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Verdão pagou caro por ter poupado jogadores para conquistar a Copa do Brasil e agora precisa de um milagre para escapar do rebaixamento para a Série B do Brasileirão

POR FERNANDO H. AHUVIA - DIRETO DE SÃO PAULO

A cada dia que passa, as chances do Palmeiras disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2013 só aumentam. O empate por 2 a 2 com o Botafogo, no último domingo, em Araraquara, pouco serviu para o Verdão na luta contra o descenso. Isso porque com as vitórias do Bahia e do Sport, o time comandado pro Gilson Kleina viu sua distância para a saída da zona de rebaixamento aumentar para sete pontos, restando apenas 12 em disputa.

Apesar do título da Copa do Brasil, o fato é que o elenco alviverde é fraco. Equipe dependente de Marcos Assunção e Barcos, departamento médico sempre cheio e atletas que não correspondem da forma esperada são apenas alguns dos problemas que levam a essa dura realidade de um time que tem mostrado muitas deficiências em campo.

O meia Valdivia, por exemplo, voltou ao Palmeiras no meio de 2010 e, desde então, não conseguiu repetir as atuações de sua primeira passagem pelo clube. A queda de produção em campo e as diversas contusões já irritaram a diretoria e a própria torcida. Fora de forma, Daniel Carvalho foi barrado por Kleina e não seguirá na equipe na próxima temporada. Contratação mais cara do ano (R$ 14,4 milhões), Wesley quase não jogou por conta de uma grave lesão no joelho direito.

BARCOS E MARCOS ASSUNÇÃO: OS ÚNICOS POUPADOS PELA TORCIDA

A 19º derrota do Palmeiras no Brasileirão voltou a gerar protestos da torcida contra a equipe e os dirigentes. Quando o time ainda perdia por 2 a 1 para o Botafogo, alguns torcedores tentaram invadir o gramado da Arena da Fonte e tiveram de ser contidos pela Polícia Militar com gás de pimenta.

No decorrer do segundo tempo, torcedores da maior organizada do clube xingaram quase todo o elenco. Apenas Barcos e Marcos Assunção foram poupados. O atacante argentino, inclusive, com os dois gols no empate em 2 a 2 com o Botafogo, alcançou a sua meta de 27 gols na temporada. Apesar da situação, o Pirata disse que confia na reação do Verdão.

 – Ainda dá. Não vamos perder a esperança. Sabemos que o momento é difícil, mas temos de acreditar até o fim. Temos quatro jogos ainda. Se ganharmos os quatro, temos uma possibilidade. Depende de nós. Temos de pensar no próximo jogo para sair dessa situação – afirmou.

SÓ UM MILAGRE

Se depender da matemática, o Palmeiras dificilmente conseguirá tirar o pé da cova. De acordo com os cálculos do Departamento de Matemática da UFMG, a chance do alviverde ser rebaixado no Campeonato Brasileiro de 2012 é de 86,5%.

Pelas contas do técnico Gilson Kleina, o Verdão precisa vencer os quatro jogos que restam no Brasileirão para se livrar do rebaixamento.

- Claro que dá (para escapar). Vamos pensar bem no que fazer a partir de agora. Temos quatro jogos e temos que ganhar todas, ganhar as quatro, porque, senão, acabou – declarou.

VERDÃO PODE SER REBAIXADO NA PRÓXIMA RODADA
  JOGOS QUE FALTAM
11/11
Fluminense (C)
18/11
Flamengo (F)
25/11
Atlético-GO (C)
02/12
Santos (F)

Dependendo da combinação de outros resultados, o confronto entre Palmeiras e Fluminense, domingo, às 17h (de Brasília), no Prudentão, pode definir o título do Tricolor e o rebaixamento do Verdão. Caso perca para o líder, o time paulista estará rebaixado se a Portuguesa derrotar o Botafogo, sábado, no Engenhão, e o Bahia ganhar do Cruzeiro, no dia seguinte, no Independência.

Nas últimas três rodadas, o Palmeiras visita o Flamengo no Engenhão. Em seguida, encara em casa o já rebaixado Atlético-GO e encerra sua participação no clássico contra o Santos.

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