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O clube do ex-atacante do Chelsea, vive um processo de litígio com o seu maior acionista, que poderia obrigar a saída dos principais atletas da equipe

Recém chegado ao Shanghai Shenhua, o marfinense Didier Drogba pode ter os dias contados no futebol da China. O clube do ex-atacante do Chelsea, que é o jogador mais caro do futebol local, vive um processo de litígio com o seu maior acionista, que poderia deixar o clube a ver navios e obrigar a saída dos principais atletas da equipe.

Zhu Jun, presidente e maior investidor do clube, foi o responsável pela criação da equipe em 2006, em fusão do antigo Shenhua com o Shanghai United, time do qual era dono. Na ocasião, ele uniu os dois elencos e formou uma das mais fortes equipes da Ásia – antes mesmo da contratação do francês Nicolas Anelka, em janeiro deste ano.

Jun, que é um grande empresário do ramo de videogames na China, se irritou pelo fato de não ver investimentos vindos por parte dos outros acionistas do Shenhua. Ele, que contratou ainda o técnico Sergio Batista, ex-comandante da seleção da Argentina, possui 28,5% das ações do time, e o resto é partilhado entre outras cinco empresas estatais chinesas.

A reclamação de Jun é a de que em 2007 ele fez um acordo com os demais acionistas de que, caso realizasse um investimento de 150 milhões de yuanes (pouco mais de R$ 48 milhões de reais) na equipe, eles cederiam uma parte de suas ações ao magnata dos games. O investimento houve, e Zhu Jun chegou a investir 600 milhões de yuanes nas últimas cinco temporadas. No entanto, ele não recebeu nada em troca dos demais acionistas conforme o combinado, e ainda tentam adiar o cumprimento do acordo desde 2009.

A situação fez com que Jun tomasse medidas extremas: ele anunciou que, a partir de agora, deixará de pagar a totalidade das contas do clube, afirmando que ficará responsável apenas por 28,5% dos gastos do mesmo. Sendo assim, a equipe deverá precisar angariar novos acionistas se quiser manter as suas estrelas, casos de Drogba e Anelka, que custam US$ 394 mil e US$ 315 mil por mês aos cofres do clube.

A agremiação chegou a contratar o colombiano Giovanni Moreno, que atuava no Racing-ARG e praticamente abandonou o clube para se transferir para o futebol asiático. No entanto, o atleta, que chegou a ser ameaçado de levar tiros nas pernas pelos hinchas do clube de Avellaneda, não pôde entrar em campo porque o Shenhua não havia feito o pagamento dos 944 mil dólares referentes à transferência do atleta.

O Shenhua tem uma parceria com o Atlético de Madri-ESP, que assessora o clube chinês desde 2009. A equipe, no entanto, terminou o último campeonato chinês na 11ª colocação.