseguiu ser a sua melhor versão em um time frágil e se viu eliminado nas oitavas de final contra a França. No mesmo dia, Cristiano Ronaldo também lamentava a queda diante do Uruguai.

 

 

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