thumbnail Olá,
Perfil Goal.com - A seleção olímpica da Nova Zelândia

Perfil Goal.com - A seleção olímpica da Nova Zelândia

google

Com alguma esperança de classificação, equipe da Oceania espera fazer história em Londres

Se o Brasil já pode relaxar e esperar pela definição dos confrontos da próxima fase dos Jogos Olímpicos de Londres, o mesmo não pode ser dito de seu adversário de quarta-feira. A Nova Zelândia mantém vivas as esperanças de classificação após o empate com o Egito, e sonha com uma vitória para fazer história.

Goal.com preparou um perfil da seleção olímpica dos All Whites, projetando o duelo das 10h30m deste dia 1º.

  CAMINHO FÁCIL

A mudança da Austrália, que passou a disputar as competições internacionais com os asiáticos a partir de 2006, provocou uma mudança no 'trono' da Federação de Futebol da Oceania (OFC): os neozelandeses assumiram o papel de protagonistas locais, assegurando sem sustos uma vaga já na Copa do Mundo de 2010, e dos Jogos, em 2012.

No torneio pré-olímpico do continente, a seleção bateu Papua Nova Guiné (1x0), Tonga (10x0) na fase de grupos, e mesmo tendo mais dificuldades diante de Vanuatu (3x2) e Fiji (1x0) nas fases finais, garantiu sua vaga no segundo torneio olímpico seguido sem muitas surpresas.


  A EQUIPE

O inglês Neil Emblem ganhou o comando da seleção nacional sub-21 no início do ano, e de quebra, a tarefa de dirigir a equipe em sua segunda participação nos Jogos Olímpicos. Ex-jogador, o técnico de 41 anos chegou ao país em 2005, e passou ao reservado em 2009. No comando do Waitakere United, ganhou três campeonatos nacionais na sequência, o que lhe credenciou a missão de dirigir o futuro do futebol nacional.

No geral, a equipe conseguiu reunir talentos nas principais áreas: defesa, meio e ataque. O elenco, totalmente baseado em atletas que jogam fora do país, é liderado pelo veterano Ryan Nelsen (foto acima), de 34 anos, que, desde 2005, atua no futebol inglês, onde defendeu Blackburn e Tottenham antes de chegar ao Queens Park Rangers. O capitão dos All Whites coleciona 45 participações pela equipe, além de ser uma das poucas figuras presentes em Pequim, nos Jogos de 2008, e na África do Sul, no Mundial de 2010.

No meio, Emblem escolheu por trazer Michael McGinley, que atua na Austrália, mas o verdadeiro destaque está na figura de Kosta Barbarouses, que também atua no ataque e é uma das figuras principais da Nova Zelândia. Aos 22 anos, já jogou na Rússia e ganhou uma oportunidade no Panathinaikos, da Grécia, alcançando relativo sucesso para os padrões locais.

Fechando, o ataque tem Chris Wood, jovem atacante do West Bromwich Albion, como a maior esperança dos neozelandeses. Alto, o atleta de 20 anos tem presença de área e é o ponto focal na frente que divide com o veterano Shane Smeltz (30 anos), sendo o autor do único gol do time até aqui, contra os egípcios, no último domingo.


  REVANCHE À VISTA?

Brasil e Nova Zelândia já se enfrentaram na história: justamente na fase de grupos da última edição das Olimpíadas, em Pequim. Garantindo a segunda vitória no Grupo C naquele dia 10 de julho de 2008, a Seleção encaminhou a classificação à próxima fase, enquanto os All Whites manteriam a esperança até serem derrotados pelos belgas por 1 a 0 alguns dias depois.

A goleada de 5 a 0 começou a ser construída logo aos 3 minutos: abafa brasileiro na saída de bola, Anderson tabelou com Jô, invadiu a área, finalizou e completou o próprio rebote para abrir o marcador. Aos 32, Marcelo recebeu na ponta esquerda e teve muito tempo para acertar a cabeça de Pato: 2 a 0.

Em ritmo de festa, sobrou até tempo para Ronaldinho exibir seu talento: aos 8 do segundo tempo, ele bateu falta com força no lado esquerdo da área, e o goleirão aceitou. Pouco depois, ele tabelou no ataque e ia saindo na cara do goleiro, mas acabou sofrendo pênalti que ele mesmo converteu. Nos acréscimos, triangulação rápida na entrada da área e Sóbis anotou o quinto com um leve toque na saída de Spoonley.


Relacionados