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A dura lição espanhola para a decisão de Kiev

A dura lição espanhola para a decisão de Kiev

Panoramic

Tirando a Espanha de sua zona de conforto, Portugal conseguiu criar uma situação inusitada nesta Euro 2012

Sendo sincero: o cenário mais provável dessa quarta-feira indicava uma partida amplamente dominada pela Espanha, ainda que os mais esperançosos torcessem por uma partida equilibrada. Pior para os céticos. A semifinal de Varsóvia não só foi emocionante, ao contrário do último compromisso dos rojos, como Portugal também poderia ter saído com a vitória antes da disputa por pênaltis. Del Bosque parte para a decisão de Kiev com uma importante lição aprendida a duras penas.

O treinador espanhol realizou uma mudança de última hora no ataque, abrindo mão da movimentação constante de Torres e Fabregas em favor da presença de área de Alvaro Negredo. Talvez fosse uma tentativa de propor algo a mais ao estilo de jogo dos campeões mundiais, alvo de pesadas críticas nos últimos dias. Verdade é que não funcionou, mas também não pode ser colocado com a razão única que levou às dificuldades vistas hoje.

Desde o início, Portugal não se contentou em se fechar para esperar os mais de sessenta por cento de posse de bola do adversário. Agrediu, desarmou no ataque e até desestabilizou os rivais ibéricos em determinados momentos. Não acertou o gol de Casillas uma vez sequer, mas tirou a Espanha de sua zona de conforto, situação na qual, claramente, não sabe como agir. Com um pouco mais de eficiência, os lusitanos estariam comemorando a classificação para a final neste momento.

O ‘Tiki-taka’ é um esquema de sucesso, isso não se pode negar. Mas não é imbatível e, além disso, cria outra dificuldade. A Fúria fica fragilizada ao ser forçada a mudar, situação que pode se apresentar a qualquer momento, contra um adversário inteligente o bastante para ocasioná-la. Alemanha ou Itália certamente entrarão com esse propósito. Como Del Bosque vai reagir a isto?
          

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