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A noite de gala de Robinho- prenúncio para o futuro?
Atacante juntou qualidades do início e dos últimos anos de sua carreira em uma grande atuação diante do Arsenal
Por André Baibich
Getty Images
A atenção em volta de Robinho em seus primeiros anos como profissional não foi tão grande quanto à dedicada a Neymar agora, mas chegou perto. A expectativa era de que ele se transformasse em um dos grandes jogadores do mundo, algo que não se confirmou.
Quem apostava no franzino camisa 7 santista tinha noites como a desta quarta-feira em mente. Robinho foi decisivo para a goleada do Milan sobre o Arsenal por 4 a 0, marcando dois gols, movimentando-se intensamente e puxando contra-ataques na segunda etapa. Mais do que isso, Robinho parece ter conseguido juntar, em apenas uma noite, o estilo insinuante do início de carreira com o jogo mais pragmático e objetivo que vinha tentando desenvolver nos últimos anos.
No início, o driblador
Robinho era extremamente parecido com Neymar quando surgiu no Santos, estourando para o futebol em 2002. Gostava de receber a bola aberto pelo flanco esquerdo e partir para a jogada individual constantemente, passando por seus adversários com facilidade assustadora.
Uma das constantes críticas que se fazia a ele nesta época era justamente sua tendência a prender demais a bola. Outro problema era a finalização, algo que ainda no Brasil foi melhorando até que sua média de gols aumentou razoavelmente em 2004 e 2005, ano em que mudou-se para o Real Madrid.
O rótulo de 'fominha', porém, seguiu intacto em seus anos no Brasil. Todos imaginavam que aos poucos ele amadureceria e desenvolveria o jogo coletivo para complementar os dribles desconcertantes.
Quando se faz a análise da carreira de Robinho, muitos apontam sua passagem pelo Real Madrid como o início do declínio, mas esquecem que no time merengue o brasileiro viveu alguns bons momentos. Depois da saída dos principais 'galáticos', Robinho chegou a ser referência técnica da equipe ao lado de Ruud van Nistelrooy.
Sua saída do Real foi mais motivada por problemas extra-campo do que por seu rendimento. O valor inflacionado que o Manchester City pagou para tê-lo é uma prova do status que Robinho ainda tinha quando foi para a Inglaterra. Sua imagem, porém, ruiria na terra da Rainha.
Em um futebol que torna a vida dos dribladores extremamente difícil, Robinho viu que não conseguiria executar suas arrancadas a todo o momento e seu rendimento caiu. Ele então partiu para uma transformação radical, soltando a bola rapidamente em quase todos os lances, o que o transformou em um jogador comum, sem a capacidade de improvisação que lhe tornava especial.
No Milan, a noite da esperança
A noite desta quarta-feira pode ter sido o prenúncio da junção do Robinho insinuante do início, com o exageradamente pragmático dos últimos anos. O brasileiro brilhou contra o Arsenal porque o drible, quando saía, era objetivo, e geralmente antecedia um passe preciso para o companheiro.
Brilhou também porque soube o momento de finalizar as jogadas, o momento de encontrar os companheiros e, para não violentar sua qualidade principal, o momento de partir para cima da marcação e improvisar.
Talvez seja esta a fórmula para que a carreira de Robinho volte aos trilhos. Juntar o espírito criativo do início da carreira com a seriedade excessiva que lhe tirou o destaque de seus primeiros anos. A julgar pela noite de gala contra o Arsenal, este 'caminho do meio' pode fazer com que Robinho escape do rótulo de 'talento não aproveitado' que lhe persegue.
Quem apostava no franzino camisa 7 santista tinha noites como a desta quarta-feira em mente. Robinho foi decisivo para a goleada do Milan sobre o Arsenal por 4 a 0, marcando dois gols, movimentando-se intensamente e puxando contra-ataques na segunda etapa. Mais do que isso, Robinho parece ter conseguido juntar, em apenas uma noite, o estilo insinuante do início de carreira com o jogo mais pragmático e objetivo que vinha tentando desenvolver nos últimos anos.
No início, o driblador
Robinho era extremamente parecido com Neymar quando surgiu no Santos, estourando para o futebol em 2002. Gostava de receber a bola aberto pelo flanco esquerdo e partir para a jogada individual constantemente, passando por seus adversários com facilidade assustadora.Uma das constantes críticas que se fazia a ele nesta época era justamente sua tendência a prender demais a bola. Outro problema era a finalização, algo que ainda no Brasil foi melhorando até que sua média de gols aumentou razoavelmente em 2004 e 2005, ano em que mudou-se para o Real Madrid.
O rótulo de 'fominha', porém, seguiu intacto em seus anos no Brasil. Todos imaginavam que aos poucos ele amadureceria e desenvolveria o jogo coletivo para complementar os dribles desconcertantes.
Na Europa, a transformação
Quando se faz a análise da carreira de Robinho, muitos apontam sua passagem pelo Real Madrid como o início do declínio, mas esquecem que no time merengue o brasileiro viveu alguns bons momentos. Depois da saída dos principais 'galáticos', Robinho chegou a ser referência técnica da equipe ao lado de Ruud van Nistelrooy.Sua saída do Real foi mais motivada por problemas extra-campo do que por seu rendimento. O valor inflacionado que o Manchester City pagou para tê-lo é uma prova do status que Robinho ainda tinha quando foi para a Inglaterra. Sua imagem, porém, ruiria na terra da Rainha.
Em um futebol que torna a vida dos dribladores extremamente difícil, Robinho viu que não conseguiria executar suas arrancadas a todo o momento e seu rendimento caiu. Ele então partiu para uma transformação radical, soltando a bola rapidamente em quase todos os lances, o que o transformou em um jogador comum, sem a capacidade de improvisação que lhe tornava especial.
No Milan, a noite da esperança
A noite desta quarta-feira pode ter sido o prenúncio da junção do Robinho insinuante do início, com o exageradamente pragmático dos últimos anos. O brasileiro brilhou contra o Arsenal porque o drible, quando saía, era objetivo, e geralmente antecedia um passe preciso para o companheiro.Brilhou também porque soube o momento de finalizar as jogadas, o momento de encontrar os companheiros e, para não violentar sua qualidade principal, o momento de partir para cima da marcação e improvisar.
Talvez seja esta a fórmula para que a carreira de Robinho volte aos trilhos. Juntar o espírito criativo do início da carreira com a seriedade excessiva que lhe tirou o destaque de seus primeiros anos. A julgar pela noite de gala contra o Arsenal, este 'caminho do meio' pode fazer com que Robinho escape do rótulo de 'talento não aproveitado' que lhe persegue.
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