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Em entrevista coletiva, Alex voltou a desabafar e se emocionar após deixar o Fenerbahçe

Alex voltou a desabafar e se emocionar após deixar o Fenerbahçe. Em sua última entrevista coletiva no país, que durou 127 minutos nesta segunda-feira, o meia brasileiro deu a sua versão sobre o que de fato o levou a rescindir o contrato com o clube turco depois de oito temporadas de sucesso. O processo, como garante, foi longo e desgastante, com o técnico Aykut Kocaman como o grande alvo das críticas do camisa 10. As informações são do site globo.com.

"Nunca chorei tanto em toda a minha infância como nesta última semana",disse o ex-jogador de Coritiba, Palmeiras e Cruzeiro, que interessa aos três clubes para 2013. O seu destino deverá mesmo ser o futebol brasileiro nas próximas duas temporadas, as suas últimas como profissional.

"Todo mundo me pressiona para que deixe o futebol, mas quero assinar com algum outro clube por dois anos. Jogarei mais dois anos e aí me aposentarei - contou o atleta de 35 anos, que ainda concederá outra coletiva, agora apenas para jornalistas brasileiros, a partir do dia 20 de outubro".

Apesar de nutrir grande amor pelo Fener e torcedores, Alex não teve uma saída tão amigável. A entrevista, realizada em um hotel em Istambul, contou com a transmissão de inúmeros veículos turcos - menos o da TV do Fenerbahçe. O presidente Aziz Yildirimm manifestou-se recentemente a favor de seu treinador na queda de braço, inclusive ao afirmar que "ninguém é maior que o clube".

 Em um depoimento, o mandatário chegou a culpar Alex por seu comportamento nas redes sociais.

"Nós somos responsáveis pelas coisas que acontecem conosco. Admito que eu cometi alguns erros. O maior deles foi ferir o time algumas vezes. Eu usei mal o Twitter. Mandei algumas mensagens e SMS para pessoas. Seria melhor se eu não tivesse feito isso. Eles diziam que eu queria mais dinheiro. De fato o que eu queria era a distribuição igual de bônus. Esses são os meus erros", admitiu.

Alex, no entanto, também fez duras críticas ao treinador diante da forma que se portava com os companheiros e atletas.

"Aykut não comemorava com a gente depois de um gol, isso sempre me intrigava. Na última temporada, antes da final da Copa da Turquia, contra o Bursaspor, estávamos em má fase. Tínhamos perdido o campeonato para o Galatasaray em casa e estávamos prestes a jogar uma Copa que não tínhamos levantados em 30 anos. Como todos sabem nós derrotamos o Bursaspor, foi um dos dias mais felizes da minha vida. Aykut, porém, não comemorou com o time e não viajou com o elenco de volta a Istambul",contou.

A origem de toda a confusão, segundo o próprio, iniciou-se em junho de 2010. Alex já desconfiava que Aykut não daria certo no comando do Fenerbahçe.

"O problema começou quando Aykut Kocaman foi nomeado o treinador, tivemos muitas reuniões porém, mas nunca chegamos a um acordo já que nós pensamos o futebol de forma oposta. Acredito na busca de melhorar como equipe, se um jogador não melhorou depois de três temporadas há algum problema com o treinamento em algum ponto dessa linha. Falei com o Aykut sobre isso, ele discordou e disse algo ao longo desses pontos sobre a Turquia, que nós não treinamos para melhorar como jogador".

 Para o camisa 10, um encontro pouco amigável em agosto selou o seu destino.

"Antes da nossa vitória por 4 a 1 sobre o Vaslui nessa temporada (8 de agosto) ele me chamou em sua sala e tivemos uma discussão acalorada. Um disse ao outro exatamente o que pensava e esse foi o começo do fim. Aykut já tinha me dito antes para cortar os laços com o clube depois de sermos eliminados pelo Young Boys (agosto de 2010). Depois ele mudou de ideia e me disse para esquecer. Naquela temporada eu marquei 28 gols e fui o artilheiro", encerrou Alex, que ainda deseja uma partida de despedida no Estádio Sukru Saraçoglu.

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