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Visando a Copa das Confederações, Goal.com avalia os diversos serviços testados no amistoso entre Brasil e Chile

POR FERNANDO H. AHUVIA - DIRETO DE BELO HORIZONTE

O amistoso entre Brasil e Chile não serviu apenas como último teste para o técnico Luiz Felipe Scolari definir a lista de convocados da Seleção Brasileira para a Copa das Confederações. Sede da competição, o Mineirão também foi avaliado pelo Comitê Organizador Local (COL) em 14 aspectos.

O Goal.com também esteve presente no Gigante da Pampulha e avaliou os diversos serviços que serão implementados pela Fifa na Copa das Confederações.

LIMPEZA E RESÍDUOS

ANTES E DEPOIS: Desde as primeiras horas da última quarta-feira (24/04), a equipe de Superintendência de Limpeza Urbana esteve presente no entorno do Mineirão para limpar as ruas próximas ao estádio. Nesta quinta-feira, toda a área foi varrida e lavada logo cedo.

DURANTE: Os quatro Postos de Vistoria e Vigilância instalados nas Fan Walks (rotas especiais para pedestres) dispunham de contêineres para que os torcedores deixassem os objetos proibidos no trajeto até o estádio. Dentro do Mineirão, os banheiros e os locais onde os torcedores assistiram ao jogo estavam limpos.

A partir do intervalo, porém, alguns torcedores reclamaram da falta de água nos banheiros e de poucos lixos para jogar as embalagens dos alimentos.

SERVIÇOS AO ESPECTADOR

Sem dúvidas, a acessibilidade foi o problema mais sério encontrado no amistoso entre Brasil e Chile. Os torcedores sofreram para conseguir entrar no Mineirão e sentar no lugar marcado.

Filas quilométricas se formaram na grande maioria dos portões e o torcedor gastou em média 25 minutos para conseguir entrar no estádio. Com a proximidade do início da partida, os poucos funcionários que estavam lá para orientar o público não conseguiram evitar a confusão e muitas pessoas só conseguiram entrar no Mineirão com o jogo em andamento.

Dentro do estádio, mais problemas na hora de encontrar seus assentos. Como diversos ingressos não tinham marcações ou estavam duplicados, as pessoas foram instruídas pelos orientadores a sentar em qualquer lugar do setor. O fato acabou gerando uma enorme confusão, já que os torcedores que tinham as marcações no bilhete se deparavam com outra pessoa sentada no local. Seguranças e até policiais militares foram procurados para dar auxílio, mas ficaram sem saber como proceder diante da situação.

O estudante Willian da Silva, de 23 anos, mostrou-se inconformado por ter que assistir a partida de pé nas cadeiras especiais.

- É um absurdo pagar por um assento e não poder usá-lo. A culpa não é do torcedor que está lá, mas da organização. Como vamos fazer quando os estrangeiros estiverem aqui? – lamentou.

ALIMENTAÇÃO

Embora melhor do que nos últimos jogos, o serviço de alimentação do Mineirão voltou a ser alvo de muitas reclamações. Prato típico da culinária mineira, o feijão tropeiro continua não agradando os torcedores. Diversas pessoas reclamaram do tropeiro azedo, enquanto em alguns setores o “feijão apaixonante” acabou ainda no primeiro tempo.

Segundo o publicitário Rogério Ribeiro Gonçalves, de 37 anos, o tropeiro que é servido em prato e garfo de plástico não vale os R$ 9,50.

- Não sei se posso chamar isso de tropeiro, porque não parece nem de perto com o tradicional. O gosto está estranho e o bife está gelado. Sorte do meu primo que foi comprar para ele no intervalo e já não tinha mais (risos) – disse.

Além do tropeiro, os torcedores reclamaram bastante do baixo número de vendedores de água e refrigerante para atender o bom público que compareceu ao Gigante da Pampulha.

COMPETIÇÕES E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Conforme as recomendações da Fifa, tudo que envolve a chegada das delegações estrangeiras (Chile), o tratamento e a verificação do gramado e dos equipamentos esportivos que serão utilizados, o treinamento dos gandulas e a entrada dos jogadores, crianças e árbitros seguiram o padrão determinado pela entidade máxima do futebol.

Também foram testados e não mostraram nenhum tipo de problema o sistema de áudio e vídeo, telão, som nas arquibancadas, distribuição de sinais de televisão para camarotes e áreas comuns, dentre outros.

TRANSPORTE

TRANSPORTE COLETIVO: Quem utilizou o transporte coletivo para ir ao Mineirão escolheu a melhor opção. O Goal.com acompanhou uma viagem de uma das quatro linhas especiais que foram criadas para a partida e levou aproximadamente 50 minutos para chegar ao estádio (saindo da Savassi). De acordo com a pedagoga Letícia de Albuquerque, de 46 anos, o tempo de trajeto foi muito menor do que ela está acostumada a enfrentar nos dias de jogos do Campeonato Mineiro.

- Hoje está muito bom. Fui assistir o clássico (Cruzeiro x Atlético-MG) no Mineirão e num percurso bem parecido levei quase o dobro do tempo. Estou bem satisfeita – declarou.

Outros torcedores, contudo, reclamaram da baixa divulgação das linhas especiais e de poucos veículos de transporte diante de um grande público.

- Infelizmente fui obrigado a vir de carro, porque divulgaram muito mal essas linhas especiais, principalmente a executiva (era preciso adquirir bilhete antecipadamente). Vamos torcer que isso se arrume pra Copa das Confederações e depois pra Copa do Mundo – disse o vendedor Victor Araújo.

CARRO: Quem resolveu ir com o próprio carro percebeu que o trânsito continua sendo um dos principais problemas de Belo Horizonte. Além disso, os veículos tiveram que ser estacionados muito longe do estádio devido as restrições feitas já nos moldes da Copa das Confederações. O acesso e a saída do Mineirão foram problemáticas devido aos engarrafamentos em todas as vias de escape.

- Estou pensando seriamente se vou vir em algum jogo da Copa do Mundo no Mineirão. Aguentar esse trânsito para chegar ao estádio ninguém merece. Depois temos que parar o carro longe pra caramba e vir a pé – desabafou o aposentado José Helfhger.

SEGURANÇA

Cerca de 825 seguranças e stewards atuaram no amistoso da Seleção. Foram feitos pelos stewards do COL: o controle de acesso das áreas de circulação e locais de público, a verificação dos pertences pessoais e objetos, segurança no campo, a proteção em casos de invasões de torcedores, dentre outros. Não houve nenhum incidente grave dentro ou fora do Mineirão.

OPERAÇÕES DE IMPRENSA E CREDENCIAMENTO

Os jornalistas que foram ao Mineirão para fazer a cobertura do amistoso também sofreram. Apesar de ter sido feito de forma simplificada, a imprensa teve muita dificuldade para conseguir se credenciar para o jogo (responsabilidade da CBF) e depois passou apuros com a péssima distribuição das mesmas (responsabilidade do COL).

Dentro do estádio, os jornalistas tiveram muitos problemas com a precária conexão da internet.

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