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Renata Borges criticou a defesa do advogado Werner Leiter e acredita na reversão da pena do brasileiro

Dois meses após a Justiça alemã considerar o zagueiro Breno culpado do incêndio à própria casa, em 2011, a esposa do jogador, Renata Borges, resolveu quebrar o silêncio. Em entrevista ao portal Globoesporte, a mãe dos três filhos do jogador contou os detalhes do dia 19 de setembro do ano passado, quando ocorreu o episídio.

Na época, Breno estava com uma cirurgia no joelho marcada para o dia seguinte, e não recebia salários do Bayern de Munique por estar há mais de 45 dias sem trabalhar, ficando restrito a um seguro de 10 mil euros. Chateado com a situação, Renata conta que ele acabou exagerando na bebida naquele dia.

"Já queria ter falado antes, mas fui instruída pelo Bayern de Munique e pelo advogado Werner Leitner a não dar nenhum tipo de declaração. Mas agora acho que está na hora de as pessoas saberem a verdade", disse a esposa do jogador.

"Breno recebeu a noticia de que teria que fazer a quarta cirurgia. Ele teria que fazer uma raspagem no joelho esquerdo. Quando ele chegou em casa, me chamou para almoçar em um restaurante, pois estava muito triste e queria relaxar um pouco. Estava querendo encontrar o Rafinha (lateral-direito do Bayern) e os amigos."

"Ele foi acusado de beber todos os dias, mas como uma pessoa pode beber todos os dias e treinar? Ele bebia só nas folgas dele."

Depois de uma série de acontecimentos, Breno teria ficado descontrolado e ameaçado se matar, o que fez com que Renata saísse de casa levando os filhos do casal.

"Quando cheguei na porta de casa, foi um desespero. Já estava tudo tomado pelo fogo. Eu gritava para os policiais entrarem e salvarem o meu marido. Eu me ajoelhava no chão e implorava para os bombeiros entrarem na casa , mas eles falavam que não dava mais. Eu chorei por 20 minutos a morte do Breno."

Por fim, Renata fez críticas ao advogado Werner Leitner, que criou a versão de que ela estaria tendo um caso com o então empresário do defensor, Guilherme Miranda, o que teria provocado o descontrole de Breno.

"Ele não lembrava da cena de acender alguma coisa para provocar o incêndio. Fiquei pensando nas possibilidades, como um curto-circuito. Ele estava fumando narguilê. O Breno não fuma cigarros. O Werner Leitner o orientou a falar que fumava para a defesa dele"

"O advogado inventou essa história porque achou que seria uma boa defesa. Para colocar a culpa em mim. Nunca fui amante do Guilherme, isso nunca existiu. Achei que a defesa do Leitner não foi correta. Eu não pude depor. Ele simplesmente fez a defesa do jeito que ele quis. Inclusive, ele não está mais com o caso. Trocamos de advogado."

"Espero que realmente o processo seja reavaliado. Que vejam o ser humano Breno. Queria que a Justiça percebesse que nós somos uma família linda e meu marido não é um criminoso", encerrou.

No momento, Breno está condenado a três anos e nove meses de reclusão.

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