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No domingo, Espanha e Itália não fazem apenas o encontro das duas melhores equipes desta Euro 2012, mas também dos dois últimos campeões mundiais. Membros das conquistas da Alemanha e da África do Sul estarão em campo no domingo, mas nenhum deles tão emblemáticos quantos os capitães de Fúria e Azzurra.

Dois dos maiores goleiros do futebol atual, Iker Casillas e Gianluigi Buffon tentam ajudar suas equipes em Kiev, além de aumentarem suas bagagens de títulos.

O 'SANTO' DAS COPAS

O estilo de jogo espanhol pode nem sempre evitar que o adversário cresça no duelo, mas dificulta e muito seus chutes a gol. Ainda que não tenha grande chance de aparecer, o goleiro Iker Casillas é sempre uma referência para os companheiros de Fúria, tanto como capitão e líder da equipe quanto como o grande camisa 1 que é.

Com mais de 130 jogos pela seleção, o Santo serve seu país desde os 19 anos, passando de promessa a titular absoluto da meta ibérica. Nesse meio tempo, foi reserva de outros grandes arqueiros, até assumir o posto de número 1 da Espanha a partir da Copa de 2002. Em 2008, ganhou a chance de levar a braçadeira de capitão. Deu sorte: venceu o título europeu em seu primeiro torneio como líder.

Nesta Euro, Casillas permitiu apenas um gol adversário: justamente contra a Itália, na partida de estreia. Desde então, foi pouquíssimo exigido, mas não deixou de mostrar seu valor. Na disputa por pênaltis contra Portugal, ele defendeu a cobrança de João Moutinho, logo após Xabi Alonso ter desperdiçado o chute inicial. No fim, a Fúria estava em sua segunda decisão seguida de Euro!

Em mais um duelo contra os italianos, caberá ao camisa 1 mostrar porque é um dos grandes. Com algum espaço, jogadores como Pirlo e Balotelli terão a chance de estregar os planos dos espanhóis, que precisarão de todos os recursos de seu goleiro de 31 anos para seguirem com alguma chance de levar o bicampeonato na sequência.

O 'SUPER-HOMEM' AZURRO

Os acertos táticos de Cesare Prandelli têm muito a ver com o crescimento da Itália durante esta Euro 2012. Mas nem assim os dez jogadores de linha conseguiram sempre evitar que os qualificados adversários de Polônia e Ucrânia chegassem com perigo ao gol. Por sorte, ali havia Gianluigi Buffon.

Aos 34 anos, e prestes a fazer sua apresentação de número 120 com a camisa azurra, Gigi Buffon tem uma história na seleção muito parecida com a de seu correspondente espanhol: estreia aos 19 anos, titularidade absoluta a partir da Copa de 2002 e capitão a partir da Euro 2008. Mas, ao contrário de Casillas, nem precisou da braçadeira para levantar taças: já era campeão do mundo dois anos antes.

As dificuldades da Azzurra no Grupo C tiveram pouco a ver com o rendimento do camisa 1, que pode até ter concedido gols, mas jamais deixou de mostrar a consistência de sempre. A equipe acabou se classificando, e encontrando posteriormente um cenário muito positivo diante da Inglaterra, mas sem conseguir evitar a disputa por pênaltis. Lá estava o arqueiro da Juventus mais uma vez, defendendo uma das cobranças e levando a equipe às semis. Contra os alemães, foi exigido diversas vezes, negando os gols do adversário durante toda a segunda etapa.

Pelas características do adversário de domingo, é de se imaginar que o italiano não precise fazer muitas intervenções em chutes de média distância. Porém, a troca de passes da Fúria pode deixa-lo exposto em certos momentos, nos quais deverá se valer do sangue frio habitual para manter a Itália dentro do jogo. Se ainda assim a disputa da taça for para os pênaltis, Buffon pode ter seu momento de brilho, mais uma vez.

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