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À frente de Ganso, Oscar é o grande candidato a se tornar o 10 daqui em diante na Seleção. Camisa esta que já foi de Rivaldo, Ronaldinho e Kaká na primeira década dos anos 2000

Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Londres, Oscar se juntou ao lado de Neymar como joia do Brasil para a Copa de 2014. O recem-contratado do Chelsea assumiu a vaga de Ganso e tomou gosto ao vestir a amarelinha.

Assim, a tendência é de que o ex-São Paulo e Internacional seja daqui pra frente o novo camisa 10 do Brasil com a concorrência de Ganso. Aproveitando a oportunidade, o Goal.com revive a passagem dos principais camisas 10 da Seleção Brasileira no início do século XXI.


RIVALDO



No começo dos anos 2000 e às vésperas da Copa do Mundo de 2002, Rivaldo reassumiu a 10 da Seleção Brasileira. O pernambucano estava com seu futebol desacreditado por muita gente, mas Felipão o bancou para o Mundial da Coreia e Japão.

O resultado foi uma excelente Copa do jogador, sendo considerado pela imprensa brasileira ao lado de Ronaldo o melhor atleta do Brasil no Pentacampeonato.







Rivaldo foi o camisa 10 que sempre nos momentos difíceis correspondia. Discreto, ele não era um dos mais "queridinhos" por parte do torcedor, que desconfiava do futebol dele apesar de ser eficiente. O canhoto tinha como qualidades a finalização e o passe "milimétrico".
 



RONALDINHO GAÚCHO






Rivaldo deu lugar a Ronaldinho Gaúcho após o Mundial conquistado pelo Brasil. Ele era a grande promessa brasileira no início do século XXI.
Sua principal característica é a irreverência no drible, além de assistências na medida certa aos atacantes.
 

Na Olimpíada de Sidney, ele era o "cara" da equipe de Luxemburgo, porém não conseguiu o inédito ouro olímpico.

A grande fase no Barcelona, por onde ganhou tudo o que poderia ganhar, o fez ser o principal jogador da Seleção para a Copa de 2006. Ronaldinho era a cereja do bolo da equipe de Parreira para faturar o Hexa.

Entretanto, não foi isso o que aconteceu. Ao contrário na época do Barça, o craque não conseguia manter regularidade com a camisa verde e amarela. As atuações abaixo do esperado e o fracasso no Mundial da Alemanha fizeram Ronaldinho aos poucos perder espaço no time do Brasil.


KAKÁ







Comparado com os dois acima, Kaká apresenta características diferentes. Na sua melhor fase, o meia tem um jogo mais veloz, atráves de arrancadas do meio-campo até à grande área
 

Com um grande sucesso no Milan por onde foi campeão italiano, da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes, Kaká era o sucessor certo de Ronaldinho que já não era mais o mesmo. Porém, as contusões foram o grande problema do meia que, atualmente, joga no Real Madrid.

Melhor jogador do mundo em 2007, ele era a esperança brasileira para a Copa de 2010. Às vésperas do Mundial da África do Sul, o até então técnico da Seleção, Dunga, era questionado se levaria Kaká e Ronaldinho para a competição.

Mesmo escolhendo Kaká, que acabara de se recuperar de lesão, o Brasil foi eliminado nas quartas-de-final assim como em 2006. O meia não rendeu bem no Mundial e após a Copa as contusões o perseguiram mais ainda, fato que tirou o ex-sãopaulino da Seleção Brasileira.


OSCAR/GANSO - OS CANDIDATOS

Atualmente, o Brasil procura um novo 10 para vestir a 'pesada' camisa amarelinha. Oscar demonstrou nas últimas partidas que tem condições de assumir tamanha responsabilidade apesar de ser tão jovem.

O mais novo contratado do Chelsea é o principal armador do time de Mano Menezes nos Jogos Olímpicos de Londres. A cada jogo há uma melhora, a confiança aumenta e o entrosamento com Neymar nas jogadas de ataque também.

Oscar aproveitou a chance que teve após Paulo Henrique Ganso ter ficado fora das recentes convocações por motivos de contusão. Aliás, o meia santista convive com este problema que ocasionou no pouco rendimento em campo e a reserva na Seleção Brasileira.

Comparando os dois candidatos à camisa 10 para a Copa de 2014, no Brasil, Oscar se difere pela maior participação que tem com jogadas de agilidade, habilidade e por se posicionar não só no meio, mas também nas pontas do campo. Ganso tem um passe mais apurado, bom controle de bola e o seu entrosamento com Neymar é bem maior que em relação ao ex-São Paulo e Inter. Porém, as criticas é quanto a sua lentidão e por ficar diversas vezes parado esperando a bola chegar no pé.

Há a discussão se os dois podem jogar juntos ou não. Neste momento, Mano opta por um deles para começar a partida e de acordo com a necessidade do jogo põe os dois em campo, não descartando usa-los juntos.






“Nunca disse que não poderiam. Eu penso que podem, mas o Ganso terá de crescer, vai depender disso, porque ele chegou numa posição não 100%. Ele teve aquele período da sua segunda intervenção cirúrgica, jogou a Libertadores e depois sofreu um pouco. Mesmo assim a gente teve muita atenção com ele”, afirmou Mano Menezes

 










"Acho que temos que trabalhar mais juntos para acertar o nosso posicionamento em campo, inclusive na marcação", disse Oscar
 








"É um jogador muito inteligente, com técnica apurada e quando jogamos juntos procuramos somar as nossas qualidades para ajudar os atacantes", disse Ganso.


A expectativa é de que Oscar cresça cada vez mais jogando pela Seleção e no Chelsea e quanto a Ganso, que recupere a sua forma física e o bom futebol que joga no Santos. Caso os dois tenham bom rendimento, dificilmente Mano Menezes deixará de não coloca-los juntos atuando pelo Brasil, visando à Copa, equipe que só tem a ganhar com a presença de dois camisas 10 dentro do mesmo time.

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