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Goal.com relembra história da Seleção no Superclássico e na Copa Roca, onde o Brasil ganhou seu primeiro título, tem supremacioa e estreou Pelé, o seu maior jogador.

A rivalidade é posta em campo mais uma vez amanhã, 22h, em Goiânia, quando Brasil e Argentina, mesmo desfalcados de seus jogadores que atuam na Europa, se enfrentarão pela 13ª edição do torneio, agora batizado de “Superclássico das Américas”, mas orginalmente chamado de Copa Roca. Disputado há 98 anos, de diversas formas e com grande hiatos de tempo entre algumas edições, o torneio volta a ser jogado com as mesmas regras do ano passado. Roca ou Superclássico, com diferente regras ao longo de quase cem anos, o torneio basicamente é o enfrentamento das duas maiores seleções de futebol da América do Sul. No retrospecto, o Brasil dá de goleada e tem momentos históricos. Relembre na cobertura especial de Goal.com.

Mais que o dobro de títulos

Esta será a 13ª edição do Superclássico das Américas/Copa Roca. Com o título em 2011, único da era Mano Menezes, o Brasil chegou à oitava conquista, ultrapassando o dobro de títulos argentinos, apenas quatro.

O último triunfo argentino foi na antepenúltima vez que a competição foi disputada, em 1971, mas não foi completa. Naquele ano, com dois jogos disputados em Buenos Aires, Brasil e Argentina empataram duas vezes por 1 a 1. Na prorrogação do segundo jogo, mais um empate em 1 a 1. A organização decidiu então, de forma inédita, dividir o título da Copa Roca. Sozinha, comemorando um triunfo sobre a Seleção Brasileira, a Argentina não vence há 64 anos. De lá para cá, o Brasil venceu sete vezes consecutivas (incluindo o título dividido de 1971).

SUPERCLÁSSICO E COPA ROCA | Followed by extra text here
ANO
Campeão
LOCAL
1914 BRASIL
Buenos Aires
1922 BRASIL
São Paulo
1923 ARGENTINA
Buenos Aires
1939-40 ARGENTINA
Rio e So Paulo
1940 ARGENTINA
Buenos Aires
1945 BRASIL
Rio e São Paulo
1957 BRASIL
Rio e São Paulo
1960 BRASIL
Buenos Aires
1963 BRASIL
Rio e São Paulo
                                                              * título dividido
1971 BRASIL E ARGENTINA*
Buenos Aires
1976 BRASIL
Rio e Buenos Aires
2011 BRASIL
Córdoba e Belém

Já são 25 jogos na história do confronto, com 12 vitórias brasileiras, quatro empates e nove derrotas. Curiosamente, apesar da vantagem brasileira em títulos, os times mostram equilíbrio em gols marcados: 51 para cada lado. O artilheiro do Brasil na competição é Leônidas da Silva, com seis gols. Do atual time, só Neymar e Lucas já marcaram gols para o Brasil no Superclássico de 2011.

O primeiro e o último título da Seleção Brasileira


CAMPEÃO EM 1914, PELA PRIMEIRA VEZ
BRASIL 1 x 0 ARGENTINA - Data: 27 de setembro
Local: Estádio do Club Gimnasia y Esgrima, em Buenos Aires Público: 17.200 presentes Árbitro: Alberto Borgerth (Brasil) Gols: Rubens Salles ESCALAÇÃO: Brasil
Marcos de Mendonça, Píndaro e Nery; Lagreca, Rubens Salles e Pernambuco; Milton, Oswaldo Gomes, Friedenreich, Barhô e Arnaldo
Pentacampeão da Copa do Mundo, oito vezes vencedor da Copa América, tricampeão da Copa das Confederações. A história dos 98 anos da Seleção Brasileira é gloriosa, com títulos para perder a conta. O primeiro e o último, no entanto, foram nos confrontos contra a Argentina. O primeiro, em 1914, em Buenos Aires pela Copa Rocca, e o último, em 2011, pelo Superclássico das Américas, em Belém do Pará.

De Rubens Salles, autor do gol do título em 1914, até Neymar, autor do gol da vitória ano passado, a Seleção virou uma grande marca. A rivalidade entre brasileiros e argentinos cresceu e virou uma das maiores do mundo.

No primeiro ano de disputa, quando a Seleção só tinha dois meses de existência, brasileiros e argentinos se enfrentaram em jogo único, na casa dos hermanos. O Brasil venceu por 1 a 0. Um fato curioso marcou o jogo disputado para mais de 17 mil pessoas no estádio do Gimnasia. Aos 21 minutos do segundo tempo, Leonard empatou o jogo. O árbitro Alberto Borgheti, brasileiro, validou o gol. No entanto, logo em seguida, o argentino se dirigiu ao juíz para avisá-lo de que a jogada tinha sido ilegal. Ao invés de dominar com o peito, ele havia tocado com a mão na bola.

Ano passado, na primeira edição do moderno Superclássico, 35 anos após a última disputa, o Brasil ficou com o troféu Nicolas Leóz, em homenagem ao atual presidente da CONMEBOL, após um empate em 0 a 0 em Córdoba, e uma vitória por 2 a 0 em Belém, gols de Lucas e Neymar e bela atuação de Cortês.

Luiz Antonio - Flamengo x Grêmio

A estreia de um mito com a amarelinha

O Superclássico faz parte mesmo da história da Seleção Brasileira. Não bastasse ter sido o primeiro título da história, foi na competição que, em 1957, o maior astro dos 98 anos da Seleção fez a sua primeira partida com a camisa amarela. Quatro Copas disputadas, três conquistadas e a alcunha de “Rei”. Pelé jogou e fez o seu primeiro gol pelo Brasil contra a Argentina, na Copa Roca, um ano antes de encantar o mundo na Copa de 1958 na Suécia.

Maracanã, 7 de Julho de 1957. Pelé entrou em campo e fez o gol do Brasil, o que não bastou para evitar a derrota para os argentinos no jogo de ida. Na volta, na estreia de Pelé pela Seleção em São Paulo, o menino de 16 anos marcou de novo, e os 2 a 0 deram mais um título da Copa Roca para o Brasil, em jogo disputado no Pacaembu.

Longe de pretenderem repetir a carreira de Pelé, a Seleção Brasileira poderá ter vários estreantes diante da Argentina na primeira partida do Superclássico amanhã, 22h, com transmissão ao vivo e cobertura do Goal.com. Os laterais Fábio Santos do Corinthians, Marcos Rocha do Atlético-MG, Lucas do Botafogo e os meias Bernard do Atlético-MG e Fernando, do Grêmio terão a primeira chance de jogar com a camisa amarelinha.

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