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Santos: Furando a 'blitz' catalã
Para vencer o Barcelona, os caminhos do Santos passam necessariamente pela imposição de seu jogo, apesar da temida pressão dos onze de Pep Guardiola
Por Matheus Harb
Getty Images
Antes da semi-final do Mundial de Clubes, o Al-Sadd propôs uma ideia ousada: não se deixar submeter à forte pressão característica do Barcelona de Pep Guardiola. Não foi o que aconteceu, já que os árabes foram facilmente dominados, com mais de 70% de posse de bola para os catalães.
Antes da grande final de domingo, o Santos começa a ensaiar um discurso semelhante. Com a diferença que precisa, de fato, arranjar uma maneira de agredir seu temido adversário. Goal.com analisa de que maneiras o Peixe pode vencer a 'blitz' europeia e chegar com perigo ao gol de Victor Valdés.
Emular o toque de bola que o próprio Barça consegue executar quando pressionado é algo impensável, dada a diferença técnica das equipes. A saída de bola do Santos terá de beirar a perfeição, sem que isso signifique, necessariamente, o surgimento de Xavi's e Iniesta's no meio campo alvinegro.
O Santos precisa entender como os jogadores do Barcelona executam a pressão. Não se trata apenas da pura correria a qual estamos acostumados a assistir as equipes latinas fazerem. Existe uma preocupação tática em ocupar os espaços, e criar oportunidades de marcação dupla e até tripla sobre o adversário que detém a posse da bola. Se observarmos bem, na saída do campo de defesa os adversários dos catalães tem relativa liberdade até o segundo ou terceiro passe, quando então a pressão acaba retomando a bola.

A ideia é que o Peixe confunda essa lógica, forçando o deslocamento mais ativo dos marcadores e, com sorte, abrindo os espaços para ganhar terreno no gramado. Arouca, Elano e Henrique precisam não apenas encaixar o maior número possível de passes, mas também pensar rapidamente qual o melhor alvo. E é justamente por isso que Ganso deverá ter uma participação ainda maior na transição, contribuindo com sua criatividade e técnica, que, todos sabemos, é indiscutível. Com isso, Neymar fica menos sobrecarregado, e pode se ocupar exclusivamente de suas funções no flanco esquerdo.
Pode até parecer uma alternativa aliada à retranca, mas a bola alta para o ataque pode realmente funcionar para o Santos. Borges é um atacante que, apesar de ser não ser muito alto, sabe usar o corpo e vencer a disputa pelas bolas 'rifadas' para o ataque, dominando e esperando a chegada dos companheiros.

Contra o Barcelona, é muito provável que o Alvinegro tenha de apelar para esse recurso uma vez ou outra. Não é difícil, também, imaginar que isso funcione, em especial contra um jogador como Puyol, cujo jogo aéreo não é o forte. Mas, vale frisar, é uma saída 'emergencial' para momentos pontuais do duelo.
Vencido o desafio do 'abafa' catalão, o Santos pode encontrar relativa facilidade para agredir o Barcelona. O posicionamento adiantado dos jogadores de Guardiola é um tiro que pode sair 'pela culatra', pois costuma deixar espaços generosos na linha de defesa.
Ninguém exemplifica isso melhor do que o Milan, que conseguiu a proeza de marcar quatro vezes em dois encontros com o Barça na Champions League. Em três delas, chegou na área com três ou quatro toques a partir do meio de campo, o que mostra o ponto fraco da estratégia espanhola.

O lado de Daniel Alves é o mais explorado pelos adversários. Neymar deve evitar as saídas constantes daquela região, pois é justamente por ali que o Santos pode construir seus melhores ataques. Além, é claro, de segurar o apoio do ala brasileiro.
Não será fácil, mas o Peixe tem condições de levantar a taça no domingo. Resta saber se Muricy Ramalho fez o dever de casa, e preparou seus pupilos para esse grande desafio.
Como se atualizar com as notícias do futebol mundial fora de casa? Com http://m.goal.com - sua melhor fonte de cobertura para celulares do futebol.
Antes da grande final de domingo, o Santos começa a ensaiar um discurso semelhante. Com a diferença que precisa, de fato, arranjar uma maneira de agredir seu temido adversário. Goal.com analisa de que maneiras o Peixe pode vencer a 'blitz' europeia e chegar com perigo ao gol de Victor Valdés.
| "Vai ser como o filme Missão Impossível. É muito difícil, quase impossível, mas o cara sempre dá um jeitinho de completar a missão. É isso que nós temos de fazer" - Neymar, sobre a decisão
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Transição precisa
Emular o toque de bola que o próprio Barça consegue executar quando pressionado é algo impensável, dada a diferença técnica das equipes. A saída de bola do Santos terá de beirar a perfeição, sem que isso signifique, necessariamente, o surgimento de Xavi's e Iniesta's no meio campo alvinegro.
O Santos precisa entender como os jogadores do Barcelona executam a pressão. Não se trata apenas da pura correria a qual estamos acostumados a assistir as equipes latinas fazerem. Existe uma preocupação tática em ocupar os espaços, e criar oportunidades de marcação dupla e até tripla sobre o adversário que detém a posse da bola. Se observarmos bem, na saída do campo de defesa os adversários dos catalães tem relativa liberdade até o segundo ou terceiro passe, quando então a pressão acaba retomando a bola.

A ideia é que o Peixe confunda essa lógica, forçando o deslocamento mais ativo dos marcadores e, com sorte, abrindo os espaços para ganhar terreno no gramado. Arouca, Elano e Henrique precisam não apenas encaixar o maior número possível de passes, mas também pensar rapidamente qual o melhor alvo. E é justamente por isso que Ganso deverá ter uma participação ainda maior na transição, contribuindo com sua criatividade e técnica, que, todos sabemos, é indiscutível. Com isso, Neymar fica menos sobrecarregado, e pode se ocupar exclusivamente de suas funções no flanco esquerdo.
Chutão estratégico
Pode até parecer uma alternativa aliada à retranca, mas a bola alta para o ataque pode realmente funcionar para o Santos. Borges é um atacante que, apesar de ser não ser muito alto, sabe usar o corpo e vencer a disputa pelas bolas 'rifadas' para o ataque, dominando e esperando a chegada dos companheiros.

Contra o Barcelona, é muito provável que o Alvinegro tenha de apelar para esse recurso uma vez ou outra. Não é difícil, também, imaginar que isso funcione, em especial contra um jogador como Puyol, cujo jogo aéreo não é o forte. Mas, vale frisar, é uma saída 'emergencial' para momentos pontuais do duelo.
A parte mais difícil
Vencido o desafio do 'abafa' catalão, o Santos pode encontrar relativa facilidade para agredir o Barcelona. O posicionamento adiantado dos jogadores de Guardiola é um tiro que pode sair 'pela culatra', pois costuma deixar espaços generosos na linha de defesa.
Ninguém exemplifica isso melhor do que o Milan, que conseguiu a proeza de marcar quatro vezes em dois encontros com o Barça na Champions League. Em três delas, chegou na área com três ou quatro toques a partir do meio de campo, o que mostra o ponto fraco da estratégia espanhola.

O lado de Daniel Alves é o mais explorado pelos adversários. Neymar deve evitar as saídas constantes daquela região, pois é justamente por ali que o Santos pode construir seus melhores ataques. Além, é claro, de segurar o apoio do ala brasileiro.
Não será fácil, mas o Peixe tem condições de levantar a taça no domingo. Resta saber se Muricy Ramalho fez o dever de casa, e preparou seus pupilos para esse grande desafio.
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