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Dois anos e alguns meses após a Copa, Mano vê Seleção sem nenhum titular da Dunga da África do Sul. Kaká é nova esperança. Veja como os outros estão.


DE DUNGA A MANO, O LEGADO
os números dos titulares de Dunga de 2010 a 2012
   9
titulares trocaram de clube depois da Copa 2010
   7
titulares de Dunga tiveram chances com Mano
   4
deles voltaram ao futebol brasileiro
   1
saiu do futebol brasileiro para o europeu
   3
estão atuando no futebol gaúcho
   1
está na atual Seleção.
A boa atuação de Kaká diante do Iraque anteontem não é garantia de que o meia é a salvação da Seleção (lembrem se, é o Iraque!). A aposta de Mano no jogador do Real Madrid, no entanto, parece ser a mais lúcida dos últimos tempos. Kaká é um dos que pode ter o toque de experiência que falta a um time com talento, mas sem nenhuma experiência de Copa do Mundo. Kaká, vale lembrar, já foi garoto esperança de um Mundial, e já foi uma decepção no mesmo. São três Copas no currículo do Bambino. Rememorando o time de Dunga que caiu diante da Holanda, com Kaká de 10, na Copa da África do Sul, vemos o meia aparecendo como único salvador daquela geração. Os onze titulares inefáveis de Dunga só caíram desde a Copa. Poucos tiveram chance com Mano e nenhum se firmou.

O Nilton Santos, campeão de 1958, aprendeu muito com a derrota para a Hungria em 1954. O Pelé de 1970, conheceu o amargo gosto da derrota na Inglaterra, em 1966. O vaiado Dunga da Copa de 1990 levantou com raiva a taça de 1994. O Ronaldo convulsionado na final de 1998 arrebentou com os alemães em outra final, quatro anos depois. Uma Copa deixa legado para outras. O time de Dunga, no entanto, não foi legal com o de Mano. A não ser que o meia do Real Madrid resolva mesmo tomar as rédeas de protagonista. Daí a manchete: só Kaká salva.


Como estavam e como estão? Os titulares de Dunga, na era Mano.


Júlio César - de melhor a mediano
Em 2010...
Era considerado, se não o melhor, um dos melhores goleiros do mundo. Na Internazionale de Milão, guardou seu nome na história do clube ao conquistar a UEFA Champions League, o Campeonato Italiano e a Copa da Itália no mesmo ano. Titular absoluto no clube, chegava credenciado como o titular de Dunga nos quatro anos que comandou a Seleção. Sempre seguro, acabou falhando no gol de empate da Holanda, no jogo que culminou a eliminação do Brasil na Copa.
Em 2012...
Acumulou falhas na Inter, foi perdendo espaço até ser negociado com o Queens Park Rangers, time do segundo escalão do Campeonato Inglês, onde tenta recuperar prestígio. Até hoje não venceu nenhum jogo e sofreu gol em quatro das cinco partidas pelo clube. Pela Seleção, já teve 10 jogos com Mano, foi titular na Copa América, mas não é chamado há mais de um ano. Perdeu espaço para Jefferson e Diego Alves.

Maicon - seguindo os passos de Júlio
Em 2010...
Acompanhava Júlio César na vitoriosa Internazionale de Milão, campeã de tudo antes da Copa do Mundo. Considerado o melhor lateral direito do mundo, pôs Daniel Alves no banco e foi o melhor jogador brasileiro na Copa do Mundo daquele ano.
Em 2012...
Foi perdendo moral no clube que pouco conquistou nos últimos dois anos. Acertou nesta temporada sua transferência para o Manchester City. Pela Seleção, passou de reserva à titular durante a Copa América, mas não é chamado desde Agosto, na derrota para a Alemanha que marcou a despedida de muitos medalhões.

Lucio - capitão esquecido
Em 2010...
Era o capitão e líder daquela Seleção, chegando a sua terceira Copa, a segunda como titular. Depois de ser ídolo no Bayern de Munique, conquistou tudo que disputou na sua primeira temporada na Internazionale. Chegou com moral e saiu como um dos melhores jogadores do Brasil.
Em 2012...
Relegado pela Inter, acertou com o Juventus para esta temporada, e está no banco de reservas atualmente. Na Seleção, foi o capitão na Copa América, jogou mais dois amistosos depois, mas já complete 14 meses sem ser convocado por Mano. Repete a todo momento que sonha estar em 2014.

Juan - de Roma a Porto Alegre
Em 2010...
Ídolo do Roma depois de três temporadas no clube, era titular absoluto da zaga da Seleção Brasileira ao lado de Lúcio há pelo menos seis anos.
Em 2012...
Encerrou sua passagem pelo futebol europeu (Bayer Leverkusen e Roma) depois de 10 anos e retornou ao Brasil. Depois de conversas com o Flamengo, acertou com o Internacional, onde só jogou três partidas antes de se contundir. Nunca foi chamado por Mano para a Seleção.

Michel Bastos - nem na lateral, nem na meia
Em 2010...
Depois de se destacar no Lille, fez ótima temporada pelo Lyon, marcando 12 gols. Entrou aos 45 do Segundo Tempo na lista de Dunga e já galgou a posição de titular, improvisado na lateral esquerda.
Em 2012...
Continua no Lyon, mas não conquistou nada além da Copa da França da temporada passada. Não repetiu as belas atuações e, consequentemente, não foi lembrado por Mano para a meia nem para a lateral.

Felipe Melo - culpado e esquecido
Em 2010...
Já era contestado no clube e na Seleção. Depois de se destacar na Itália, fazia temporada sofrível pela Juventus, onde foi considerado o pior estrangeiro do campeonato. Na Seleção, no entanto, era homem de confiança e titular absoluto de Dunga.
Em 2012...
: Depois de ser apontado o “culpado” pelo fracasso em 2010, fez outra temporada ruim na Juventus. Transferido para o futebol turco, no Galatassaray, se destacou novamente. Nunca foi chamado por Mano Menezes.

Gilberto Silva - de Atenas a Porto Alegre
Em 2010...
Era o líder e experiente do time, com duas Copas no currículo. Apesar de jogar em um campeonato do segundo escalão, virou ídolo depois de dar o título grego ao Panathinaikos.
Em 2012...
Retornou ao Brasil após nove anos de Europa (Arsenal e Panathinaikos), atuando pelo Grêmio. Faz um bom Brasileirão em 2012. Nunca mais voltou à Seleção após a Copa.

Elano - só até a Copa América
Em 2010...
Destaque no Galatassaray, da Turquia, Elano era visto como peça fundamental no time titular de Dunga. Sua lesão foi apontada por muitos como um dos fatores determinantes para a precoce eliminação do Brasil na Copa.
Em 2012...
epois de uma temporada ruim na Turquia voltou ao futebol brasileiro, para o Santos, onde se destacou no início da carreira. Bem novamente, conquistou dois paulistas e uma Libertadores. Caiu de produção e foi negociado com o Grêmio, onde  voltou a se destacar. Foi titular do Brasil na Copa América, errou pênalti na disputa que eliminou o time diante do Paraguai e nunca mais foi lembrado por Mano.

Kaká - a mais nova esperança
Em 2010...
Recém chegado como estrela ao Real Madrid, fez uma temporada razoável pelo clube merengue. Chegou à Copa como principal estrela da Seleção de Dunga.
Em 2012...
Continua lutando para fazer uma boa temporada pelo Real. Não virou destaque e ídolo como Cristiano Ronaldo virou. Depois de mais de dois anos de ausência, reestreou com boa atuação diante do Iraque na Seleção de Mano. É a atual esperança experiente do time.

Robinho - antes artilheiro, agora esquecido
Em 2010...
Era o artilheiro da Era Dunga na Seleção Brasileira. Protagonista, fez gol no último jogo do Brasil na Copa. Depois de ter vivido maus momentos no Manchester City, passou um semestre no Santos e conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil ao lado de Neymar e Ganso. Foi com moral para a Copa, já acertado com o Milan.
Em 2012...
Depois de fazer algumas temporadas boas e razoáveis pelo Milan, sem se destacar, o jogador vem perdendo espaço no time italiano. Ficou no banco na última partida da Champions League. Pela Seleção, vinha sempre sendo chamado por Mano até Agosto do ano passado. Desde então, não pinta em nenhuma lista.

Luis Fabiano - o 9 que falta, de novo?
Em 2010...
Galgou com competência a camisa 9 da Seleção, o primeiro depois de Ronaldo. Chegou na Copa como um dos melhores jogadores brasileiros na Europa do momento, ídolo e goleador supremo do Sevilla, da Espanha.
Em 2012...
Acumulou falhas na Inter, foi perdendo espaço até ser negociado com o Queens Park Rangers, time do segundo escalão do Campeonato Inglês, onde tenta recuperar prestígio. Até hoje não venceu nenhum jogo e sofreu gol em quatro das cinco partidas pelo clube. Pela Seleção, já teve 10 jogos com Mano, foi titular na Copa América, mas não é chamado há mais de um ano. Perdeu espaço para Jefferson e Diego Alves.

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