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Missão impossível? Goal.com mostra exemplos de classificações heróicas na fase de grupos da Libertadores, esperança do Flamengo

Missão impossível? Goal.com mostra exemplos de classificações heróicas na fase de grupos da Libertadores, esperança do Flamengo

Leo Moura, lateral do Flamengo (Crédito: Alexandre Loureiro/VIPCOMM)

Precisando vencer e torcer para um empate na Quinta-Feira, Flamengo mira no passado para se classificar na Libertadores. Fluminense de 2011 é maior exemplo de que é possível.

POR THALES MACHADO - DIRETO DO RIO DE JANEIRO

A missão é difícil, árdua, não envolve somente as próprias forças e, pelas estatísticas, improvável. O Flamengo tem jogo decisivo na próxima Quinta-Feira, diante do Lanus, no Engenhão. O time de Joel Santana precisa vencer o time argentino por qualquer placar e “torcer para ninguém” no jogo entre Olimpia e Emelec, em Assunción.  Explica se: o Fla, com cinco pontos na tabela, em último lugar, só se classifica se os dois times empatarem. Paraguaios e equatorianos tem os mesmos sete pontos e só precisam de uma vitória para ir as oitavas de final. Se empatarem e o Flamengo vencer, o time carioca os supera pelo saldo de gols. O Lanús já está garantido nas oitavas de final.

GRUPO 2 na Libertadores 2012

  J V E D GP GC SG Pts

Lanús
5 3 1 1 11 3 +8 10

Olimpia
5 2 1 2 8 13 -5 7

Emelec 5 2 0 3 4 6 -2 6

Flamengo 5 1 2 2 9 10 -1 5

Complicado? Impossível? Milagre? O Goal.com foi atrás de exemplos que podem inspirar Ronaldinho Gaúcho e cia. Quatro classificações heroicas nas últimas cinco edições da Libertadores que provam o que todo torcedor flamenguista quer acreditar: ainda dá.


Flu como exemplo para o Fla

O “Sobrenatural de Almeida”, expressão criada pelo tricolor Nelson Rodrigues, atuou na Libertadores de 2011 e deu uma classificação heroica para o Flu no Grupo 3 da competição há um ano. A situação do Flu era muito ruim, até pior do que a do Flamengo atualmente. O time era o lanterna do grupo e lutava pela última vaga para a próxima fase com Nacional, do Uruguai e Argentino Juniors, da Argentina. O América do México já estava classificado.

Jogar em casa é grande vantagem na Libertadores e tal fato só atrapalhava o Fluminense. Com sete pontos e precisando só de vencer para destruir as chances tricolores, Nacional e Argentino Júnior jogavam em seus domínios.  O time uruguaio enfrentava o já classificado e desinteressado América, enquanto portenho, que havia empatado em 2 a 2 no Engenhão, tinha a missão de passar pelo Fluminense. Para o Flu só importava a vitória em Buenos Aires. Além disso, o tricolor só se classificaria se o América vencesse o Nacional fora de casa. Um empate obrigaria o Flu a vencer por dois gols de diferença.

Fluminense na Libertadores 2011, faltando uma rodada

  J V E D GP GC SG Pts


América
5 3 0
2
8 7 +1 9


Argentino Jrs.
5 2 1 2 7
6 +1
7


Nacional 5 2 1
2
3
3
0
7


Fluminense 5 1 2 2 5
7 -2 5

Com a bola rolando no estádio Diego Armando Maradona, o Flu fez um jogaço. Abriu o placar, tomou o empate, fez 2 a 1, tomou novamente o empate e ficou novamente na frente, 3 a 2, com gol de Rafael Moura. Paralelamente, no Estádio Nacional, em Montevidéu, o América-MEX segurou a pressão dos 45 mil torcedores do Nacional e conseguiu segurar o empate em 0 a 0. Nada adiantava para o Tricolor das Laranjeiras, que precisava de uma vitória por dois gols de diferença. Eis que o “Sobrenatural de Almeida” tabelou com Fred e, faltando dois minutos para o fim, o atacante marcou o gol da redenção e da classificação heroica do Fluminense na Libertadores de 2011.

Nas oitavas, o time de guerreiros do Flu caiu diante do Libertad. Fica o exemplo de superação para o Flamengo, apesar da rivalidade entre as duas torcidas cariocas.

 


Palmeiras até o fim

A missão do Palmeiras no Grupo 1 da Libertadores de 2009 não era tão complicada quanto a do Flamengo. O exemplo é para mostrar que, apesar das diversidades, a Libertadores pode reservar surpresas nos últimos minutos. O time paulista chegou à última rodada disputando diretamente uma vaga nas oitavas de final com o Colo Colo, empatado com o Verdão com sete pontos. As dificuldades maiores: o jogo era em Santiago, em um Monumental lotado de torcedores chilenos e o empate dava a vaga ao Colo Colo, que na época contava com o atacante Lucas Barrios, hoje no Borussia Dortmund.

A partida seguia em um zero a zero que, apesar de emocionante, tirava da competição o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo. Aos 42 da segunda etapa, Cleiton Xavier fez bela jogada individual e, de muito longe, marcou um golaço que calou a capital chilena e deu a improvável vaga ao Palmeiras.


Boca Juniors épico em dobro

Mais temido dos adversários estrangeiros, “rei de Copas” e multicampeão, o Boca Juniors fez sua torcida sofrer em 2007 e 2008, quando conseguiu classificações épicas na última rodada da primeira fase da Libertadores.

Em 2007, o time chegou à última rodada em terceiro lugar, atrás de Toluca (México) e Cienciano (Peru). Para garantir uma classificação sem depender de ninguém, o time precisava vencer o Bolívar (Bolívia) por três gols de diferença. Sem nem querer saber das adversidades, o time lotou a Bombonera e enfiou sete gols no time boliviano, sendo três do ídolo Palermo. O Toluca venceu o Cienciano e eliminou o time peruano, que havia vencido o Boca por 3 a 0 na rodada anterior.  Detalhe: após essa façanha, os xeneizes chegaram à final e conquistaram a Libertadores diante do Grêmio, em um Olímpico lotado.

O ano seguinte também foi de dificuldades para o Boca Juniors na primeira fase. Com sete pontos, em terceiro lugar, contra nove do Colo Colo e dez do Atlas (MEX), o time argentino só se garantia sem depender de ninguém se vencesse por quatro gols de diferença o Maracaibo, da Venezuela. A vitória veio por três a zero na Bombonera, mas o time contou com o empate entre Colo Colo e se classificou. Naquele ano, o time não conseguiu o bi e foi eliminado pelo Fluminense na semifinal.

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