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A situação de Kaká no Real- a derrota no clássico pode ajudar?
Revés pode provocar alguma reformulação que firme o brasileiro no time titular
Por André Baibich
Kaka Real madrid - Getty
Perder jogos decisivos, como o principal clássico do futebol espanhol, é algo extremamente doloroso. Para Kaká, porém, o resultado negativo do último sábado pode trazer algum benefício. Diante da superioridade abissal do Barça, especialmente na segunda etapa, Mourinho pode reformular a equipe e encontrar espaço para a ex-estrela do Milan.
Recuperando a posição
Desde que chegou ao Real Madrid, Kaká nunca se firmou como titular da equipe. Atrapalhado por constantes lesões, o brasileiro entrou e saiu da equipe, nunca estabelecendo-se como uma presença constante no time merengue.
O caso desta temporada é só mais um exemplo. Kaká iniciou a campanha com grandes atuações, aparentemente recuperado dos problemas físicos que o atormentaram em anos passados. A recompensa foi a presença entre os titulares em várias partidas, deixando Dí Maria no banco.
Só que o fantasma das lesões voltou a atacar Kaká. Um problema muscular lhe atingiu em seu melhor momento no Real e agora o brasileiro luta para recuperar o espaço que parecia no caminho da consolidação no início da temporada.
Özil virou o elo fraco
Na referida grande fase de Kaká no início da atual campanha, quem entrava e saía da equipe para dar espaço ao brasileiro era Dí Maria. O meia entrava na posição central da linha de apoiadores e Özil era deslocado para o lado direito, normalmente ocupado pelo argentino.
Agora, porém, se Kaká tem chances de voltar a ser titular, Özil parece ser o elo mais fraco. Ninguém discute o enorme potencial do alemão no Santiago Bernabeu, mas a atuação apagada no clássico reforçou a imagem do jogador que desaparece em partidas decisivas.

Özil enfrenta questionamentos por desaparecimento em jogos importantes.
Além desses questionamentos que surgem em relação a Özil, há o gosto de Mourinho pela obediência tática de Dí Maria. O argentino prova em cada jogo a sua utilidade ao sistema tático merengue, recuando e marcando o lateral enquanto Cristiano Ronaldo, do outro lado, não tem tantas obrigações defensivas.
O comandante do contra-ataque
Kaká é um jogador que pode conquistar definitivamente o seu treinador se voltar a ser o grande comandante de contra-ataques que era em seu auge, quando vestia a camisa do Milan comandado por Carlo Ancelotti.
Mourinho sempre fala na importância da transição rápida da defesa para o ataque. Se Kaká voltar a apresentar sua utilidade ao time nessa função, desfilando suas arrancadas características conduzindo a bola, ficará mais perto de um lugar entre os onze preferidos do português.
Recuperando a posição
Desde que chegou ao Real Madrid, Kaká nunca se firmou como titular da equipe. Atrapalhado por constantes lesões, o brasileiro entrou e saiu da equipe, nunca estabelecendo-se como uma presença constante no time merengue.
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"Conheci o verdadeiro Kaká. Ele era um jogador fantástico quando eu estava na Itália; o Real não havia visto essa face dele. Agora ele atingiu um equilíbrio em sua condição física, acima de tudo". - José Mourinho, no início da temporada.
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O caso desta temporada é só mais um exemplo. Kaká iniciou a campanha com grandes atuações, aparentemente recuperado dos problemas físicos que o atormentaram em anos passados. A recompensa foi a presença entre os titulares em várias partidas, deixando Dí Maria no banco.
Só que o fantasma das lesões voltou a atacar Kaká. Um problema muscular lhe atingiu em seu melhor momento no Real e agora o brasileiro luta para recuperar o espaço que parecia no caminho da consolidação no início da temporada.
Özil virou o elo fraco
Na referida grande fase de Kaká no início da atual campanha, quem entrava e saía da equipe para dar espaço ao brasileiro era Dí Maria. O meia entrava na posição central da linha de apoiadores e Özil era deslocado para o lado direito, normalmente ocupado pelo argentino.
Agora, porém, se Kaká tem chances de voltar a ser titular, Özil parece ser o elo mais fraco. Ninguém discute o enorme potencial do alemão no Santiago Bernabeu, mas a atuação apagada no clássico reforçou a imagem do jogador que desaparece em partidas decisivas.

Özil enfrenta questionamentos por desaparecimento em jogos importantes.
Além desses questionamentos que surgem em relação a Özil, há o gosto de Mourinho pela obediência tática de Dí Maria. O argentino prova em cada jogo a sua utilidade ao sistema tático merengue, recuando e marcando o lateral enquanto Cristiano Ronaldo, do outro lado, não tem tantas obrigações defensivas.
O comandante do contra-ataque
Kaká é um jogador que pode conquistar definitivamente o seu treinador se voltar a ser o grande comandante de contra-ataques que era em seu auge, quando vestia a camisa do Milan comandado por Carlo Ancelotti.
Mourinho sempre fala na importância da transição rápida da defesa para o ataque. Se Kaká voltar a apresentar sua utilidade ao time nessa função, desfilando suas arrancadas características conduzindo a bola, ficará mais perto de um lugar entre os onze preferidos do português.
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