Confusão gera colapso nervoso no Palmeiras

Clube ferve após vexame: torcida protesta, diretoria bate cabeça e zagueiro pode ser perdoado

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A briga entre Maurício e Obina, no intervalo do jogo de quarta, escancarou o colapso nervoso que tirou o Verdão da briga pelo título.

Jogadores e diretoria começaram a perder a cabeça à medida que o time, líder por 19 rodadas, foi caindo até chegar ao terceiro lugar. O ápice foi a confusão do Olímpico.

O afastamento dos brigões, logo após o jogo, também não pegou bem no elenco. Muricy Ramalho, apesar de ter aceitado a decisão, preferia esperar para tomar uma decisão de cabeça mais fria.

A cúpula, assim como os atletas, agora pode bater cabeça. Há diretores influentes que pensam em reconsiderar a demissão de Maurício e perdoá-lo. Já Obina, emprestado, voltaria ao Flamengo de qualquer forma após o fim do Brasileirão.

Gilberto Cipullo, que tomou a decisão com Genaro Marino e Toninho Cecílio, em Porto Alegre, é contra e vai manter a sua palavra.

Luiz Gonzaga Belluzzo, que não estava no Sul, já pediu uma reunião com os diretores. O encontro poderia acontecer ontem à noite e conflitos podem resultar até em mudanças na diretoria de futebol.

– Quero informação do que aconteceu, pois temos gente no cargo com essa responsabilidade. Depois, saberei como vou tomar a decisão – afirmou o presidente, ao UOL.

O resultado de todos os acontecimento foi: a torcida, que apoiou até o último jogo, decretou o fim da paz e elegeu alvos. O grupo acabou com o discurso de união e as críticas se tornaram públicas de uma vez.

Marcos é um dos mais insatisfeitos e, internamente, faz críticas à conduta de jogadores que considera sem compromisso. Danilo endossou o coro ao dizer, na quarta-feira, que muitos no clube não estão “nem aí”.

Em um ambiente com nervos exaltados, Belluzzo deixou o ambiente ainda mais tenso ao detonar Carlos Eugênio Simon após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense.

A Academia virou “Loucademia”. Há conflitos no grupo e na cúpula. E faltam dois jogos, com a vaga na Libertadores correndo perigo.

A opinião dos especialistas

Psicólogos do esporte falam sobre a briga entre Maurício e Obina

Marta Magalhães
Psicóloga da CBF

“Precisa ser feito um trabalho interno. Deve estar acontecendo algum problema entre os jogadores e se tiver de achar um culpado, vão apontar algo externo”

Evandro Motta
Consultor Motivacional do Inter-RS

“Na reta final, o importante é estar focado. Mas naquele momento eles estavam mais focados em saber quem tinha a culpa, e aconteceu aquilo”

Suzy Fleury
Psicóloga do Esporte

“Quanto mais importante o jogo, maior a pressão, e isso interfere no controle emocional. Eles não suportaram essa pressão no momento decisivo”



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