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Seleção: O alerta santista
As maiores esperanças do Brasil não conseguiram jogar diante do poderoso Barça, alertando a base construída por Mano Menezes
Por Arthur Nonnig
Diferentemente de outras seleções brasileiras, o time titular de Mano aposta na presença de jogadores que atuam no País. O embate do último domingo mostrou a disparidade entre o melhor europeu diante do melhor sul-americano. Pela primeira vez, um clube conseguiu uma goleada de tamanha expressão em uma final do Mundial de clubes. A derrota do Santos serve, no mínimo, como alerta para uma reflexão.
As esperanças no Mundial
Ronaldinho, Ganso, Neymar, Lucas, Damião e Fred. Esses são nomes que apareceram sempre que possível nas convocações de Mano Menezes. Voltando um pouco, é possível lembrar que a melhor atuação de Mano no comando da seleção — diante dos Estados Unidos — foi construída com o comando de Neymar e Ganso. No Mundial, a aclamada dupla tupiniquim sucumbiu diante do todo-poderoso Barça.
Ganso, novamente, não conseguiu repetir suas atuações de outrora. Neymar visivelmente sentiu a pressão de um jogo tão importante, diante de um adversário tão poderoso. O Santos, com jogadores experientes de passagem pela seleção (Dracena, Henrique e Elano) assistiu ao Barça, que, indiscutivelmente, reafirmou-se no posto de melhor equipe do mundo.
É claro que o Brasil tem jogadores mais fortes que o Santos, porém o que há de melhor no clube paulista são as esperanças nacionais. A habilidade de Neymar, com dribles e finalizações decisivas; a criatividade de Ganso, com um toque refinado; essas esperanças santistas na final do Mundial é a base do projeto nacional para a seleção.
Um diagnóstico
Ronaldinho voltou ao Brasil em decadência no futebol europeu. Damião nunca foi fortemente exigido, caindo de rendimento depois de sua lesão. Fred, em sua passagem pela França, não conseguiu chegar ao topo europeu. Lucas, promessa do São Paulo, perdeu protagonismo com a sequência do Brasileiro. Os grandes do Brasileirão não podem sem colocados em paridade com os melhores do mundo.
Todos esses jogadores têm qualidade, sem dúvidas. Porém a grande maioria é de jogadores que ainda não foram devidamente testados contra os grandes. Enfrentar os melhores não define talento ou habilidade, mas é importante para a formação de um jogador. Por mais que o Brasil tenha evoluído em força econômica, os melhores não estão aqui.

Sem perceber — muito pelo declínio brasileiro na Europa — passamos de menosprezo em relação aos jogadores locais, a valorizar demais o que é daqui. Nesse panorama, a derrota santista frente ao maior do mundo — com fracas atuações de nossas maiores esperanças — não pode passar em branco. E também não é apenas esse jogo. A seleção sofreu diante dos grandes adversários em todas as oportunidades.
Um tratamento
Não há tratamento para melhorar o melhor que temos. Por mais que essa frase já tenha sido muito repetida desde domingo, precisamos tomar a derrota no mundial como lição. Aprender com o melhor e “baixar a bola”.
Alguns já colocavam Neymar à frente de Xavi na luta pelo prêmio de melhor do mundo, mas agora os discursos são outros. No que diz respeito à seleção, Mano não errou nas convocações, no entanto, o orgulho nacional não pode pesar. Já precisamos enxergar o Brasil como uma das forças mundiais, não mais como a seleção que sempre entra para conquistar.
A aposta em jogadores locais, com pouca experiência diante dos melhores, não é errada, mas é uma aposta.Como se atualizar com as notícias do futebol mundial fora de casa? Com http://m.goal.com - sua melhor fonte de cobertura para celulares do futebol.
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