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Eleições no Rio: presidente do Flamengo lidera o bloco, não conseguindo se reeleger depois de três mandatos. Andrade ficou no quase, Marcos Braz e Gonçalves não chegaram perto.

Um time no Rio foi muito mal este ano. Não, não é o Flamengo que ainda é irregular no Brasileirão, e ainda corre o risco de brigar para não cair. Tampouco é o Botafogo, que depois de três vitórias consecutivas já amarga cinco rodadas sem vencer e vê as chances de Libertadores escapar. Mal mesmo, em 2012, foram os candidatos à vereador que concorreram nas eleições municipais do Rio de Janeiro e que tem alguma ligação com o futebol. Dirigentes e ex-jogadores tiveram desempenho pífio nas urnas.

Nas eleições que reelegeram o vascaíno Eduardo Paes com 64,6% dos votos, contra 28,1% do flamenguista Marcelo Freixo e 2,94% do fanático botafoguense Rodrigo Maia, a bancada da bola não conseguiu se formar. Se o objetivo era repetir 2010, quando Roberto Dinamite e Bebeto conseguiram votos para serem Deputado Estadual e quando Romário (fotos) teve votação maciça e foi eleito Deputado Federal, desta vez, o Rio de Janeiro não quis o envolvimento entre bola e política. Uma mandatária do clube de maior torcida da cidade, um ex dirigente do mesmo clube, um campeão como treinador e jogador do Flamengo e um ex-jogador ídolo no Botafogo perderam na rodada do fim de semana. Perderam para as urnas.

Patricia Amorim: presidente sem mandato

FIM DA LINHA: a evolução dos votos de Patricia Amorim
Eleições 2000 - votos:
Eleições 2004 - votos:
Eleições 2008 - votos:
Eleições 2012 - votos:
24561
23036
21140
11687
Ser presidenta do Flamengo não fez bem à carreira política de Patrícia Amorim. A não reeleição da ex nadadora é a que mais salta os olhos dentro dos candidatos da bola não eleitos. Patricia, que pela primeira vez se candidatava mais conhecida, como presidente do clube de maior torcida do Rio, interromperá uma série de três mandatos. A mandatária do Fla foi eleita em 2000, e se reelegeu em 2004 e 2008, sempre defendendo a bandeira do esporte.

Na campanha em 2012, a candidatura teve dois momentos polêmicos. O primeiro foi a descoberta por meio de reportagem da ESPN Brasil, que a vereadora empregava em seu gabinete pessoas que tivessem ligação com o Flamengo, inclusive membros do Conselho Fiscal que, na teoria, tem o dever de fiscalizá-la como presidente do clube. A segunda polêmica foi a utilização do atacante Vágner Love no horário eleitoral gratuito, o que causou furor na oposição dentro do clube.

A má fase do Flamengo e os problemas apontados na diretoria foram decisivos para a não reeleição de Patricia. A candidata pelo PMDB teve 11687 votos, pouco mais da metade dos 21140 votos que recebeu quatro anos atrás, no pleito de 2008. Patricia agora volta suas atenções para outra possibilidade de reeleição: a de presidente do Flamengo. Candidata e não favorita, Amorim precisará trabalhar muito nos bastidores para não ver 2012 como o seu ano de rebaixamentos nos cargos que ocupava.

Andrade: ficou no quase

Ídolo e multicampeão do Flamengo como jogador. Sempre visto como um coadjuvante, Andrade ganhou contornos de protagonista em 2009, quando comandou o time como treinador que foi campeão brasileiro daquele ano, acabando com jejum de 17 anos. Depois disso, no entanto, sucesso não foi a palavra mais adequada à carreira do treinador, que não conseguiu se eleger vereador pela primeira vez no Rio, apesar de votação numerosa.

Zico, que aparecia na campanha eleitoral de Andrade, pode ter sido um dos 16609 votos que o ex jogador recebeu, mas que não foram suficientes para levá-lo à Câmara. O calcanhar de Aquiles de Andrade foi o coeficiente eleitoral. O candidato teve mais do que o dobro de votos de alguns candidatos eleitos, mas não passou porque o PSDB, seu partido, só conseguiu duas vagas entre os vereadores e Andrade foi o terceiro mais votado do partido, atrás de Junior da Lucinha e Tereza Bergher.

Marcos Braz: títulos não valem votos

Com o apoio de uma grande torcida organizada do Flamengo e com um discurso no horário eleitoral que enumerava os títulos conquistados pelo Fla quando era vice de futebol, o ex dirigente Marcos Braz pretendia se eleger vereador pelo Rio de Janeiro. Não deu, nem de longe. Candidato pelo PSB, mesmo partido de Romário, Braz ficou com 2268 votos.

A candidatura do ex dirigente, no entanto, pode ter atrapalhado a de Patricia Amorim. Pensando no apoio de setores da diretoria, clube e torcida do Flamengo, os pouco mais de 2 mil votos de Braz, se transferidos para Patricia, poderiam ter reeleito a atual vereadora.

Gonçalves: 1995 ficou velho para a eleição de 2012

O zagueiro Gonçalves, depois de Tulio Maravilha (que já foi eleito vereador por Goiânia, em 2008), é o maior símbolo do Botafogo do meio dos anos 90, quando o time conquistou o Brasileirão de 1995. Dezessete anos depois, o jogador apostou as fichas naquele título para tentar uma vaga na Câmara dos vereadores do Rio.

O número do jogador nas urnas, 25095, era uma clara referência ao título conquistado sob o comando de Paulo Autuori. Não era incomum ver Gonçalves nos arredores do Engenhão em dias de jogos, correndo atrás do voto alvinegro e com um jingle de campanha que parodiava a música de abertura da novela “Avenida Brasil”. Gonçalves, durante a campanha aliou se e recebeu o apoio da torcida organizada Botachopp, a terceira maior do clube.  No fim, 4482 votos. Pelo partido, o jogador precisaria de cerca de mais 11 mil votos para
ser eleito.

FORA DO RIO: eles também tentaram

MARCELINHO C. DINEI WASHIGTON ROGER

CARGO PRETENDIDO
Vereador
Vereador
Vereador
Prefeito
CIDADE
São Paulo São Paulo Caxias do Sul Cantagalo-RJ
NO FUTEBOL Ídolo do Corinthians
Ex atacante do Corinthians Ex artilheiro do Brasileirão
Ex goleiro de vários times
NÚMERO DE VOTOS
19729 9243 7970 2112
ELEITO?
Não
Não SIM
Não

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