PRANCHETA GOAL.COM- A mudança que pode revitalizar a Juventus

Troca para o 4-2-3-1 resultou na goleada diante da Sampdoria.

29/10/2009 17:47:23

Amauri-Chiellini-Giovinco - Juventus-Sampdoria - Serie A (Getty Images)
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Amauri-Chiellini-Giovinco - Juventus-Sampdoria - Serie A (Getty Images)

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Impressionante como uma modificação no sistema de jogo pode significar uma transformação no desempenho de uma equipe. Estou falando mais especificamente do que ocorreu na Juventus, que vinha em curva descendente até mudar o esquema e golear a Sampdoria por 5 a 1 nesta quarta-feira.

Desde o início da temporada, Ciro Ferrara vinha escalando a Juve no 4-4-2 com o meio-campo em losango:



Nos primeiros jogos da temporada, com atuações brilhantes de Diego, o esquema funcionou à perfeição. Com o passar do tempo, porém, os adversários começaram a perceber que era só marcar o brasileiro para acabar com a criação de jogadas da Juve. O losango fazia com que o time de Ferrara dependesse exclusivamente do talento do meia para construir tramas ofensivas eficientes.

Diante de uma seca de vitórias, Ferrara mudou a equipe, passando para o 4-2-3-1 diante da Sampdoria:


A grande vantagem do sistema é a revitalização das jogadas de flanco da Juve. No losango, é preciso ter laterais ativos para que as jogadas de lado se concretizem com frequência, algo que o time de Ferrara não possui. No 4-2-3-1, a presença de jogadores abertos como Camoranesi e Giovinco faz com que a equipe possa utilizar as beiradas.

O efeito imediato dessa variação é a abertura de um maior espaço para Diego trabalhar. No momento que o adversário vê que precisa marcar os lados do campo, o meia brasileiro passa a ter mais tempo para raciocinar na região central do gramado.

Para que tudo isso funcione, porém, é essencial a presença de dois volantes fortes e confiáveis. Contra a Sampdoria, Felipe Melo e Sissoko foram essa fortaleza à frente da área. Os dois tem extremo potencial para pertencerem ao seleto grupo dos grandes volantes do mundo, mas ainda pecam pela irregularidade de suas atuações.

Outro problema que Ferrara pode enfrentar se decidir manter o 4-2-3-1 é o encaixe de Alessandro Del Piero na equipe. O veterano ídolo, hoje machucado, teoricamente só poderia ser escalado na região central do meio-campo. Se for assim, ele tira a vaga de Diego ou amarga o banco de reservas. Ferrara também pode improvisá-lo pelos flancos ou tentar avançá-lo para o ataque, como Spalletti fez com Totti na Roma, mas a tendência é que o camisa 10 não se adapte tão bem a essas funções.

De qualquer maneira, o técnico da Juve parece ter encontrado o caminho para sair da crise que a equipe se encontrava. A insistência no 4-2-3-1 pode ser a resposta para solucionar o problema da dependência de Diego e o marco de uma possível arrancada da “Velha Senhora” rumo ao título italiano.

André Baibich, Goal.com
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