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Ao todo, brasileiros e italianos se enfrentaram 14 vezes e o Brasil leva vantagem, com sete vitórias contra cinco da Azzurra

Por Tauan Ambrosio

Juntos, Brasil e Itália somam nove títulos mundiais. São as duas seleções mais vitoriosas do mundo e possuem estilos completamente distintos na história. Enquanto a camisa amarela ficou conhecida pelo improviso e extrema habilidade, a Azzurra ficou pela alta capacidade defensiva e poder de decisão. Ao todo, em 14 confrontos, são sete vitórias brasileiras contra cinco italianas e dois empates, sendo que em um deles o Brasil acabou se dando melhor, na final da Copa de 1994. Nesta quinta, estas vitoriosas seleções voltam a se encontrar, em amistoso que será realizado na Suíça. Conheça um pouco mais da história deste clássico do futebol.

O primeiro encontro

As duas seleções se encontraram pela primeira vez na semifinal da Copa de 1938, na França. Os italianos venceram por 2 a 1, chegaram à final e foram bicampeões mundiais. Naquela partida, um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro teve seu dia de vilão. Domingos da Guia se desentendeu com Piola e revidou um chute dentro da área. O árbitro marcou o pênalti. Giuseppe Meazza foi para a cobrança e, aos 60 minutos, fez 2 a 0 para os italianos, que saíram na frente com gol de Colaussi, aos 55’. Romeu Pellicciari descontou para o Brasil no finalzinho. Três dias depois, o time comandado por Adhemar Pimenta venceu a Suécia por 4 a 2 e garantiu a terceira colocação no torneio.

A consagração do futebol-arte

Um jogo histórico, por tudo o que representa para o futebol brasileiro e mundial. Uma exibição de gala de uma equipe que ainda é considerada por muitos como a melhor de todos os tempos. Os italianos, detentores do título europeu, também contavam com vários craques e dificultaram a vida dos brasileiros no primeiro tempo da decisão da Copa de 1970. Ao final dos primeiros 45 minutos, empate em 1 a 1, gols de Pelé e Bonisegna. No entanto, na segunda etapa, o somatório do brilhantismo técnico e da boa preparação física atropelou a Azzurra: os gols de Gérson, Jairzinho e o chutaço do capitão Carlos Alberto Torres garantiram o tri para a Seleção.

O efeito campeão moral

Um dia antes de a Argentina garantir em casa seu primeiro título mundial, sobre a Holanda, Brasil e Itália decidiram o terceiro lugar no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. A Azzurra começou melhor e abriu o placar com Causio, aos 38 minutos do primeiro tempo. No entanto, os brasileiros se recuperaram na etapa derradeira. O gol de empate está registrado como um dos mais belos da história das Copas: um chute incrível de Nelinho, com o efeito venenoso característico do lateral-direito. Dirceu virou o placar aos 72’ e o time de Cláudio Coutinho garantiu o terceiro posto, mesmo estando invicto na competição. Por isso mesmo, o treinador lançou a frase que se tornou célebre: “Nós somos os campeões morais dessa Copa”.

A derrota mais sofrida

A derrota na segunda fase da Copa de 1982, que eliminou o Brasil daquela edição disputada na Espanha, talvez tenha sido a mais dolorosa depois do “Maracanazo”, em 1950. Favoritíssimo ao título mundial, o escrete canarinho do técnico Telê Santana tinha 100% de aproveitamento. Zico, Sócrates, Falcão, Júnior e outros craques encantaram o mundo. No entanto, os bons números e futebol maravilhoso não bastaram. Em um dia iluminado, Paolo Rossi marcou os três gols da Itália na vitória por 3 a 2, a última da Azurra sobre o Brasil. Sócrates e Falcão fizeram os gols brasileiros no que ficou conhecido como “Tragédia do Sarriá”. A Itália conquistaria naquela edição o tricampeonato.

É tetra!

A final de 1994 foi o 11º encontro entre Brasil e Itália. Um número especial naquela Copa, marcada pelos gols de Romário. No entanto, o camisa 11 não conseguiu marcar um gol naquela decisão. Aliás, ninguém conseguiu. A partida foi para os pênaltis – a primeira decisão por penalidades em finais de Copa - e o Brasil levantou o tetracampeonato após Roberto Baggio isolar a sua cobrança.

Artilharia pesada

Brasil 3x3 Itália

Um dos melhores jogos entre brasileiros e italianos não aconteceu na Copa do Mundo, e sim no Torneio da França. Um empate em 3 a 3, com gols marcados por ídolos de primeira linha. Logo no início, Alessandro Del Piero inaugurou o placar, de cabeça. A Azzurra aumentou sua vantagem com Albertini, contando com o desvio de Aldair após cobrança de falta. Lombardo devolveu a gentileza ao desviar para o gol um chute de Roberto Carlos, mas Del Piero, desta vez de pênalti, voltou a ampliar a vantagem italiana. No entanto, o Brasil contava com uma dupla de ataque que dispensa comentários: Ronaldo e Romário. O Fenômeno diminuiu, aos 70’ e o Baixinho igualou tudo aos 84’.

A derrocada da “Itália celeste”

A seleção italiana entrou em campo com uma camisa azul-celeste no dia 21 de junho de 2009, pela fase de grupos da Copa das Confederações, na África do Sul. A nova vestimenta não deu nem um pouco de sorte ao time comandado por Marcello Lippi: Luis Fabiano marcou duas vezes e Dossena marcou contra no final do primeiro tempo.

Outros jogos:

Itália 3x0 Brasil – 1956, amistoso

Brasil 2x0 Itália – 1956, amistoso

Itália 3x0 Brasil – 1963, amistoso

Itália 2x0 Brasil – 1973, amistoso

Brasil 4x1 Itália – 1976, Torneio Bicentenário dos EUA

Itália 0x1 Brasil – 1989, amistoso

Brasil 2x0 Itália – 2009, amistoso

Curiosidades:

O primeiro brasileiro campeão do mundo conquistou o troféu jogando com a camisa da Azzurra, em 1934: Amphilóquio Marques, o Filó (chamado de Guarisi na Itália, onde defendeu a Lazio).

A seleção brasileira já enfrentou três clubes italianos em jogos amistosos: Fiorentina, Internazionale e Milan.

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