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Luiz Alberto Moura, editor chefe do Goal Brasil, fala sobre a expectativa para a finalíssima da Champions League entre as duas potências alemãs

Luiz Alberto Moura
Editor chefe Goal Brasil
@herrmoura

Bayern de Munique x Borussia Dortmund. Dois rivais, duas escolas de jogo parecidas. Um tem um técnico já próximo da aposentadoria e, o outro, um emergente no cenário mundial. Ambos possuem torcidas apaixonadas, capazes de espetáculos inesquecíveis.

Por isso, não se enganem: não há favorito. Durante toda a semana, ouvi comentaristas cravarem que o Bayern seria o "favorito natural". Não existe isso. Nem os milhões de euros que o clube bávaro possui a mais que seu rival do Vale do Ruhr falam alto nessa hora. Fato que é comprovado pelos nossos leitores: no momento em que escrevo esta coluna, 52% apostam nos aurinegros.

O Bayern tem nas costas o peso de duas finais perdidas recentementes, uma delas, como todos sabem, de maneira mais do que traumática. Tem também na sua história outras decisões perdidas de forma inesperada, como para o Manchester United, em 1999, e para o Aston Villa, em 1982. O que será que se passará na cabeça de torcedores e jogadores, caso o Dortmund faça um gol?

Eu não acredito que seria melhor para Pep Guardiola pegar um Bayern vice-campeão. Ou que, caso o time conquiste a tríplice coroa, ele seria pressionado e qualquer resultado menor na próxima temporada colocaria o trabalho dele em cheque. Lá é Europa, amigos. Planejamento e paciência são armas usadas quase todo o tempo. Tudo que Guardiola não deseja é pegar um clube com outro vice e, aí sim, pressionado para enfim vencer novamente a Uefa Champions League.

Do lado dos comandados de Jurgen Klopp, o peso é o da inexperiência numa decisão de peso como esta. Os primeiros 15, 20 minutos serão cruciais para a equipe. Se levar um gol, pode desmontar. Se segurar o rival, aí não apostaria minhas fichas em nenhum dos dois. O Dortmund também joga como franco atirador. É um papel que lhe cai bem. Se perder? Chegaram longe e provam que estão no primeiro time da Europa. Que se reergueram após quase falirem.

A pressão é toda bávara.

Porém, o Bayern possui jogadores mais versáteis, Robben, Ribery, Müller são capazes de mudar de posição e função com extrema facilidade. A pesar a zaga, já que o Boateng nunca me convenceu. Mas tem Mario Gomez no banco, Shaqiri. O Dortmund não terá o polivalente Kagawa e perdeu seu principal jogador, Mario Götze. Mas Marco Reus e Robert Lewandowski são uma dupla de respeito.

Vivi na Alemanha, na Bavária, na minha infância e retornei ao país outras vezes. Por isso, posso garantir, a expectativa que toma o país é até maior do que a um Flamengo x Vasco numa final de Libertadores.

Mas o drama agora é maior. o jogo único equivale as forças. Posso imaginar bares por todo o país já tomados. Literalmente. E, acreditem, torcedores de Bayern e Dortmund lado a lado. Ambos querendo a taça, mas num clima de paz.

Claro que existem imbecis pelo mundo e brigas até já foram registradas. Mas a estes não cabe o rótulo de torcedor.

A festa será linda; o jogo, incrível. O resultado? Não faço idéia.

Que vença o melhor. Neste caso, o futebol já é o grande campeão.

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