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A final olímpica é inédita para todos, mas os onze titulares de Mano Menezes já tiveram a oportunidade de jogar grandes decisões do futebol brasileiro e mundial. Confira!

POR THALES MACHADO

Londres, 15h, hora local. Brasília, 11h. Onze jogadores entrarão em campo vestindo a amarelinha sabendo que toda uma expectativa é criada acerca da partida que se disputará a seguir, diante do México, valendo nada menos do que a medalha de ouro olímpica no futebol. Não bastasse, os atletas envergam a camisa amarela mais vencedora da história do esporte que nasceu justamente na Inglaterra, local da partida de amanhã. Maior vencedor da Copa do Mundo, da Copa das Confederações, multicampeão na Copa América e nas categorias de base e... nenhuma medalha de ouro no peito. O sonhado título inédito vem amanhã com uma vitória diante do México. É, mais do que nunca, decisão. E como o time olímpico do Brasil reage a decisões?

Erra quem pensa que por serem jovens, a Seleção Olímpica não tenha experiência em grandes finais. De Mundiais à Libertadores, passando por Copa do Brasil e finais internacionais, todos os onze titulares do Brasil amanhã já disputaram um grande final na carreira, e foram campeões. Experiência não faltará, portanto, para os momentos decisivos que poderão trazer a medalha inédita para o Brasil. Gabriel, Rafael, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Alex Sandro, Sandro, Rômulo e Oscar; Neymar e Leandro Damião. Goal.com relembra algumas finais de TODOS os titulares de Mano Menezes
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Gabriel, Oscar e Juan
Uma emocionante final do mundo com a Seleção

Perto de completar um ano da partida histórica, o goleiro Gabriel, o zagueiro Juan e o badalado meia Oscar têm a chance de serem campeões com a camisa da Seleção Brasileira de novo. Em 20 de Agosto do ano passado, pelo Mundial sub-20 os três entraram juntos em campo (Alex Sandro, outro titular da Seleção era reserva e Bruno Uvini, hoje reserva era capitão) e venceram Portugual em um jogo pra lá de emocionante.

Se Gabriel e Juan não conseguiram evitar os dois gols que viraram o placar após Oscar abrí-lo aos 5 minutos, o jogo foi especial demais para o meia que recentemente acertou com o Chelsea. Além de empatar novamente a partida, o jogador completou o hat trick com um golaço na prorrogação, dando o título para o time de Ney Franco. Inesquecível, como Oscar espera ser de novo amanhã, em sua segunda final com a camisa 10 da Seleção.

Rafael
Campeão do mundo pelo Manchester United


Rafael sempre foi visto por Alex Ferguson e pelos torcedores do Manchester United como o substituto de Gary Neville. Pois com 18 anos de idade, o jogador já teve uma ideia de como seria o seu futuro. Final do Mundial Interclubes no Japão e o técnico do Manchester United resolve começar com Rafael como titular. O adversário era a LDU que havia batido o Fluminense (time onde Rafael foi revelado) na final da Libertadores daquele ano, 2008. O jovem lateral brasileiro foi muito bem e participou da vitória por 1 a 0, comandada por Wayne Rooney.

No fim, deixou o campo para que Gary Neville jogasse os últimos cinco minutos, mas invadiu o campo comemorando o título de campeão mundial interclubes assim que o apito soou. Um adolescente campeão do mundo. Crescido, mas ainda jovem, espera conquistar uma medalha de ouro olímpica.

Thiago Silva
Uma final que despertou um clube

Thiago Silva foi ídolo no Milan, mas não venceu nenhuma final. Também foi ídolo no Flu, e o único título que conquistou pelo Tricolor carioca foi a Copa do Brasil de 2007. Em um Flu que ainda sofria com a desorganização do futebol carioca, o jovem Thiago chegou à final diante do Figueirense. No primeiro jogo, no Maracanã, empate em 1 a 1. Uma semana depois, Thiago Silva era titular na finalíssima em Florianópolis.

O menino Thiago tinha o experiente Roger como companheiro de zaga, e foi ele, aos três minutos do primeiro tempo, que fez o gol do título Tricolor. “Monstro” na zaga do Flu, Thiago segurou o ímpeto do time da casa durante todo jogo e comemorou seu primeiro título profissional no fim dos 90 minutos. Campeão da Copa do Brasil, o título abriu caminho para um Fluminense que cresceu como nunca nos anos seguintes, chegando à final da Libertadores em 2008 e vencendo o Brasileirão em 2010, já sem Thiago Silva. Abriu também a carreira vitoriosa do jogador, hoje considerado um dos maiores zagueiros do mundo.

Marcelo
Vencendo o invencível


O Barcelona de Guardiola marcou época. Na temporada de 2010/11 então, o time faturou nada menos do que a Champions League, o campeonato espanho e o Mundial de Clubes. Só faltou a Copa Del Rey, conquistada pelo Real Madrid do lateral Marcelo.

Time de Cristiano Ronaldo, o Real Madrid ficou em segundo plano durante toda a temporada. Chegou à final contra um favorito Barcelona que jogava para a Tríplice Coroa. Titular na lateral esquerda, Marcelo jogou muito e o equilíbrio marcou o confronto. Um 0 a 0 no tempo normal levou a uma prorrogação nervosa do clássico mais famoso do mundo. Cristiano Ronaldo decidiu e Marcelo pode comemorar um título contra o melhor time do mundo naquele ano.


Rômulo
Tensão para conquistar o Brasil

Rômulo estava em campo em uma das finais mais nervosas da história da Copa do Brasil. E não faz muito tempo. Usando a estranha camisa 37, Rômulo entrou no Couto Pereira, ano passado, ciente de que o Vasco, seu time, poderia até perder por um gol de diferença para ser campeão. Jogando os 90 minutos, Rômulo viu tudo acontecer.

Viu o Vasco abrir o placar, e pensou que não seria tão difícil. Viu o Coritiba virar e viu que não seria fácil. Aliviou-se quando o companheiro Eder Luís fez o segundo do Vasco. Mas o Coritiba desempatou, pressionou. Rômulo não viu o quarto gol do Coritiba porque ele não ocorreu. Viu a derrota do Vasco por 3 a 2, mas viu um gigante clube brasileiro acordar com o titulo da Copa do Brasil de 2011.


Sandro e Leandro Damião
Jovens que conquistaram a América

A final olímpica deve ser nervosa, mas existe algo que passa mais ideia de ansiedade do que uma final de Libertadores? Pois jovens foram gigantes no Beira Rio no dia 18 de Agosto de 2010. O Internacional conquistou sua segunda Libertadores da América diante do Chivas Guadalajara, do México, nacionalidade dos adversários de amanhã.

Sandro foi um gigante em toda campanha. Jogando o fino da bola, foi um dos heróis colorados na conquista, se transferido para o Tottenham como jovem ídolo. Leandro Damião, um menino reserva à época, entrou mostrando personalidade. Fez o que mais vem fazendo na Olimpíada: gol. Desempatou o jogo e foi campeão da América antes mesmo de ser conhecido pelo mundo.

Neymar e Alex Sandro
Final para repetir o feito de Pelé

Repetindo a pergunta, há algo mais nervoso do que uma final de Libertadores da América? Sim. Uma final de Libertadores da América onde a missão dos jogadores é repetir um feito de quase cinquenta anos, feito por ninguém menos que Pelé. Neymar e Alexsandro (além de Ganso e Danilo, que começam amanhã no banco de reservas), entraram com tal missão na final da Libertadores do ano passado, diante do Peñarol e lograram êxito. Foram campeões da Libertadores com o Santos pela terceira vez. A última vez havia sido na década de 1960, com Pelé.

Alex Sandro foi mais coadjuvante. Entrou no lugar de Léo no Segundo Tempo e ajudou a segurar o placar que já tinha sido aberto e ampliado. Os gols? De dois olímpicos: Neymar e Danilo.



Thiago Silva
Uma final que despertou um clube

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