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Sem receber, Roger quer deixar a Grécia
Roger Guerreiro está há seis anos longe do futebol brasileiro, disse que o retorno a um clube do país pode acontecer antes do que ele imaginava
Em entrevista ao band.com.br, Roger Guerreiro está há seis anos longe do futebol brasileiro, disse que o retorno a um clube do país pode acontecer antes do que ele imaginava. Passando férias no Brasil, o agora meia (não joga como lateral há sete anos, desde que foi para a Europa) quer deixar a Grécia de qualquer maneira, já que a crise financeira do país vem lhe afetando diretamente. Ele não recebe salários há um ano do AEK Atenas, clube que defende desde 2009. ![]()
“Lá em Atenas eu vivo longe do centro, onde acontece as manifestações. Para mim, em particular, influencia muito tanto na vida profissional como na particular, com a família. Isso afeta bastante, mas já estou em contato com meus empresários para buscar uma solução e sair dessa situação. Tenho chance de voltar, assim como tenho de continuar na Europa, mas vou procurar uma solução para sair da Grécia”, disse.
A Grécia vive sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Na última década, o país gastou mais do que podia e pediu empréstimos pesados, ficando refém da crescente dívida e totalmente vulnerável. Para não quebrar economicamente, os gregos vêm aceitando um plano de austeridade imposto pela UE (União Europeia) e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
“É muito sofrimento. Você vai nas ruas e muitas lojas estão fechadas, com anúncios de ‘aluga-se’ e ‘vende-se’. Em clássico que antes iria 40 ou 50 mil pessoas, hoje em dia vai de 10 a 15 mil. Com certeza influenciou no país inteiro, não só entre os atletas, mas na sociedade em geral”, acrescentou o atleta, de 30 anos.
Roger acredita que nem mesmo a possível conquista do bicampeonato da Eurocopa neste ano melhoraria a situação do país. “Amenizaria emocionalmente, a torcida ficaria um pouco feliz. Mas não vai amenizar no bolso. Eu tenho amigos lá que trabalhavam por 1000 euros e, com os cortes, passaram a ganhar 500. Mas não podem sair do emprego porque é melhor ganhar 500 do que nada. Está uma situação bem difícil”, afirmou.
Sobre a possível volta ao futebol brasileiro, o atleta diz não ter preferência de clube, mas faz uma exigência: que jogar de meia, já que não tem o mesmo físico de quando saiu do Brasil.
“Já estou há sete anos na Europa. Criei uma boa experiência. Voltaria com uma boa bagagem e em plena forma. Estou com 30 anos e hoje, com os recursos que tem, dá para jogar até os 40. Não tenho preferência. Tudo vai da proposta que aparecer. Não só financeiramente, mas do projeto em si e da estrutura do time”, disse.
“Mas para a lateral hoje já é difícil. Tem que ter muito gás. É lógico que tenho uma experiência, mas estou há sete anos jogando no meio de campo. Teria que me readaptar à lateral. Então a preferência seria para atuar no meio de campo”, completou.
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