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Meia brasileiro falou sobre a saudade de casa, a adaptação à França e sobre sua relação com a estrela do PSG: 'Meu primeiro contato foi ótimo'

Lucas está há pouco tempo na França, mas já se sente à vontade. Paris é linda, ele diz, mas ainda não teve tempo de conhecer direito a cidade - o que pretende fazer em breve. A rotina ainda é complicada: acordar cedo, treinar, voltar para o hotel onde ainda mora, aulas de francês à tarde e depois sair para jantar. Mas ele não desanima: "No começo é tudo difícil".

Aplaudido de pé na sua estreia no Parc de Princes pela torcida da casa, Lucas prometeu - e cumpriu - conquistar um título antes de se despedir do Morumbi por 43 milhões de euros e atuar no Paris Saint-Germain. Mas, em entrevista dada ao jornal Estado de São Paulo, o meia mandou um recado para a torcida que sempre o apoiou: "Eu saí do São Paulo, mas o São Paulo jamais sairá de mim."

Perguntado sobre seu relacionamento com a estrela maior da companhia francesa, o polêmico e genial atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, Lucas disse ter se surpreendido e foi só elogios ao companheiro, descartando os conselhos "estranhos" que recebeu antes de embarcar.

"Meu primeiro contato foi muito positivo e continua sendo assim. Ao contrário do que as pessoas falavam, eu me surpreendi, ele me tratou muito bem, brinca comigo, me apoia e ajuda. Dentro do campo, ele reclama e cobra bastante, só que isso é normal nos atacantes, mas fora do campo ele tem tentado me ajudar. Acredito que meu sucesso não depende só dele, somos uma equipe e um depende do outro," disse ao Estadão.

Recentemente, o brasileiro deu uma assistência para gol do atacante na vitoria do PSG sobre o Bordeaux, no Campeonato Francês, e se disse emocionado.

"Fiquei muito feliz com a assistência. Quero sempre ajudar o time, seja com gols, assistências ou correndo na marcação, para mim importa ver minha equipe vencendo. Foi uma emoção maravilhosa, o Ibra é um cara consagrado no futebol."

A saudade, ele diz, é grande - da família, dos amigos, do Morumbi, da torcida são-paulina. Mas, determinado, entende que o sacrifício é necessário e não se arrepende do momento escolhido para deixar o país.

"Acredito que foi a hora certa. Em 2011, tive algumas propostas, mas não quis nem olhar porque achava que não estava na hora. Em 2012, fiquei mais maduro, as coisas evoluíram e, quando essa proposta do PSG apareceu, ainda mais que eu poderia ficar até o fim do ano no Brasil, eu realmente tive certeza de que estava na hora. Queria sair deixando um título pelo São Paulo e em 2012 foi tudo perfeito, tínhamos a chance na Sul-Americana e então aceitei. A saudade bateu desde o primeiro dia, isso é inevitável. Eu era muito feliz ali [no São Paulo], então é claro que a saudade bate, mas tinha que sair da minha zona de conforto para buscar minhas metas. Temos de encarar esse sacrifício para conseguirmos o que queremos, nada na vida é fácil," analisou.

Desde que foi adquirido por um novo dono, o Paris Saint-Germain contratou estrelas do futebol mundial, como Thiago Silva, além do próprio Ibra, e ambiciona firmar-se no cenário europeu como uma das suas grandes potências. Mas, até aqui, o time não conseguiu decolar de verdade no Francês, apesar da imensa diferença de investimento em relação aos rivais. Lucas, entretanto, se mostra bastante confiante em relação à evolução da equipe e também sobre as chances do time na Liga dos Campeões.

"Não se monta uma equipe da noite para o dia, é preciso um certo tempo para entrosamento. Estamos nos encaixando aos poucos e encontrando muitas dificuldades por causa disso, mas estamos crescendo e estou me adaptando cada vez mais," disse, falando também sobre a disputa da Champions, onde o PSG irá enfrentar o Valencia nas oitavas-de-final. "Sabemos das dificuldades da Liga dos Campeões e das equipes que sempre chegam, mas no futebol ninguém sabe o que vai acontecer, o jogo é cheio de surpresas. Temos um elenco qualificado e podemos sonhar, sim, vamos brigar até onde conseguirmos para chegarmos o mais longe possível."

A adaptação está indo aos poucos, garante, mas nada que seja preocupante.

"Vai acontecendo aos poucos [a adaptação], claro que no começo é mais difícil, mas não é muito diferente do que eu imaginava. É um futebol mais pegado, corrido e de toque de bola. Estou sofrendo um pouco por causa do frio, que atrapalha bastante, e há ainda a questão do entrosamento e da falta de confiança, que ainda tenho. Mas sabia que seria assim e com o tempo vou conhecendo casa um. A tendência é melhorar ainda mais," disse.

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