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Decisão imprevisível coloca à prova dois sólidos sistemas defensivos

Dois finalistas de Kiev, Espanha e Itália devem proporcionar um duelo imprevisível, no qual as mais diversas estratégias podem ser adotadas, na tentativa de surpreender o adversário e levar para casa o troféu da Euro 2012. Seja qual for a abordagem, os adversários devem se valer da solidez de seus sistemas defensivos para impor alguma dificuldade à outra equipe, o ponto de partida para a vitória.

HORA DE MOSTRAR SERVIÇO

A Espanha pode até estar jogando um futebol pouco cativante, motivo de críticas de boa parte da imprensa e fãs do esporte. O que ninguém pode negar, porém, é que os números dos atuais campeões estão entre os melhores da competição: além dos oito gols marcados, apenas um sofrido, diante do mesmo adversário de domingo.

O sucesso defensivo do time de Vicente del Bosque está em sua marcação a partir da saída de bola do adversário, que sustenta sua posse de bola que, em média, ultrapassa os sessenta por cento. Se a pressão não funcionar, a defesa é protegida por Sergio Busquets, que faz grande competição até aqui, além da dupla Piqué-Sergio Ramos, uma das mais regulares desde o início de junho.

A proficiência em manter o adversário longe do gol, porém, não tem sido a mesma, basta ver as dificuldades que a Fúria encontrou diante de Portugal nas semifinais. O sistema rojo, considerado perfeito há até pouco tempo, deve mostrar que é capaz de anular Pirlo, cérebro do time italiano, além de conseguir controlar o perigoso Balotelli, sob a pena de sofrer o mesmo destino da Alemanha.

COMPROVANDO A EVOLUÇÃO

Candidata a fazer fiasco, após dois empates em seus primeiros compromissos em Polônia e Ucrânia, a Itália se redescobriu em meio à Euro. A mudança de Cesare Prandelli do 3-5-2 para o 4-1-3-2 foi o primeiro sinal da transformação sofrida pela equipe, que ainda teve o acaso a seu lado: a lesão de Chiellini diante da Irlanda abriu espaço para o ótimo Andrea Barzagli, que não largou mais a titularidade. Bonucci é outra peça extremamente confiável na retaguarda azurra.

A evolução mais positiva dos italianos, porém, não está nos jogadores escalados, ou sua disposição em campo. A Azzurra abriu mão da tradição defensivista, de esperar o adversário, para ser proponente das partidas: assim o fez contra Inglaterra e Alemanha, atuações que lhe credenciam a buscar o título que não vem desde 1968. Se não tiver sucesso em tomar a bola do adversário na frente, o aplicado meio-de-campo e a defesa bem postada se encarregarão de fazê-lo.

O novo momento do futebol italiano será colocado à prova diante dos espanhóis, que sabem fugir da pressão adversária e abrir espaços nas defesas como ninguém. A exemplo dos portugueses, tirar a Fúria de sua zona de conforto é uma estratégia que abre boas possibilidades, mas não é o bastante. Diante de Iniesta, Xavi e cia., a retaguarda da Itália terá de provar que é digna de todos os elogios que tem recebido.

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