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Novos centros econômicos estão atraindo jogadores de nível internacional para suas ligas. Mas será que o futebol está avançando nesses países?

Se, dizem, o futebol virou negócio, qualquer alteração na economia mundial tem o poder de mudar o mercado. O dinheiro dos países do Oriente Médio, Leste Europeu e das potências asiáticas entrou em jogo, a Europa Central já não é mais o único destino possível para um atleta encontrar a independência financeira. A expansão do esporte para outras praças é comemorada por muitos, mas será que ele não cresce na mesma proporção.

Podemos ver hoje a China, provável líder econômica para os próximos anos, levando atletas como Conca, Anelka e, mais recentemente, D'alessandro. Catar e Emirados Árabes já têm uma tradição em importar brasileiros, que atuam tanto dentro quanto fora das quatro linhas. Porém, até agora, pouco o futebol desses lugares atingiu um desenvolvimento real. Os chineses só conseguiram a classificação para a Copa de 2002, enquanto os árabes não disputam o torneio há mais de 20 anos. As condições para o crescimento existem, mas é necessário algo que vai além da formação de elencos milionários.

O Japão, por exemplo, segue quase o mesmo modelo, mas se encontra em outro patamar de competitividade. É correto dizer que Zico ajudou a começar tudo isso, ao seguir em terras nipônicas ao término de sua carreira, servindo de assessor para o avanço do esporte no país. O brasileiro já não estava em campo, mas os torcedores viram surgir nomes como Nakata, Nakamura e
Honda, que inclusive tem, ou tiveram, momentos de brilho em palcos mais tradicionais. Da mesma forma, a Ucrânia, que cada vez mais cresce no cenário europeu, deu um salto imenso durante a geração de Shevchenko e cia., que impressionou o continente no final da década de 90.

O diferencial, parece, é justamente criar uma identidade nacional para o futebol. Não se trata de tirar o mérito do poder econômico, que obviamente teve papel de destaque no desenvolvimento dos últimos citados. Esse é apenas o começo da jornada, que requer muito mais ousadia e visão do que a assinatura de cheques milionários.

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