A virada do Chelsea na temporada é mais um exemplo inglês que desafia a razão tradicional do futebol
Futebol inglês é tido como sinônimo de jogo duro, pragmático e que abre pouca chance para o acaso. De fato, a disciplina aplicada na troca de passes e no posicionamento defensivo é o traço mais comum das equipes que disputam a Premier League. Um torneio que, aliás, quase não dá oportunidades a times de menor tradição, salvo aqueles que hoje podem competir graças à injeção de recursos. E, mesmo assim, alguns exemplos desafiam a razão tradicional no 'berço' do esporte. O Chelsea de 2011-12 é o último deles.![]() |
Campeão da FA Cup, os Blues coloca um sorriso no rosto do torcedor ao final de uma temporada de altos e baixos, fadada ao fracasso. O badalado André Villas-Boas teve inegável participação nos frutos que começam estão sendo colhidos por Roberto Di Matteo, mas não conseguiu dar o sentido coletivo ao conjunto hoje comandado pelo italiano. O ex-meia dos Blues colocou ordem na casa e, em sua terceira experiência como treinador, parou o Barcelona e levou os londrinos à grande final da Champions League, enquanto United, City e Arsenal ficaram pelo caminho.
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Não sei qual será o desfecho da grande final em Munique, mas, se até Torres voltou a marcar, diria que o Chelsea tem boas possibilidades de conseguir algo incrível. Nem tudo no futebol se explica por disciplina e tática, ainda mais na Inglaterra.
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