Cinco Estrelas: Dá pra regular?

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"Se aproximando a conclusão do primeiro quarto do Brasileirão, é possível dizer que os resultados foram normais e podemos pensar grande na temporada"


Por João Henrique Castro 


O Cruzeiro 2017 é um mistério. Quando a gente acha que a vitória virá fácil, o time decepciona. Quando achamos que o tropeço é certo, o triunfo improvável aparece. 

Tem sido assim semana a semana desde o início da temporada. Os tropeços na fase classificatória do Mineiro e a eliminação na Copa Sul-Americana contrastam com as classificações sobre São Paulo e Chapecoense na Copa do Brasil. A mesma Chapecoense, aliás, que derrotou o Cruzeiro com autoridade no Mineirão apenas três dias depois.
O desafio do Cruzeiro parece ser encontrar um padrão de atuação e romper com este perde e ganha que pode condenar o clube ao meio da tabela e mais um Brasileirão modorrento.

E, o que seria trágico, a mais um ano fora da Libertadores. Já se aproximando da conclusão do primeiro quarto do campeonato, é possível até dizer que, tirando a derrota para a Chapecoense, os resultados foram normais e até credenciam o time a, caso não volte a tropeçar em jogos deste perfil, pensar grande na temporada. Mas, confessa, nenhum de nós consegue hoje carimbar que o time celeste conseguirá fazer isso.

Thiago Neves Corinthians Cruzeiro Brasileirao Serie A 14062017
(Foto:Alexandre Schneider/Getty)

Conseguimos?

A dúvida da torcida atualmente, portanto, é a seguinte. O time conseguirá ser regular, vencer os jogos que tem que vencer e pensar grande na temporada? E a minha resposta, ainda que não convicta, é que sim.

Para uma campanha segura, uma série de fatores são fundamentais. As lesões não podem minar o elenco, a sequência com um time padrão tem que consolidar uma coluna vertebral sólida, chances como a do Ábila contra o Corinthians não podem ser desperdiçadas e os zagueiros adversários não podem ficar livres na nossa área nas cobranças de escanteio....

Na verdade, os erros até acontecem. Mas não podem ser superiores ao acerto.

NÚMEROS DO CRUZEIRO NO BRASILEIRÃO

Na sequência recente na temporada, o time sofreu com as ausências de Rafael Sobis, Robinho, Arrascaeta, Dedé, Manoel e Ezequiel. Nada menos do que seis titulares de linha. Por mais forte que um elenco seja, nenhum consegue passar ileso por tantos problemas. Mas alguns já começam a ensaiar um retorno ao time e, com sequência, podem acrescentar.

Ideias que funcionam também precisam ser mantidas. Lucas Romero tem aproveitado as oportunidades e não pode voltar ao ostracismo dos primeiros meses, por exemplo. Ábila, com suas qualidades e defeitos, também precisa de minutos em campo para decidir os jogos. Mano parece nas últimas semanas estar atento e sendo justo com isto. E o time tem evoluído junto.

A derrota para o Corinthians não foi um resultado absurdo e a atuação da equipe, especialmente no segundo tempo, deu um alento e aumentou a esperança de que o time possa construir uma trajetória de resultados sólidos nos próximos jogos. Para sonhar com algo, aliás, é necessário regular desde já. 

Responder que conseguiremos ninguém consegue. Mas os últimos acontecimentos, e as mais recentes apresentações, permitem ao menos acreditar que dá. 
 


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João Henrique Castro é professor, historiador e, obviamente, cruzeirense. Daqueles que sabe que nada brilha mais no céu do que as cinco estrelas que traz no peito.

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