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Perguntamos a nossos colegas de Goal.com sobre a nova transferência do famoso meia

Até há alguns anos atrás, Ronaldinho Gaúcho era uma cara conhecida pelo mundo da bola, sempre atuando nos maiores palcos do futebol mundial. No ano passado, o meia surpreendeu, e aceitou voltar ao futebol brasileiro para defender as cores do Flamengo. O casamento teve alguns bons momentos, mas acabou em briga em maio deste ano. Pouco depois, o camisa 10 virou notícia mais uma vez, ao aceitar a improvável transferência ao Atlético Mineiro. R10 virou R49.

Como o mundo está vendo as escolhas de Ronaldinho? Que tipo de imagem ele ainda carrega? Perguntamos a nossos colegas de outras edições de Goal.com para descobrir.

Uma casa pouco conhecida

Que os clubes brasileiros são pouco conhecidos no exterior, todos sabem. O Galo mineiro não é exceção à regra, e não conta com muitos seguidores mundo afora. “No Japão, somos fãs do futebol brasileiro como um todo, mas, a nível de clubes, são conhecidos apenas aqueles que já vieram para cá disputar o Mundial de Clubes, como Santos e Flamengo”, disse Takashi Sugiyama, do Goal.com Japão.

De fato, a ausência dos alvinegros das competições internacionais certamente não ajudou a expandir sua imagem pelo planeta. Mas, ainda assim, o clube aparece uma vez ou outra nos noticiários esportivos. “Na Índia, muitos clubes brasileiros são conhecidos, mas o Atlético não está entre os mais populares. Eu mesmo, só ouvi falar nele quando soube da transferência de Jô, e agora, claro, de Ronaldinho”, ponderou Kaustav Bera, da edição indiana.


E o desafio?

Sem levantar um grande título há tempos, e longe de poder disputa-los, o Atlético Mineiro pode ser a grande oportunidade, talvez até uma das últimas, para o gaúcho mostrar que tem bola para mostrar em campo. Muitos se falou sobre o início de uma nova era no clube, impulsionada pela chegada do meia, mas este conceito ainda habita o campo das possibilidades.

Motivado, Ronaldinho pode até ajudar o Galo a fazer esta escalada. Exemplos, como o de nosso colega japonês [abaixo], não faltam No entanto, sob a perspectiva individual, a mudança para Belo Horizonte estaria prejudicando suas chances de voltar à Seleção brasileira no futuro.

“É bom que Ronaldinho esteja determinado a encarar um novo desafio. Se ele conseguir levar o clube ao topo do Brasil (ou da América do Sul, do Mundo), ele se tornaria uma lenda. Temos aqui o exemplo de Kazuyoshi Miura [que atuou no Santos no final dos anos 80] que ainda joga aos 45 anos de idade. Ele é adorado por todos por ainda ter uma relação tão intensa com o futebol” – Takashi Sugiyama

“Acho estranho que ele tenha decidido ir para o Atletico, já que é bem pouco provável que isso o ajudaria a voltar para a Seleção. Além do mais, apenas um grande jogador não consegue ajudar um clube. É preciso ter mais jogadores para se chegar a algum lugar” – Kaustav Bera

Ele ainda vale a pena?

A irregularidade de sua última temporada com o Flamengo, unida a seus problemas de comportamento em 2012, faz com que Ronaldinho seja uma aposta altamente arriscada. Em alguns aspectos de seu jogo, é possível perceber alguns lampejos de genialidade, que acabam obscurecidos por fatores já mencionados.

“Não faz tanto tempo que ele estava indo bem no Flamengo. Não acredito que ele tenha piorado tão subitamente” – Takashi Sugiyama

“Mesmo nos bons momentos vividos no Flamengo, Ronaldinho estava longe do jogador que um dia foi considerado o Melhor do Mundo. Acho que uma transferência para um clube europeu lhe daria mais chances de voltar a jogar em alto nível, mas ele preferiu se desviar” – Kaustav Bera


Resta saber, agora, como que o atleta lidará com essa nova situação de sua carreira. Longe dos holofotes, Ronaldinho terá ainda mais trabalho para provar que sabe o que fazer de sua carreira.

“Não me parece [que Ronaldinho esteja tomando as decisões corretas na carreira]. Acho que ele está com medo de falhar, e aceitar um desafio maior. Certamente, não foi uma boa jogada de sua parte" - Kaustav Bera

“Cabe a Ronaldinho provar que essa transferência valeu a pena ou não” - Takashi Sugiyama

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