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Falta de um centroavante faz o treinador intensificar trocas de posições no ataque

O 4-2-3-1 é o esquema preferencial no Corinthians desde os tempos de Mano Menezes. Naquela época, também, estabeleceram-se as constantes trocas de posições dos homens de frente corintianos, mas nada perto do que vemos agora, com a saída de Liedson da equipe.

Um bom exemplo da mobilidade nas quatro posições mais adiantadas do Corinthians veio na partida do meio de semana diante do Vasco. Tite manteve o 4-2-3-1 do primeiro para o segundo tempo, sem fazer substituições. O que mudou foi o posicionamento das peças ofensivas.

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O Corinthians entrou em campo com a formação mostrada acima. Alex, que teve grande fase no Inter atuando como segundo atacante, foi aproveitado como centroavante, com Tite apostando em sua capacidade de finalização. A característica de movimentação de Alex, porém, tirou profundidade do Timão, já que ele recuava para buscar a bola na entrada da área e ninguém aproveitava para infiltrar-se na área. Do lado esquerdo, Emerson era o jogador mais perigoso do ataque, mas sua característica ofensiva deixava o flanco desguarnecido, com Fagner e Eder Luis muitas vezes fazendo dois contra um diante de Fabio Santos.

Para a segunda etapa, Tite tentou corrigir os problemas sem fazer nenhuma substituição e sem trocar o sistema tático corintiano:

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Na formação do segundo tempo, Jorge Henrique, que tem altíssima capacidade de marcação para o atacante, foi posicionado para parar o perigoso lado direito do ataque cruzmaltino. Emerson, com mais cacoete de atacante, passou a ser centroavante.

As trocas de posição serviram para dar maior consistência defensiva do lado esquerdo defensivo corintiano, mas o posicionamento recuado da equipe fez com que a troca de posição de Emerson não surtisse efeito do meio para frente. Tite colocou um atacante de ofício como seu 'camisa 9', mas o recuo de seu time o tirou de perto do gol adversário e os problemas de falta de profundidade na criação de jogadas se repetiram.

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