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Barcelona- o time imune aos saudosistas
Não há saudosismo exacerbado que possa tirar do time de Guardiola seu lugar entre os maiores que já pisaram em um campo de futebol
Por André Baibich
Getty
Como acontece com todo menino apaixonado por futebol, minha rotina de domingo não ficava limitada aos 90 minutos do principal jogo da rodada. A partir do apito final do árbitro, minha diversão era passar às mesas redondas e ouvir o que os especialistas pensavam.
Foi nestes espaços de debate que aprendi que o futebol que eu via era uma verdadeira porcaria. Quem jogou mesmo, segundo os analistas, já havia parado há muito tempo. Aqueles 22 jogadores correndo atrás da bola eram apenas o resquício de um esporte que um dia foi bonito.
Os saudosistas no futebol são realmente cruéis. Só algo realmente espetacular poderia convencê-los de que o futebol daquele tempo era digno de comparação com o passado. Por isso é que costumo repetir que, quem cresce vendo futebol hoje, é um verdadeiro sortudo.
A sorte é de poder ver um time tão extraordinário que nem o mais saudosista dos analistas pode ignorar. Não há como. O Barcelona é espetacular demais, é diferente demais, para que não seja admirado.
Um jornalista esportivo é alguém que é quase escravo do futebol. Assiste a uma quantidade de jogos interminável, que ameaçam lhe tirar a paixão infantil pelo jogo. Tudo é razão, é a análise fria e cerebral. Perde-se a emoção, tão essencial ao esporte.
Confesso que muitas vezes fiquei preocupado por ver que o futebol já não me empolgava com a facilidade de antes. O Barça tratou de resolver esse problema. É a equipe que mais consegue tirar de mim o sentimento de paixão ao olhar com admiração uma jogada bonita que se desenrola. Sem analisar, sem procurar motivos. Apenas olhar, como fazia quando menino.
Desconfio que os mais saudosistas sintam-se da mesma maneira e, por isso, reconheçam sem problemas que este Barça já tem seu lugar entre os grandes da história do futebol. Só espero que daqui a alguns anos, o grande esquadrão de Guardiola não me deixe mal acostumado e eu não me transforme em um dos chatos que testaram minha paixão pelo jogo. Espero que um dia eu possa contar com saudade que vi esse time espetacular, tendo consciência que uma equipe assim só aparece de vez em quando.
Foi nestes espaços de debate que aprendi que o futebol que eu via era uma verdadeira porcaria. Quem jogou mesmo, segundo os analistas, já havia parado há muito tempo. Aqueles 22 jogadores correndo atrás da bola eram apenas o resquício de um esporte que um dia foi bonito.Os saudosistas no futebol são realmente cruéis. Só algo realmente espetacular poderia convencê-los de que o futebol daquele tempo era digno de comparação com o passado. Por isso é que costumo repetir que, quem cresce vendo futebol hoje, é um verdadeiro sortudo.
A sorte é de poder ver um time tão extraordinário que nem o mais saudosista dos analistas pode ignorar. Não há como. O Barcelona é espetacular demais, é diferente demais, para que não seja admirado.
Um jornalista esportivo é alguém que é quase escravo do futebol. Assiste a uma quantidade de jogos interminável, que ameaçam lhe tirar a paixão infantil pelo jogo. Tudo é razão, é a análise fria e cerebral. Perde-se a emoção, tão essencial ao esporte.
Confesso que muitas vezes fiquei preocupado por ver que o futebol já não me empolgava com a facilidade de antes. O Barça tratou de resolver esse problema. É a equipe que mais consegue tirar de mim o sentimento de paixão ao olhar com admiração uma jogada bonita que se desenrola. Sem analisar, sem procurar motivos. Apenas olhar, como fazia quando menino.Desconfio que os mais saudosistas sintam-se da mesma maneira e, por isso, reconheçam sem problemas que este Barça já tem seu lugar entre os grandes da história do futebol. Só espero que daqui a alguns anos, o grande esquadrão de Guardiola não me deixe mal acostumado e eu não me transforme em um dos chatos que testaram minha paixão pelo jogo. Espero que um dia eu possa contar com saudade que vi esse time espetacular, tendo consciência que uma equipe assim só aparece de vez em quando.
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