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Investigamos as razões para o predomínio europeu no Mundial de Clubes

O massacre do Barcelona sobre o Santos foi uma bela maneira de demarcar o predomínio europeu nas últimas edições do Mundial de Clubes. Desde 2006, os times da América do Sul não conseguem conquistar a competição e Goal.com analisa os motivos para a seca.

Degrau técnico

Quem ainda negava que existe um claro degrau de qualidade técnica entre equipes da europa e da América do Sul, está revendo os seus conceitos após o atropelamento imposto pelo Barça ao Santos. A superioridade do Velho Continente é apenas um resultado lógico do mercado de jogadores.

Clubes com mais dinheiro não só escolhem quem vão contratar como também seguram seus talentos com maior facilidade, caso claro do Barcelona, por exemplo. O mercado brasileiro até vem se fortalecendo nos últimos anos, mas ainda passa longe do poderio dos gigantes europeus.

O resultado é que as equipes do Brasil e seus vizinhos estão sempre em reformulação, tendo que compensar a venda de um ou outro jogador. Enquanto isso, times como o Barcelona podem dar-se ao luxo de manter a mesma base por anos seguidos, apenas ajustando-a com negociações pontuais.

Retranca que iguala

A postura defensiva do Santos foi amplamente criticada no Brasil, mas as edições passadas do Mundial de Clubes indicam que recuar é a melhor maneira de fazer com que a diferença técnica não se note, aumentando as chances sul-americanas.

São Paulo e Internacional beneficiaram-se da estratégia em 2005 e 2006, enquanto LDU e Estudiantes endureceram o jogo para seus adversários em 2008 e 2009. O Boca de 2007 tentou sair para o jogo e acabou goleado pelo Milan.

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Aplicação do São Paulo de Rogério foi suficiente para o título de 2005.

O fato de o Santos ter recuado e sofrido o atropelamento de ontem não mostra uma diferença maior entre europeus e sul-americanos. É apenas uma prova de duas coisas; que o Santos não soube marcar o Barça e que este time do Barcelona está muito acima dos outros europeus.

A diferença técnica das equipes europeias e sul-americanas já era grande quando as decisões do Mundial foram equilibradas. O que fazia com que brasileiros, argentinos e afins tivessem grandes chances de vencer era sua aplicação para diminuir os pontos fortes do adversário.

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