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Goal.com faz uma análise das jornadas dos finalistas da segunda maior competição nacional

Hoje, quinta-feira, às 21:50 (horário de Brasília), na Arena Barueri (em São Paulo), Palmeiras e Coritiba - dois alviverdes - fazem o primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil.

De olho neste confronto, o Goal.com faz uma análise das trajetórias das duas equipes na 2ª maior competição nacional do calendário dos clubes, bem como destrincha seus capitães, destaques e relembra um marcante confronto entre os dois times.

CORITIBA

O CAMINHO DO CORITIBA
Resultado
Nacional (AM) - fora 0x0
Nacional (AM) - casa 2x0
ASA - fora 0x1
ASA - casa 3x0
Paysandu - casa 4x1
Paysandu - fora 1x0
Vitória - fora 0x0
Vitória - casa 4x1
São Paulo - fora 0x1
São Paulo - casa 2x0
O atual campeão paranaense não começou bem a sua trajetória na Copa do Brasil. Com um empate sem gols diante do modesto Nacional (AM), o Coritiba não evitou o jogo de volta, disputado no Couto Pereira.

Em sua casa sim, o Coxa foi muito bem. Foi no seu estádio que o time paranaense foi sobrevivendo na competição - nunca sofrendo mais do que 1 gol em uma única partida e sempre marcando 2 ou mais.

O Couto Pereira foi e é o grande amuleto Coxa-Branca para se sagrar campeão da 2ª maior competição nacional do calendário, a qual dá vaga na Libertadores do ano que vem. Lá, foram 5 jogos: 15 gols marcados (média de 3 por jogo) e apenas 2 sofridos.

Os paranaenses, nesta caminhada, conseguiram reverter ainda duas derrotas. Uma para o ASA e outra para o São Paulo, já na semifinal. Ambas por 1 a 0.

As "viradas" mantiveram o sonho do Coritiba em sagrar-se campeão da Copa do Brasil. Pela 2ª vez consecutiva a equipe de Marcelo Oliveira chega à decisão e, assim como no ano passado, o primeiro confronto será fora de casa.

Agora, o grande objetivo é não cair nos mesmos detalhes que deixaram o Coxa com o vice-campeonato em 2011. Na ocasião, o Coritiba perdeu fora de casa e, por não ter marcado gols, acabou não conseguindo reverter o placar, mesmo vencendo o 2º jogo (o critério de desempate da Copa do Brasil privilegia quem marca gols fora de casa).

Marcelo Oliveira terá que saber conter o Palmeiras e/ou fazer seus comandados balançarem a rede, o que não tem sido uma tarefa fácil até o momento. Longe de seu domínio, o time paranaense só marcou um gol. Em contrapartida, concedeu apenas dois.

O CAPITÃO - Tcheco
Com 36 anos, de longe o mais velho do grupo, Tcheco é o símbolo de experiência de sua equipe. Ele participou de 6 partidas (5 como titular) nesta campanha e balançou as redes em 3 ocasiões (contra o ASA e nas duas partidas diante do Paysandu).

O meio-campista estava presente na campanha de 2011, na qual o Coxa foi vice-campeão da Copa do Brasil.

O DESTAQUE - Everton Ribeiro
Everton Ribeiro tem apenas 23 anos, mas experiência não falta na Copa do Brasil.

O jogador já foi duas vezes vice-campeão desta competição. A primeira foi em 2008, com o Corinthians, e a segunda no ano passado, com o Coritiba, time que defende pela 4ª temporada consecutiva, já tendo vencido o Campeonato Paranaense em duas ocasiões.

O meio-campista atuou em 8 partidas (6 delas como titular), tendo marcado 4 gols. É o artilheiro do Coxa ao lado de Anderson Aquino.

PALMEIRAS

CORIhTIB
O CAMINHO DO PALMEIRAS
Resultado
Coruripe-AL - fora 1x0
Coruripe-AL - casa 3x0
Horizonte-CE - fora 3x1
Não houve jogo de volta (venceu por 2 gols de diferença) ----
Paraná - fora 2x1
Paraná - casa 4x0
Atlético-PR - fora 2x2
Atlético-PR - casa 2x0
Grêmio - fora 2x0
Grêmio - casa 1x1
O Palmeiras não começou a Copa do Brasil tropeçando como fez o Coritiba, mas também não conseguiu o melhor dos resultados. Venceu por 1 a 0 e não evitou a partida de volta.

Depois, com uma vitória por 3 a 0, em casa, diante do Coruripe-AL, classificou-se para pegar o Horizonte-CE.

Contra do time cearense, um desempenho muito abaixo do desejado, mas uma classificação antecipada garantida. Os comandados de Felipão sairam perdendo, mas - com sacrifício - conseguiram reverter o placar e triunfar por 3 a 1.

Um fato que chama bastante a atenção na trajetória do Alviverde Paulista é a invencibilidade - pelo menos até o momento - na Copa do Brasil. Mas quase sempre com um futebol questionável, a não ser no confronto de volta diante do Paraná.

Contra o Grêmio, na semifinal, o Verdão não foi bem, mas venceu por 2 a 0 no Olímpico, com dois gols marcados após os 40 minutos do 2º tempo. Esse jogo é um bom exemplo deste futebol executado pelos paulistas.

Se não convence na forma de jogar, o Palmeiras pode orgulhar-se de ter números mais do que satisfatórios: marcou 20 gols e sofreu apenas 5, em 9 partidas disputadas.

O título da Copa do Brasil é fundamental para apaziguar o conturbado ambiente que vive o Palmeiras há tempos. Após ter sido muito questionado por torcida e até mesmo por membros da diretoria, bem como o elenco, Felipão tem a oportunidade de colocar o Verdão na principal competição da América, a Libertadores. Se deixar para o Brasileiro, a missão será bem mais complicada.

O CAPITÃO - Assunção
O cara do Palmeiras tem nome e sobrenome: Marcos Assunção. Detentor de um potente, inconfundível e temível chute, ele é o dono de todas as bolas paradas e dor de cabeça dos goleiros que enfrenta.

Aos 35 anos, com experiência de sobra, o volante é imprescindível na equipe e joga sempre que possível.

Nesta Copa do Brasil, atuou em 8 partidas (todas elas como titular, tendo sido substituído em apenas uma). Marcou dois gols e é uma das esperanças palmeirenses.

O DESTAQUE - Barcos
Contratado junto à LDU, do Equador, Hernán Barcos está no Palmeiras desde o início do ano e chegou ao clube para resolver o problema no ataque, que não contava com nenhum centroavante de ofício. E tem conseguido.

Só nesta Copa do Brasil ele já anotou 4 gols e é o artilheiro isolado do time.

Se for decisivo na decisão, o argentino de 28 anos pode cair de vez nas graças da torcida palmeirense, que não comemora um título de expressão há bastante tempo.

ÚLTIMO ENCONTRO NA COPA DO BRASIL

Não tem como falar de Coritiba e Palmeiras na Copa do Brasil e não lembrar do vexame palmeirense no ano passado. No Couto Pereira, os comandados de Felipão sofreram um impiedoso revés de 6 a 0 para os jogadores de Marcelo Oliveira. Naquela ocasião, os gols foram marcados por Emerson, Davi, Léo Gago, Bill, Geraldo e Anderson Aquino.

Assim como os técnicos, muitos dos jogadores que participaram daquele confronto do dia 5 de maio de 2011, nas quartas-de-final da competição, permanecem nos times. Eles negam que haja um clima de revanche, mas é certo que o Palmeiras vai querer "revidar" e, por ser uma final, tem uma ótima chance de apagar de vez aquela vergonha. Ou piorá-la.

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