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Atacante do Fluminense brilha com a camisa da Seleção e garante sua vaga de titular na equipe de Scolari

Por Tauan Ambrosio (@ambrosiotauan)

Artilheiro do Brasil na Copa das Confederações, autor de dois gols na decisão contra a Espanha, Fred conquistou sua vaga de titular incontestável da Seleção sob o comando de Luís Felipe Scolari. Deitado temporariamente no berço esplêndido do futebol brasileiro, o atacante do Fluminense precisou somente de dois minutos para colocar o Escrete Canarinho em vantagem na decisão realizada domingo, no Maracanã.

Apesar do início sem gols na Copa das Confederações, o que acabou até de certa maneira ameaçando sua posição de titular já que Jô, seu substituto imediato, aproveitou muito bem os minutos em que esteve em campo, Fred deslanchou contra a Itália. A partir deste momento até a tão esperada decisão contra a Espanha, o mineiro de Teófilo Otoni foi, ao lado do craque Neymar, o principal responsável pelas comemorações nas arquibancadas brasileiras no último campeonato de seleções antes da Copa do Mundo de 2014.

 

  'ERA MANO MENEZES': GOLEADOR CONSTANTEMENTE ESQUECIDO

 

Constantemente esquecido nas convocações feitas por Mano Menezes, Fred atuou somente três vezes como titular quando o atual treinador do Flamengo estava no comando da Seleção. Apesar das poucas oportunidades, foram três gols marcados, sendo que um deles na última partida de Mano no comando técnico da equipe da CBF, no Superclássico das Américas contra a Argentina, em novembro de 2012.

 

                             JOGOS DISPUTADOS            GOLS
TITULAR                                                    3                  2
RESERVA                                                    7                  1
TOTAL                                                   10                  3

 

Enquanto não conseguia ter uma sequência na seleção brasileira, Fred foi um dos principais jogadores do Fluminense no Brasileirão de 2012, vencido pelo Tricolor Carioca. Além da falta de empatia com o então treinador da equipe nacional, o grande inimigo do atacante era o esquema de jogo adotado por Mano Menezes, que geralmente abria mão de ter um centroavante fixo, apostando na maior movimentação de seus jogadores, uma tática muito utilizada pelo Barcelona nos últimos anos.

 

  TITULARIDADE GARANTIDA COM LUIZ FELIPE SCOLARI

 

Ironia do destino, o que acabou sendo a grande atuação de Fred com a camisa da Seleção foi contra a Espanha, que tem o Barça como base de seu time. De maneira semelhante como o clube catalão foi destroçado na Champions League pelo Bayern de Munique, a Fúria levou uma sapatada do Brasil, e Fred provou o valor da histórica função da camisa 9 no futebol, sem esquecer – à exemplo de Mandzukic, atacante do Bayern – de se dedicar ferrenhamente à marcação. O jogador voltou mais do que costuma fazer e também dificultou, defensivamente, a vida da Espanha na final realizada no Maracanã.

 

 

Desde que retornou ao comando técnico da seleção brasileira, Felipão quis jogar com um homem de área. Em sua reestreia, contra a Inglaterra, escalou Luís Fabiano. Quando o jogador do São Paulo foi substituído por Fred, este foi logo mostrando seu cartão de visitas com um golaço em cima do English Team na derrota por 2 a 1, em Wembley. As seguintes boas atuações credenciaram Fred como atacante titular. No entanto, no decorrer na Copa das Confederações o tricolor chegou a ser contestado.

                            JOGOS DISPUTADOS           GOLS
TITULAR                                                   9
                 8
RESERVA                                                   1
                 1
TOTAL                                                  10
                 9

 

A falta de gols nos dois primeiros jogos e o bom aproveitamento de Jô, quando este entrava no decorrer das partidas, pareciam ter posto em cheque sua posição de titular. Fred estava nervoso, mas depois que desencantou com os dois gols marcados contra a Itália, não parou mais de balançar as redes e chegou a se igualar a Fernando Torres (outro ‘legítimo 9’) na artilharia do torneio, com cinco gols. Pesou a favor do espanhol o fato de ter jogado 150 minutos a menos, mas a diferença na expressão do rosto de Torres ao receber a chuteira de ouro era de um abismo incomensurável se comparada à alegria de Fred ao final daqueles 90 minutos mágicos vividos no Maracanã.

 

*Este texto não tem a intenção de falar qual estilo de jogo seria melhor, com ou sem atacantes fixos. O que foi citado foi uma simples comparação a duas derrotas emblemáticas de times que, até então, eram considerados favoritos antes de um embate.

FRE

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