Cinco Estrelas: Visitante indigesto

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"Com ideias e padrão de jogo, o Cruzeiro [...] demonstra desempenho consistente e capacidade de atuar em bom nível mesmo fora de casa"


Por João Henrique Castro


A maratona de agosto começou com o Cruzeiro abrindo dois mata-matas longe de casa. E com a expectativa de conseguir manter os confrontos em aberto para a volta no Mineirão, a Raposa encarou o Santos na Vila Belmiro pela Copa do Brasil e o Flamengo no Maracanã.

Passados os dois confrontos, o Cruzeiro tem do que se orgulhar. Duas vitórias e a vantagem obtida nos duelos de ida ampliam a confiança de que o time celeste chegará ao fim do mês disputando as três principais competições da temporada e no caminho para a conquista de títulos.

Chama a atenção o fato de que as atuações contra paulistas e cariocas foram, acima de tudo, consistentes. Ainda que com menos posse de bola que os adversários, o Cruzeiro teve uma postura elogiável nos confrontos. Boa troca de passes, inversão de posições, chances criadas, defesa segura e Fábio em excelente fase quando exigido ajudam a entender as vitórias. E também porque, mesmo longe do Mineirão, a Raposa tem conseguido se sentir em casa em confrontos mata-mata nas últimas duas temporadas.

Hernan Barcos David Braz Santos Cruzeiro Copa do Brasil 01082018(Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro/Divulgação)

À exceção das derrotas para Nacional do Paraguai e Grêmio em 2017, o Cruzeiro tem obtido bons resultados em duelos eliminatórios longe de Belo Horizonte. O empate contra a Chapecoense na Copa do Brasil de 2017 garantiu a classificação, enquanto as igualdades contra Palmeiras e Flamengo trouxeram um cenário interessante para decisões no Mineirão. Além disso, a vitória sobre o São Paulo no Morumbi na Copa do Brasil do ano passado se soma aos triunfos deste mês para reforçar a imagem de equipe que obtém bons resultados como visitante da equipe cinco estrelas.

A explicação para isso certamente passa por fatores como a experiência do elenco e a continuidade do trabalho, da comissão técnica e dos atletas. Enquanto boa parte dos rivais vive processos de constante reformulação, a Raposa carrega uma base interessante de outras temporadas. No time titular, por exemplo, Fábio, Dedé, Léo, Egídio, Henrique e Lucas Silva são remanescentes do bicampeonato brasileiro de 2013. Mais da metade da formação. Novidades da temporada, aliás, apenas os experientes Edílson e Barcos.

Com ideias consolidadas e padrão de jogo, o Cruzeiro não tem, necessariamente, garantia de vitórias. Contudo, demonstra um desempenho consistente e capacidade de atuar em bom nível mesmo fora de casa o que auxilia no esforço de superar os rivais mesmo como visitante.

Thiago Neves Vitinho Cruzeiro Flamengo Libertadores 09 08 2018(Foto: Getty)

Não há nada decisivo e, caso avance, o Cruzeiro ainda terá mais dois duelos eliminatórios até o título da Copa do Brasil ou mais três para a conquista da Libertadores.

Será duro, até mesmo porque os rivais também vão evoluindo. Mas sabendo o que quer, a Raposa tem excelentes condições de chegar ao fim do ano com ao menos mais uma taça.

João Henrique Castro é professor, historiador e, obviamente, cruzeirense. Daqueles que sabe que nada brilha mais no céu do que as cinco estrelas que traz no peito.

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