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Meia do Corinthians falou com exclusividade ao Goal.com sobre a expectativa para o início do Mundial de Clubes

POR FERNANDO H. AHUVIA - DIRETO DE SÃO PAULO

Referência no meio de campo do Corinthians e dono de um currículo vencedor, Danilo precisou superar o fato de ter atuado pelo rival São Paulo para conquistar o torcedor corintiano. Contratado em 2010 a pedido do então técnico Mano Menezes, o meia passou um longo período no banco de reservas até conseguir dar a volta por cima, já sob o comando de Tite. No início do Campeonato Brasileiro do ano passado, o camisa 20 voltou a ser titular e peça fundamental no esquema tático que levou o Timão ao seu quinto título brasileiro, e à inédita conquista da Copa Libertadores da América, em julho.

Em entrevista exclusiva ao Goal.com, o meia falou sobre sua chegada ao clube, a preparação e a ansiedade do time alvinegro para o início do Mundial, sua experiência no torneio e o possível duelo com o Chelsea na grande decisão. Confira!

Goal.com - Ao longo da sua carreira você passou por apenas quatro clubes, mas em todos eles você conquistou títulos importantes. A que você atribui todo esse sucesso?

Eu acho que essas estatísticas são boas para o futebol. Isso mostra que por onde eu passei consegui mostrar o meu melhor.  É mais fácil criar uma identidade com o clube que defendemos quando ficamos mais tempo neles do que ficar rodando de um lugar para o outro. Graças a Deus também peguei momentos bons das equipes e isso me deixa feliz.

Goal.com - No Corinthians, você passou por um período no banco de reservas, mas recuperou o espaço com Tite a partir do Brasileirão do ano passado. O que foi preciso para que isso acontecesse?

Passei um período na reserva, mas sempre entrava no decorrer dos jogos. No futebol só jogam 11 e quem estiver melhor no momento é escolhido. Apesar de nem sempre a gente concordar com o treinador, temos que respeitar o companheiro que está entrando.

Goal.com - Você muitas vezes foi questionado por sua lentidão. Você acha que hoje a torcida já conseguiu compreender as suas características dentro de campo?

Com certeza. Na posição que eu jogo não precisa ser rápido, mas ter qualidade no toque de bola. É preciso respeitar as características de cada jogador. O forte do Corinthians é o conjunto, porque cada um faz a sua parte para ajudar.


"Está sendo difícil segurar essa ansiedade. Acho que só vai cair mesmo a ficha quando a gente pegar o avião para ir para o Japão. Até lá, temos que continuar treinando forte para chegarmos preparados ao Mundial"

Goal.com - Neste ano você já marcou 11 gols, sendo quatro durante a Libertadores. Você considera essa a sua melhor temporada pelo Corinthians?

Com certeza é um ano especial graças aos títulos e aos gols decisivos que consegui marcar e ajudar o Corinthians. A conquista inédita da Libertadores é algo muito especial e chama a atenção do torcedor. Esperamos conquistar o Mundial para coroar essa temporada maravilhosa.

Goal.com - O Corinthians ainda tem dois clássicos pela frente no Brasileirão para usar como preparação para o Mundial. A disputa por vagas no setor ofensivo da equipe tem sido grande. Como você enxerga essa disputa e o que fazer para vencer a concorrência?

A disputa está sendo boa. Todos estão se esforçando ao máximo nos treinos e nos jogos para conseguir uma vaga no time titular. Cada um vai buscar o seu espaço, porque ninguém tem vaga garantida. Depois, vamos respeitar a escolha do Tite que é um grande treinador e que vem fazendo um ótimo trabalho no Corinthians.

Goal.com - Nos últimos jogos, o peruano Guerrero tem sido escalado como titular. Você prefere jogar com um homem de referência no ataque?

É muito bom ter esse homem de referência, pois quem joga no meio-campo tem tempo de vir de trás para finalizar. Além disso, ajuda na hora de alçar a bola na área. Independente disso, Nosso time vem jogando das duas formas e todos já se conhecem. A decisão fonal vai ficar na mão do Tite.

Goal.com - A menos de um mês do Mundial, como fazer para segurar a ansiedade pelo início do torneio?

Está sendo difícil segurar essa ansiedade. Acho que só vai cair mesmo a ficha quando a gente pegar o avião para ir para o Japão. Até lá, temos que continuar treinando forte para chegarmos preparados ao Mundial.

Goal.com - Como você avalia até aqui a preparação do Corinthians?

A preparação é algo muito importante e está sendo muito bem feita. Os jogadores mais desgastados ganharam alguns dias para se recuperar da maneira mais rápida possível. É importante que todos possam estar a disposição, já que a grande força do Corinthians é o elenco. Espero que nessas duas semanas a gente possa treinar bem e aproveitar os dois clássicos para acertar os últimos detalhes.

Goal.com - Na estreia, o Corinthians pode ter pela frente o campeão japonês, que deve ser o Sanfrecce Hiroshima. O que você conhece da equipe? Quais as principais características do futebol japonês?

Tive três ótimas temporadas lá no Japão. Joguei várias vezes contra o Sanfrecce Hiroshima e sei que é um time de qualidade. Os japoneses são muito rápidos, gostam de utilizar a bola aérea, dar passes longos, ficam pouco tempo com a bola no pé e tentam ao máximo evitar o contato físico. Portanto, temos que tomar bastante cuidado se realmente enfrentarmos eles.

Goal.com - Todo mundo espera ver na final o confronto entre Corinthians e Chelsea. Vocês tem estudado o time inglês? O que será preciso fazer para ganhar?

Por enquanto, vamos observando mais de longe. Estamos vendo alguns jogos, o Tite já passou algumas coisas. O Chelsea é uma equipe que toca bem a bola, gosta do contato físico e tem jogadores de muita qualidade. No Japão, vamos começar a pensar mais neles. No entanto, como tenho dito, a gente tem que se preocupar com o primeiro jogo. Não adianta nada pensar no segundo sem ganhar o primeiro.

Goal.com - O Chelsea atravessa um mau momento na Inglaterra. Você acha que o Corinthians leva alguma vantagem com isso?

Em uma partida tudo pode acontecer. Independente do momento que vive o Chelsea, a gente vai precisar se preocupar bastante com o time deles. Quem estiver mais inspirado e jogar melhor vai consequentemente conseguir a vitória.

Goal.com - Você morou no Japão três anos e sabe que a cultura deles é bem diferente da nossa. Recentemente, o consulado japonês divulgou uma cartilha de dicas e conduta aos torcedores que devem comparecer em peso ao Japão. Você acha que a fiel vai conseguir respeitar essa cartilha?

A cultura deles é bem diferente da nossa. É um lugar onde as coisas funcionam tudo certinho. As pessoas se respeitam muito. Acho que a pessoa que fizer algo de errado vai ficar até sem graça. Lá no Japão tem muitos brasileiros que devem ir aos jogos e ajudar os outros torcedores que não conhecem os hábitos de lá. Tenho certeza que o torcedor que for vai gostar bastante.

Goal.com - Assim como acontece aqui no Brasil, você acha que a torcida pode fazer a diferença no Japão?

A gente sabe que o nosso torcedor sempre comparece e nos apoia bastante. A presença deles vai ser muito importante, porque a torcida do Corinthians realmente impressiona. Para nós será um privilégio e uma motivação a mais para jogar bem e trazer o título.

Goal.com - Para encerrar, que recado você pode deixar para a torcida?

Que todos torçam pra gente (risos). Espero que possamos estar bem nos dias dos jogos para ganhar. O torcedor pode ter certeza que vamos fazer de tudo para conquistar o título.

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