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Brasil: A fonte de atacantes secou?
Nos últimos anos, o país tem exportado poucos homens de frente para a Europa, se comparado com épocas passadas. Goal.com traça um pouco do declínio dessa tradição
Getty Images
Quando falamos em atacantes brasileiros, logo Pelé nos aparece a mente, entre tantos outros nomes que marcaram história no futebol mundial por seus gols e técnica acima do normal. Recentemente, porém, são poucos os atletas de frente que ocupam posições de destaque em grandes clubes, contrariando nossa tradição formadora.
Goal.com lembra um pouco dessa mudança histórica.
Anos 90: Craques de nível mundial
Se voltarmos quinze, vinte anos no tempo, encontraremos uma geração brilhante desfilando seu talento nos gramados do Velho Mundo. Careca se tornou, ao lado de Maradona, um dos principais jogadores do Napoli campeão da Copa da UEFA e da Serie A, em seguida.

Além do ex-São Paulo, outro atacante chegaria à Europa fazendo a diferença. Primeiro no PSV Eindhoven, e posteriormente no Barcelona, Romário impressionou a todos com seu faro de gol e imposição, apesar da pouca estatura. O que o Baixinho conseguiu fazer na Copa do Mundo de 94 ficará registrado como um dos desempenhos mais memoráveis de todos os tempos.
Quando um camisa 9 já não tinha mais o destaque de outras temporadas, um Fenômeno tomaria o futebol de assalto. Ronaldo superou as maiores adversidades durante seus 15 anos de futebol europeu para cravar seu nome entre os grandes da história, com nada menos que três prêmios de Melhor do Mundo e a Copa de 2002 na bagagem.
Anos 2000: Leve recuo
A década passada iniciou com a perspectiva de que Robinho se tornaria o próximo grande atacante brasileiro, após seu surgimento meteórico no Santos. Nove anos depois, o ex-santista parece enfim ter encontrado seu lugar no Milan, embora com destaque muito menor daquilo que se projetava em seus primeiros anos como profissional.
Analisando bem, é difícil encontrar brasileiros da linha de frente que tenham atingido lugares de protagonismo no cenário europeu. Ronaldinho deixou seu melhor no Barcelona até 2006, enquanto os últimos grandes destaques do Brasileirão terminaram em equipes de médio porte da Europa, a exemplo de Nilmar, Jonas e Luís Fabiano.

Nesse contexto, é provável que Alexandre Pato seja o atacante que tenha atingido o maior sucesso no Velho Continente ao se transferir para o Milan, embora seu desempenho esteja ainda longe dos melhores de sua posição. Hulk, do Porto, é outro nome a ser considerado, embora sequer tenha aparecido no país antes de iniciar sua carreica de sucesso em território estrangeiro.
Anos 2010: O talento é nosso?
As mudanças no mercado da bola irão influenciar diretamente onde nossas revelações irão jogar no futuro próximo. A permanência de Neymar garantida pela diretoria do Santos até 2014, e a vontade do Inter de segurar Leandro Damião por mais tempo ilustram esse novo panorama, em que poderemos, talvez, assistir aos craques do futuro brilhando nos próprios gramados do Brasil.

Enquanto isso, os atacantes que se destacaram nos últimos anos, como Diego Tardelli e Adriano, preferem voltar ao país, com a perspectiva de alcançar aqui o sucesso que não conseguiram em terras estrangeiras.
Ao que parece, não deixamos de revelar atacantes para o mundo da bola: apenas estamos encontrando jeitos melhores de aproveitar seus talentos.
Como se atualizar com as notícias do futebol mundial fora de casa? Com http://m.goal.com - sua melhor fonte de cobertura para celulares do futebol.
Goal.com lembra um pouco dessa mudança histórica.
Anos 90: Craques de nível mundial
Se voltarmos quinze, vinte anos no tempo, encontraremos uma geração brilhante desfilando seu talento nos gramados do Velho Mundo. Careca se tornou, ao lado de Maradona, um dos principais jogadores do Napoli campeão da Copa da UEFA e da Serie A, em seguida.

Além do ex-São Paulo, outro atacante chegaria à Europa fazendo a diferença. Primeiro no PSV Eindhoven, e posteriormente no Barcelona, Romário impressionou a todos com seu faro de gol e imposição, apesar da pouca estatura. O que o Baixinho conseguiu fazer na Copa do Mundo de 94 ficará registrado como um dos desempenhos mais memoráveis de todos os tempos.
Quando um camisa 9 já não tinha mais o destaque de outras temporadas, um Fenômeno tomaria o futebol de assalto. Ronaldo superou as maiores adversidades durante seus 15 anos de futebol europeu para cravar seu nome entre os grandes da história, com nada menos que três prêmios de Melhor do Mundo e a Copa de 2002 na bagagem.
Anos 2000: Leve recuo
A década passada iniciou com a perspectiva de que Robinho se tornaria o próximo grande atacante brasileiro, após seu surgimento meteórico no Santos. Nove anos depois, o ex-santista parece enfim ter encontrado seu lugar no Milan, embora com destaque muito menor daquilo que se projetava em seus primeiros anos como profissional.
Analisando bem, é difícil encontrar brasileiros da linha de frente que tenham atingido lugares de protagonismo no cenário europeu. Ronaldinho deixou seu melhor no Barcelona até 2006, enquanto os últimos grandes destaques do Brasileirão terminaram em equipes de médio porte da Europa, a exemplo de Nilmar, Jonas e Luís Fabiano.

Nesse contexto, é provável que Alexandre Pato seja o atacante que tenha atingido o maior sucesso no Velho Continente ao se transferir para o Milan, embora seu desempenho esteja ainda longe dos melhores de sua posição. Hulk, do Porto, é outro nome a ser considerado, embora sequer tenha aparecido no país antes de iniciar sua carreica de sucesso em território estrangeiro.
Anos 2010: O talento é nosso?
As mudanças no mercado da bola irão influenciar diretamente onde nossas revelações irão jogar no futuro próximo. A permanência de Neymar garantida pela diretoria do Santos até 2014, e a vontade do Inter de segurar Leandro Damião por mais tempo ilustram esse novo panorama, em que poderemos, talvez, assistir aos craques do futuro brilhando nos próprios gramados do Brasil.

Enquanto isso, os atacantes que se destacaram nos últimos anos, como Diego Tardelli e Adriano, preferem voltar ao país, com a perspectiva de alcançar aqui o sucesso que não conseguiram em terras estrangeiras.
Ao que parece, não deixamos de revelar atacantes para o mundo da bola: apenas estamos encontrando jeitos melhores de aproveitar seus talentos.
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