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Nosso colega argentino nos mostra as características dos hermanos que enfrentarão Fluminense e Vélez Sarsfield

Não será fácil para Santos e Fluminense. Enfrentar equipes argentinas na Copa Libertadores nunca é. No caso de Vélez e Boca Juniors, a dificuldade se acentua. Nosso colega argentino, Ariel Blanco, editor-chefe do Goal.com América Latina, nos fornece um raio-x dos adversários dos brasileiros nas quartas de final da competição continental.

ORGANIZADO NA DEFESA, MAS POUCO INCISIVO

Blanco lembra que o Vélez, uma das equipes mais regulares da Argentina nos últimos anos, é bastante dinâmico e toca bem a bola quando joga em casa. O time portenho, porém, tem dificuldades para ser mais incisivo no terço final do campo.

"O time está falhando este ano no ataque. Eles perderam Ricky Alvarez e Maxi Moralez, que foram vendidos à Itália. Às vezes falta a mudança de ritmo no toque de bola e a equipe apenas mantém a posse da bola", lembra nosso colega.

Blanco, porém, elogia a consistência defensiva demonstrada pelo adversário do Santos nas quartas de final. A equipe é organizada na defesa e conta com laterais que sabem guardar sua posição para não deixar o sistema defensivo desguarnecido.

Talvez a melhor definição do Vélez que Blanco nos forneceu foi a seguinte: "o time não se coloca atrás, mas também não se descuida". É uma equipe que não brilha, não encanta, tem dificuldades para definir, mas é competitiva por sua força defensiva e capacidade para manter a bola em seus pés.

POSSE DE BOLA E CONFIANÇA EM RIQUELME

Se há algo em comum entre Boca Juniors e Vélez Sarsfield é essa capacidade de manter a bola. O Boca gosta de jogar em ritmo cadenciado, "com mais paciência que verticalismo", segundo Blanco. Nosso colega ainda lembra que o time xeneize gira em torno de Riquelme.

"É uma equipe que tenta surpreender nos momentos certos, que é bem organizada defensivamente", lembra Blanco. O editor do Goal.com América Latina ainda lembra que a equipe costuma pender para o lado esquerdo quando o lateral Clemente Rodriguez atua. Clemente, segundo Blanco, é "o único lateral argentino que ataca".

Comparando o time que enfrentou o Flu na fase de grupos, Blanco vê o atacante Mouche um pouco mais preciso nos cruzamentos para a área e, principalmente, um Riquelme com maior chegada à frente para encostar nos atacantes.

(O Boca) É uma equipe que tenta surpreender nos momentos certos, que é bem organizada defensivamente

Nosso colega ainda vê um melhor entendimento dos homens de frente e ressalta que quando jogam Ledesma ou Sanchez Miño, o Boca ganha volantes com boa chegada à frente, para ajudar o ataque.

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