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A recusa da oferta de R$ 22,3 milhões depois conquista do título da Libertadores, em julho, não minou a esperança dos italianos

Enquanto o namoro da Inter de Milão cm Paulinho  recomeça, a diretoria do Corinthians reconhece que espera por um assédio grande sobre o jogador após o torneio no Oriente.

A recusa da oferta de € 8,5 milhões (R$ 22,3 milhões) depois conquista do título da Libertadores, em julho, não minou a esperança dos italianos. Pelo contrário. Dirigentes do clube continuam em contato frequente com representantes do atleta para tentar alinhavar o acordo.

Salários e tempo de contrato já não são mais empecilhos. Nas primeiras conversas entre as partes, antes de anunciar a permanência no Timão, Paulinho se mostrava balançado com o que receberia no Velho Continente. No entanto, com o aumento salarial e a renovação até o fim de 2015, optou por continuar no clube por, pelo menos, mais seis meses.

Internamente, os dirigentes corintianos admitem a dificuldade em impedir a saída do marcador. O clube garante que ele ainda não está negociado, mas sabe que os italianos aparecerão a qualquer momento com uma nova oferta para tê-lo já no início de 2013, meio da temporada europeia.

O Timão, porém, promete não facilitar, sobretudo depois de adquirir os 50% dos direitos que pertenciam ao Banco BMG por cerca de € 5 milhões (R$ 13,1 milhões). O acordo está selado e depende apenas de assinaturas para ser anunciado. A outra metade pertence ao Audax-SP, que ainda terá de repassar uma parcela ao Bragantino, clube do qual ele foi contratado em 2010.

Segundo o jornal italiano "Corriere dello Sport" do último sábado, os italianos estão dispostos a pagar até € 15 milhões (R$ 39,4 milhões). O Timão ficaria com R$ 19,7 milhões.

Paulinho deu indícios de que dificilmente ficará no Brasil após o Mundial. Em algumas entrevistas, o jogador disse que só garantia a permanência até o torneio e que depois analisaria as ofertas que chegassem, priorizando clubes de maior expressão na Europa – ele já rejeitou uma proposta do CSKA, da Rússia.

Mais do que o dinheiro que poderá receber na Europa, o volante completará um ciclo vitorioso no fim do ano, passando pelos títulos brasileiro e da Libertadores, além de chegar à seleção brasileira. Vencer o Chelsea em uma possível decisão pode ser o passaporte definitivo para atuar na Itália.

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