Dupla brasileira rechaça 'rescisão em massa' e diminui prejuízo no Sporting

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À espera de mais oportunidades na próxima temporada, Wendel e Bruno César resolvem ficar no clube português

Terminou nesta quinta-feira o prazo legal para os jogadores do Sporting pedirem rescisão contratual unilateral (por justa causa). Nove atletas resolveram romper os respectivos vínculos, todos alegando falta de segurança de trabalho, entre eles os ídolos Rui Patrício e William Carvalho. Wendel e Bruno César (na foto), os únicos brasileiros do elenco, não tomaram o mesmo caminho.

À espera de mais espaço na equipe na próxima temporada, a dupla até se mostrou bastante incomodada com toda a crise, mas decidiu permanecer no clube português. O ex-volante do Fluminense, segundo o Blog Ora Bolas apurou, também afastou possibilidade de ser emprestado até a "poeira baixar" - Flamengo e São Paulo manifestaram interesse no jogador nos últimos dias.

O conturbado ambiente dentro dos leões começou a ganhar contornos polêmicos no início de abril, quando o time foi derrotado por 2 a 0 pelo Atlético de Madrid, na Espanha, no primeiro jogo das quartas de final da Liga Europa. Minutos após o duelo, o presidente Bruno de Carvalho usou o Facebook para criticar a postura da equipe, tendo ainda nomeado os culpados pelo tropeço: os zagueiros Coates e Mathieu - também cornetou o lateral-esquerdo Fábio Coentrão e o atacante Bas Dost.

"O que vi: uma equipe com atitude, mas com uma defesa que não esteve concentrada. Coates e Mathieu fizeram o que os atacantes do Atlético não conseguiam (...) De 11, em vez de 22 como queria, fomos 9, muitas vezes, e isso paga-se caro", escreveu.

A postagem do mandatário rapidamente repercutiu negativamente nos bastidores de Alvalade. Na manhã do dia seguinte, diversos atletas se uniram, entre eles os ídolos e líderes Rui Patrício e William Carvalho, e compartilharam um ríspido comunicado em defesa do elenco.

"Somos Sporting Clube de Portugal. Suamos, lutamos e honramos sempre a camisa que vestimos. Não somos perfeitos e não acreditamos em jogadores perfeitos, porque queremos sempre evoluir (...) Não podemos pensar apenas no 'Eu', mas sim 'Nós' (...) Por esta razão, em nome de todo o elenco do Sporting, espelhamos neste texto o nosso desagrado com as declarações do nosso presidente", rebateram. 

Sempre polêmico, Bruno de Carvalho não tardou a responder ao grupo, descumprindo assim a "promessa" de usar menos as redes sociais. Chamou os atletas de "crianças mimadas" e anunciou a suspensão de 19 deles. Daí em diante, a relação entre jogadores e presidente não foi mais a mesma.

Mas o pior ainda estava por vir. No dia 15 de maio, durante a semana de preparação para o duelo com o Desportivo das Aves, válido pela final da Taça de Portugal, cerca de 50 bandidos invadiram o centro de treinamento em Alcochete. Os criminosos agrediram atletas e também membros da comissão técnica, entre eles o treinador Jorge Jesus. O holandês Bas Dost foi um dos principais alvos da fúria, tendo sofrido cortes na cabeça e pequenas lesões em outras partes do corpo.

Os jogadores foram surpreendidos dentro do vestiário e, inicialmente, tentaram controlar a situação na base da discussão. Revoltados com últimos resultados do time português, em especial a não classificação à Liga dos Campeões, os marginais ignoraram qualquer tipo de debate e partiram para o ataque físico. Quase todo os presentes apresentaram queixa na Polícia ao final do dia de terror.

Rescisão em massa

Rui Patrício (goleiro português), Battaglia (volante argentino), William Carvalho (volante português), Daniel Podence (meia português), Bruno Fernandes (meia português), Gelson Martins (atacante português), Rafael Leão (atacante português) e Bas Dost (atacante holandês) foram os nove jogadores que rescindiram contrato com o Sporting.

 

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