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Robinho: 'Me sinto em casa no Milan'
Atacante brasileiro fala da receptividade aos brasileiros na equipe rossonera e afirma que nunca se sentiu tão confortável em um clube do continente europeu
Getty Images
O atacante Robinho afirmou ter encontrado finalmente uma casa no Milan, depois de passar sete temporadas no continente europeu, tendo jogador pelo Real Madrid e Manchester City anteriormente.
Em entrevista ao site Globoesporte, o ex-santista falou sobre a receptividade do clube italiano aos jogadores brasileiros e sobre suas expectativas para o futuro,
Confira os principais tópicos da entrevista de Robinho:
Momento no Milan: "Estou passando por um momento muito bom no Milan. É um clube que adora brasileiros, nos trata muito bem. Estou a cada dia mais adaptado. Sou muito feliz aqui. Estou muito contente."
Sobre as passagens por Real e City: "Em Madrid era muito bom também. É um clube excelente, de ponta, o futebol espanhol é mais fácil para o jogador brasileiro se adaptar. Porém, tinha aquela ciumeira na minha época com brasileiro, estrangeiro. Aqui, é diferente. Eles nos tratam superbem. Até no Manchester City já era bom, mas em campo era muito diferente. O futebol inglês é de muita força, e para o jogador brasileiro se adaptar é complicado. Ainda mais quem joga na frente e é leve, como eu. No Milan, só há coisas boas. Eles amam os brasileiros. Falam sempre muito bem de todos que passaram por aqui."
Brasileiros no Milan: "Eles gostam muito, gostam bastante dos brasileiros. O carinho é enorme. Até hoje, falam muito do Kaká, Serginho, Dida, Cafu... O próprio Fenômeno, que fez mais história no Inter, é muito bem visto. Agora, estamos fazendo a nossa história."
Mudança de estilo: "É. Acho que eu dei uma mudada na maneira de jogar. Hoje prefiro um chute para o gol do que uma pedalada. Mas sem perder a alegria, claro. Isso temos que ter sempre. Só que o futebol europeu me fez aprender a jogar mais para o time e deixar um pouco de lado a individualidade."
Arrependimentos na carreira: "No Madrid, eu queria sair por estar insatisfeito com o clube, que não estava me valorizando como eu queria no momento. Mas acabei indo para um futebol onde é totalmente difícil um jogador brasileiro se adaptar. Hoje, eu até sairia, mas não sei se para o City, com todo respeito ao clube. A questão é a Inglaterra em si, que é um país que não é tão bom para o meu futebol. Mas não me arrependo de ter saído. Me arrependo da forma como saí do Madrid, brigado. Isso não é bom para minha imagem , nem para o clube. Agora estou feliz. No Milan, tenho jogado, tenho sido útil para o time. Isso é o mais importante."
Aconselhando Neymar: "Falei com ele das coisas boas e ruins da Europa. Da saudade dos amigos, da cultura diferente. Mas o Neymar fez uma boa escolha. O Brasil está muito bem financeiramente. Talvez, se na minha época fosse assim, eu não teria saído para o Real Madrid. O país tem uma economia boa e os clubes podem pagar um salário maior e manter um jogador como o Neymar. Na minha época, era mais difícil. Ele fez uma boa escolha ao ficar no Santos. O importante é estar feliz, perto dos amigos, da família... E só o futuro vai dizer se foi a melhor opção, ou não."
Interesse do Milan pela jóia santista: "Aqui no Milan falam mais sobre o Ganso, que o clube tinha a intenção de contratar. Mas, sobre o Neymar, falam muito bem. O Ibra sempre comenta: “Poxa, o moleque é bom, fez gol”. Sempre procuram saber, sim."
Seleção brasileira: "Minha relação com o Mano é ótima. Ele é um excelente treinador. Acho que a Seleção está fazendo um projeto para as Olimpíadas. Eu respeito. A concorrência é sempre muito grande e vou continuar trabalhando para ser convocado. Claro que é difícil, mas a relação com o Mano é ótima. Até a Copa de 2014 muita coisa vai acontecer. Novos garotos estão despontando."
Olipíadas em 2012: "Tudo que é relacionado a Seleção eu estou dentro. Acho que o cara quando é chamado tem que ir. É o nosso país. Tem que ter vontade, alegria, tesão para jogar. Não sei o pensamento do Mano, não sei se vou estar. Até acredito que, para Olimpíada, não. Mas vou me preparar como se estivesse convocado. Para Seleção, é sempre importante estar bem."
Santos vencendo o Mundial de Clubes: "É possível, sim. A escola deles é muito boa, toca bem a bola, mas atrás fica muito vulnerável. Eu acredito no Santos. É um time que joga para frente, mais ou menos no mesmo estilo."
Vontade de ser o melhor do mundo: "Isso sempre vai ser um sonho, mas não é uma obsessão. Se eu não for o melhor do mundo, não posso me sentir frustrado por isso. Sempre vou trabalhar pela vontade pessoal de querer sempre o melhor. Se acontecer, ótimo. Se não, vou seguir jogando meu futebol. Há muitos jogadores que não conquistaram esse prêmio e estão marcados na história. Mas é um sonho que espero realizar."
Como se atualizar com as notícias do futebol mundial fora de casa? Com http://m.goal.com - sua melhor fonte de cobertura para celulares do futebol.
Em entrevista ao site Globoesporte, o ex-santista falou sobre a receptividade do clube italiano aos jogadores brasileiros e sobre suas expectativas para o futuro,
Confira os principais tópicos da entrevista de Robinho:
Momento no Milan: "Estou passando por um momento muito bom no Milan. É um clube que adora brasileiros, nos trata muito bem. Estou a cada dia mais adaptado. Sou muito feliz aqui. Estou muito contente."
Sobre as passagens por Real e City: "Em Madrid era muito bom também. É um clube excelente, de ponta, o futebol espanhol é mais fácil para o jogador brasileiro se adaptar. Porém, tinha aquela ciumeira na minha época com brasileiro, estrangeiro. Aqui, é diferente. Eles nos tratam superbem. Até no Manchester City já era bom, mas em campo era muito diferente. O futebol inglês é de muita força, e para o jogador brasileiro se adaptar é complicado. Ainda mais quem joga na frente e é leve, como eu. No Milan, só há coisas boas. Eles amam os brasileiros. Falam sempre muito bem de todos que passaram por aqui."
Brasileiros no Milan: "Eles gostam muito, gostam bastante dos brasileiros. O carinho é enorme. Até hoje, falam muito do Kaká, Serginho, Dida, Cafu... O próprio Fenômeno, que fez mais história no Inter, é muito bem visto. Agora, estamos fazendo a nossa história."
Mudança de estilo: "É. Acho que eu dei uma mudada na maneira de jogar. Hoje prefiro um chute para o gol do que uma pedalada. Mas sem perder a alegria, claro. Isso temos que ter sempre. Só que o futebol europeu me fez aprender a jogar mais para o time e deixar um pouco de lado a individualidade."
Arrependimentos na carreira: "No Madrid, eu queria sair por estar insatisfeito com o clube, que não estava me valorizando como eu queria no momento. Mas acabei indo para um futebol onde é totalmente difícil um jogador brasileiro se adaptar. Hoje, eu até sairia, mas não sei se para o City, com todo respeito ao clube. A questão é a Inglaterra em si, que é um país que não é tão bom para o meu futebol. Mas não me arrependo de ter saído. Me arrependo da forma como saí do Madrid, brigado. Isso não é bom para minha imagem , nem para o clube. Agora estou feliz. No Milan, tenho jogado, tenho sido útil para o time. Isso é o mais importante."
Aconselhando Neymar: "Falei com ele das coisas boas e ruins da Europa. Da saudade dos amigos, da cultura diferente. Mas o Neymar fez uma boa escolha. O Brasil está muito bem financeiramente. Talvez, se na minha época fosse assim, eu não teria saído para o Real Madrid. O país tem uma economia boa e os clubes podem pagar um salário maior e manter um jogador como o Neymar. Na minha época, era mais difícil. Ele fez uma boa escolha ao ficar no Santos. O importante é estar feliz, perto dos amigos, da família... E só o futuro vai dizer se foi a melhor opção, ou não."
Interesse do Milan pela jóia santista: "Aqui no Milan falam mais sobre o Ganso, que o clube tinha a intenção de contratar. Mas, sobre o Neymar, falam muito bem. O Ibra sempre comenta: “Poxa, o moleque é bom, fez gol”. Sempre procuram saber, sim."
Seleção brasileira: "Minha relação com o Mano é ótima. Ele é um excelente treinador. Acho que a Seleção está fazendo um projeto para as Olimpíadas. Eu respeito. A concorrência é sempre muito grande e vou continuar trabalhando para ser convocado. Claro que é difícil, mas a relação com o Mano é ótima. Até a Copa de 2014 muita coisa vai acontecer. Novos garotos estão despontando."
Olipíadas em 2012: "Tudo que é relacionado a Seleção eu estou dentro. Acho que o cara quando é chamado tem que ir. É o nosso país. Tem que ter vontade, alegria, tesão para jogar. Não sei o pensamento do Mano, não sei se vou estar. Até acredito que, para Olimpíada, não. Mas vou me preparar como se estivesse convocado. Para Seleção, é sempre importante estar bem."
Santos vencendo o Mundial de Clubes: "É possível, sim. A escola deles é muito boa, toca bem a bola, mas atrás fica muito vulnerável. Eu acredito no Santos. É um time que joga para frente, mais ou menos no mesmo estilo."
Vontade de ser o melhor do mundo: "Isso sempre vai ser um sonho, mas não é uma obsessão. Se eu não for o melhor do mundo, não posso me sentir frustrado por isso. Sempre vou trabalhar pela vontade pessoal de querer sempre o melhor. Se acontecer, ótimo. Se não, vou seguir jogando meu futebol. Há muitos jogadores que não conquistaram esse prêmio e estão marcados na história. Mas é um sonho que espero realizar."
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