Messi x Cristiano Ronaldo: quem tem melhor desempenho nas eliminatórias?

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O português se destacou muito mais nas Eliminatórias, embora o esclarecimento seja óbvio: o nível das Seleções é muito diferente

Devemos ser justos: a Suíça não é o mesmo que o Brasil. Hungria e o Uruguai também estão distantes em qualidade. O nível das Ilhas Faroe não é comparável com o da Colômbia. Andorra e a Letônia nem sequer estão a altura de Chile,  Paraguai, Equador, Venezuela ou Bolívia. Fazem muitos anos que a classificação para a  Copa do Mundo para os sul-americanos se tornaram uma Odisseia, enquanto nos outros continentes o número de Seleções e a diferença entre as equipes tornam a classificação um pouco mais fácil. 
 
De qualquer forma, Messi e Cristiano Ronaldo estão sempre sob uma lupa. Então, parecia lógico que, quando chegasse perto do fim da estrada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018  que os números destas duas grandes figuras do futebol fossem analisados.  

Cristiano Ronaldo PortugalCrédito: Getty

Portugal depende de Cristiano Ronaldo de forma excessiva. Sem ele, ele não seria mais que uma equipe de jogadores medianos. Com ele, o grupo de jogadores portugueses é potencializado para formar uma Seleção que pode corresponder a qualquer uma, como ficou demonstrado na Euro 2016. Nas eliminatórias europeias, o craque do Real Madrid tem um desempenho muito alto. Na verdade, Ronaldo é artilheiro da competição, com 14 gols. Ele tem uma média de um gol a cada 45 minutos, além de ter dado três assistências em sete jogos. Com ele em campo, sua equipe só ganhou (na sua ausência, Portugal perdeu para a Suíça e complicou a sua vida). 
 
O jogo-chave de Portugal será em 10 de outubro, quando medirá forças contra a Suíça. Quem ganhar vai para a Copa do Mundo. Enquanto isso, CR7 mostra um influência inegável.  

messi
 
Talvez seja injusto analisar o desempenho de Messi na seleção argentina somente por números. Se Portugal depende de 100% de Ronaldo, a equipe de Sampaoli precisa de 101% do craque do Barcelona. Nessas Eliminatórias, o camisa 10 perdeu vários jogos no início por lesões. Ele jogou oito partidas, dos quais ganhou cinco, empatou duas e só perdeu uma. Ele marcou quatro gols (um a cada 180 minutos) e deu duas assistências. 
 
É provável que Messi na seleção argentina seja mais conceitual do que numérico. Por algum motivo, e apesar de ter jogado três finais nos últimos quatro anos (Brasil 2014, Chile 2015 e Estados Unidos 2016), o sentimento é que Messi ainda deve "provar" mais. Mas, neste ponto, o critério indica que, se tivesse mostrado menos, a seleção argentina ainda estaria mais longe do que está hoje da Rússia 2018.


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