thumbnail Olá,

Depois de quase um ano sem jogar em casa, Seleção espera conquistar exigente público paulista

POR FERNANDO H. AHUVIA - DIRETO DE SÃO PAULO

Depois de quase um ano sem atuar no país, a equipe comandada pelo técnico Mano Menezes espera aproveitar os amistosos contra África do Sul, sexta-feira, no estádio do Morumbi, e segunda, contra a China, no estádio do Arruda, para tentar reaproximar a Seleção da exigente torcida brasileira.

Para o primeiro jogo em território nacional nesta temporada, Mano e os jogadores sabem que precisarão superar a conturbada relação dos paulistas com a seleção canarinha.

- Foi assim ao longo da historia, mas não é algo premeditado. O torcedor paulista foi contra a Seleção em alguns momentos. Ele tem um parâmetro alto de rendimento. Alguns dos grandes clubes do país acostumaram os torcedores com padrão de alto nível. Vamos estrear na Copa do Mundo em São Paulo. As estreias são sempre difíceis. Temos que conquistar o torcedor e é isso que vamos propor – declarou o treinador.

Mano pede compreensão da torcida

Desde que assumiu a Seleção, Mano Menezes comandou a equipe apenas três vezes no país e foi alvo de cobranças nas duas primeiras ocasiões. Em junho de 2011, o Brasil empatou sem gols com a Holanda em Goiânia. Alguns dias depois, na despedida do atacante Ronaldo Fenômeno, vitória por 1 a 0 sobre a Romênia no Pacaembu. Em setembro, o Brasil venceu por 2 a 0 a Argentina e conquistou o Superclássico das Américas, em Belém.

O treinador brasileiro está ciente que o comportamento da torcida nos amistosos dependerá da atuação da Seleção em campo. No entanto, ele pede compreensão por conta da preparação do grupo para o Mundial de 2014.

- Penso que o apoio do torcedor vai estar ligado diretamente àquilo que produzirmos em campo. Penso que a Seleção ainda precisa de uma compreensão maior do torcedor em relação a certas oscilações que podem acontecer. À medida que jogarmos no Brasil, o apoio será natural. Tenho certeza que o torcedor terá o carinho com a Seleção.

Seleção busca resgatar identidade com o torcedor

Os últimos resultados do time, a perda do ouro para o México nas Olimpíadas de Londres e a permanência do técnico Mano Menezes no comando da Seleção são alguns dos motivos que fazem com que os jogadores se preocupem com a recepção da torcida.

Para o são-paulino Lucas e o santista Neymar a atual equipe deve buscar cada vez mais identificação com os torcedores.

- Uns viram o Pelé jogar, outros viram o Romário, outros o Ronaldo... Estão todos mal acostumados, porque esse caras fizeram de tudo pela Seleção. Nossa função agora é trabalhar para levar a alegria de volta ao torcedor e reconquistá-lo - comentou Neymar.

- A seleção ainda está procurando criar uma identificação com o povo brasileiro. Depois de Cafu, Ronaldo, Roberto Carlos, os novos ídolos ainda têm que conquistar essa identificação com o torcedor. Nada melhor do que essa oportunidade de jogar em São Paulo, onde vai ser a abertura da Copa, para trazer o torcedor para o nosso lado. Temos de trazer o torcedor do nosso lado. Não podemos perder o patriotismo do nosso torcedor - completou o meia-atacante Lucas.

Morumbi não deverá lotar

Até a noite desta quarta-feira, cerca de 32 mil ingressos de um total de 64.197 colocados à venda tinham sido vendidos. Os únicos setores esgotados são arquibancadas azul e vermelha. Cientes da situação, os jogadores que concederam entrevistas nos últimos dias fizeram apelos para que os torcedores compareçam ao Morumbi e apoiem a Seleção.

Até o dia do jogo, as vendas seguem no Morumbi, Pacaembu, Palestra Itália, Vila Belmiro, Canindé, Parque São Jorge, Arena Barueri, Brinco de Ouro Lojas Reebok e no site zetks.com. Os preços dos ingressos variam de R$ 80 a R$ 300.

Relacionados