No fim, Fogão bate o Galo na Copa Sul-Americana

Valendo-se do tabu e de grande atuação de Carlos Alberto, Glorioso 'acha' dois gols nos dez minutos finais e faz 3 a 1

15/08/2008 10:18:36

Carlos Alberto, Botafogo
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Num jogo sonolento, em que o Botafogo acordou somente nos 10 minutos finais, a equipe comandada por Ney Franco derrotou o Atlético Mineiro por 3 a 1, no Engenhão, nesta quinta, pelo jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana. Com o resultado, que amplia o tabu para 13 partidas sem derrotas para o rival, o Glorioso pode até perder por um gol de diferença no jogo de volta, no Mineirão, dia 27 deste mês.

Por mais que se tentasse esconder, foi notória a falta de interesse dos jogadores, principalmente do Botafogo, em relação à Copa Sul-Americana. Em ritmo lento, a equipe comandada por Ney Franco - desfalcada, é verdade, de três jogadores de ataque - deu muitos espaços ao Galo no início do jogo.

Tanto que, logo aos 16, num apagão geral da defesa alvinegra, Pet deixou Jael livre para cruzar a bola em direção a Marques, que só teve o trabalho de completar de cabeça para as redes de Castillo.

Mesmo em desvantagem, só o que o Botafogo conseguiu produzir foi uma falta no travessão batida por Zé Carlos, aos 18. Dali em diante, um toque de bola sonolento, que deve ter cansado até a pequena torcida que esteve no Engenhão.

Cauteloso, o Galo, armado com um verdadeiro ferrolho por Marcelo Oliveira, mostrava mais vontade de manter a vantagem, ao candenciar o jogo, além de sair bem nos contra-ataques, e, assim, retornar para Minas com um alento para o seu torcedor, que tem sofrido muito com a campanha no Brasileiro.

Já o problema maior do Glorioso era a ineficiência de seu ataque, formado pelos reservas Gil e Fábio, que mal pegavam na bola, e quando o faziam, não davam continuidade às jogadas. Com isso, a defesa atleticana não tinha dificuldades para rebater as investidas.

Sem inspiração, o gol de empate só poderia mesmo sair através de uma jogada de bola parada. Dessa vez, Carlos Alberto foi o autor da cobrança de falta, da meia-lua. E que cobrança! No ângulo direito do goleiro Édson, que nem sequer se mexeu.

Nem o intervalo, tampouco as alterações feitas pelos técnicos surtiram efeito na qualidade do jogo. Aos 13, quatro jogadores novos já tinham entrado em campo. Túlio Souza, que parece sofrer de um vício por cartões amarelos, e Lucas Silva, pelo Botafogo, enquanto Yuri e Rafael Aguiar - esse, inexplicavelmente na vaga de perigoso Marques - foram as peças modificadas por Marcelo Oliveira.

Entretanto, a falta de opções no banco de Ney Franco o impossibilitou de ter uma atitude mais agressiva na hora de mexer no time. Nada menos do que cinco jogadores com características defensivas compunham a reserva. Em vão, o treinador se limitou a orientar a equipe à beira do gramado.

Valendo-se, possivelmente, da interminável freguesia do Galo ou mesmo do acaso, o Botafogo achou um gol aos 38 minutos, quando se acreditava que não era mais possível, por conta, sobretudo, das circunstâncias da partida. Lucas Silva deu ótimo passe para Eduardo, que, com categoria, deixou o goleiro Édson no chão e só empurrou para o gol.

Ao apagar das luzes, ainda houve tempo para Carlos Alberto, que teve a boa atuação premiada, marcar o terceiro, após passe de Gil, e dar números finais ao jogo.


FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 3 X 1 ATLÉTICO MINEIRO

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 14/8/2008 - 20h10 (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Alessandro Rocha Matos (Fifa-BA) e Milton Otaviano dos Santos (Fifa-RN)
Renda/público: R$ 87.795,00 / 10.181 pagantes
Cartões amarelos: Andre Luis e Túlio Souza (BOT); Rafael Miranda e Leandro Almeida (ATL)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Marques, 16'/1ºT (0-1); Carlos Alberto, 45'/1ºT (1-1); Eduardo, 38´/2ºT (2-1) e Carlos Alberto, 46´/2ºT (3-1)

BOTAFOGO: Castillo, Thiaguinho, Renato Silva, Andre Luis e Triguinho; Diguinho, Túlio (Túlio Souza, intervalo), Zé Carlos e Carlos Alberto; Gil e Fábio (Lucas Silva, 13´/2ºT) - Técnico Ney Franco

ATLÉTICO MINEIRO: Edson, Mariano, Vinícius, Leandro Almeida e Renan; Rafael Miranda, Márcio Araújo, Serginho (Yuri, intervalo) e Petkovic (Tchô, 29´/2ºT); Jael e Marques (Rafael Aguiar, 12´/2ºT) - Técnico Marcelo Oliveira

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