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Equipe londrina entrou em campo com mesmo sistema adotado pelo Real de José Mourinho no ano passado

Se há algo que chega próximo de um antídoto para o que faz o Barcelona, pode ser exemplificado pela formatação tática e postura adotada pelo Chelsea na vitória de 1 a 0 sobre os catalães, pela semifinal da Champions League. Boa parte do desempenhodefensivo eficiente dos comandados de Roberto di Matteo deve-se à seguinte estruturação no 4-1-4-1:

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O sistema é a cópia fiel do adotado por José Mourinho, quando pegou o Barça no mesmo estágio da Champions do ano passado. No jogo do Bernabeu, o Real conseguiu controlar bem o time catalão com este sistema, até que Pepe foi expulso e desmanchou a marcação, o que levou à derrota por 2 a 0.

Os jogadores do Chelsea, porém, não repetiram o erro do luso-brasileiro, e conseguiram assim brecar o Barça, especialmente na segunda etapa, quando a movimentação ofensiva dos comandados de Pep Guardiola já não era tão intensa.

O segredo do 4-1-4-1 para anular o 4-3-3 catalão é a presença do primeiro volante, à frente dos defensores. Com Mikel naquela região, a movimentação de recuo de Messi, saindo do ataque para aparecer na entrada da área, é vigiada exclusivamente por este jogador, assim como Pepe fez no ano passado. Essa movimentação do camisa 10 é um dos pontos fortes do Barcelona.

No setor de transição e articulação do Barça, o Chelsea tinha Lampard e Meireles dispostos a parar a dupla Xavi e Iniesta. Além disso, havia a disposição incansável de Drogba para recuar e acompanhar Busquets no momento da saída de bola.

Para fechar ainda mais o ferrolho londrino, Di Matteo teve a preocupação de bloquear o lado mais perigoso do Barça. Ao escalar Ramires do lado esquerdo, o italiano delegou ao volante a missão de parar as subidas de Daniel Alves, função que o camisa 7 cumpriu com êxito. Do lado menos incisivo, o técnico do Chelsea colocou o menos combativo Mata e, não por acaso, Adriano teve boa performance, aproveitando-se dos espaços deixados pelo espanhol.

O 4-1-4-1 deve voltar a ser adotado no Camp Nou, mas não é garantia, porém, de controlar o sempre envolvente toque de bola do Barça. O que dá para dizer é que quando os catalães jogam no 4-3-3, este sistema é o mais adequado para brecá-los. Resta saber se Guardiola mandará seu time a campo com a mesma formatação, ou se preferirá o 3-4-3, sistema que utilizou tantas vezes na temporada e que torna o encaixe de marcação ainda mais difícil.

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