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Convocação de Kaká é símbolo de um treinador que sabe que a coisa não vai bem. Ao invés de se fechar, Mano testa novas opções, única forma de melhorar e chegar à 2014.

A Seleção Brasileira embarca dia 7 de Outubro para a Polônia, onde enfrenta o Japão, não sem antes ir até a Suécia, onde mede forças com o fraquíssimo Iraque. Tudo isso depois de semana que vem, quando vai até Resistência, enfrentar a Argentina. Confuso? Confusa, aliás, são as convocações de Mano Menezes. Como tem que ser. Se o time ainda é confuso, que se experimente para tentar descomplicar. Parodiando Tom Zé, dá para dizer que Mano está confundindo para se esclarecer. É preciso. Em time que está ganhando, no caso da Seleção Brasileira, se mexe.

Entenda por tentativas quando se fala em confusão. Apesar da postura segura, correta e dono de si, o fato é que Mano Menezes segue perdido no time que quer montar para 2013, para aí sim, tentar chegar a 2014. Paulo Henrique Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Lúcio, Lucas Leiva, Robinho, Júlio César. Todos esses foram líderes e homens de confiança de Mano na Seleção e já rodaram. Agora é a vez de Kaká. É provável até que mais uma vez não dê certo, já que o jogador não está em boa fase, mas é louvável o ato de Mano de ao menos tentar e testar.

Triste e passível de muitas críticas seria ver Mano achando que está tudo bem. É óbvio que o treinador gaúcho vê e sente a batata já assada dele. Se tem uma certeza, o treinador sabe que ainda falta o básico, montar um time. Há pressa, mas também há tempo.
 
Como ainda não conseguiu, segue fazendo testes, e por isso é válida a tentativa com Kaká e, principalmente, com Leandro Castán, outra novidade dalista um bom zagueiro canhoto, algo necessário ao menos para o banco da Seleção. O absurdo desta lista, nada contra o jogador, é a insistência com Thiago Neves, já testado e ultimamente reprovado até mesmo entre os torcedores do Fluminense, seu clube. Fernando, volante do Grêmio, é outro boa aposta que pode render frutos em uma posição carente no Brasil. 

A confusão também acontece ao analisarmos os números de Mano Menezes. Pelo apresentado em campo não se pode elogiar, até o treinador reconhece. Os resultados, no entanto, são bons. A Seleção principal não perde desde Agosto de 2011 e são exageradas as críticas aos 8 a 0 contra a Chin. Mano sabe que, apesar dos números, não tem garantias de estar no banco da seleção no dia 12 de Junho de 2014, quando o Brasil estreia na Copa, em São Paulo.

- La garantia soy yo. Sei o que tenho que fazer para estar aqui, para chegar à Copa do Mundo. – afirmou um consciente treinador, que disfarça muito bem a pressão que sente.

A objetividade não cansa de repetir e criticar Mano Menezes por não ter um time pronto depois de dois anos de trabalho. Claro que é desejável, mas não é fundamental. Zagallo assumiu a Seleção faltando um ano para a Copa em 1970, o mesmo para Felipão em 2002. Dunga tinha a cabeça mais dura do que as entradas de Felipe Melo, fechou o time com quase dois anos de antecedência e não deu em nada na Copa. A questão não é se existe ou não existe um time formado. A questão é que não existe, e, não existindo, toda e qualquer tentativa de Mano é válida. Se der errado, é escutar as críticas e tentar de novo. Tem é que dar tempo, seja agora, seja quinze dias antes da Copa. Vence Copa do Mundo o melhor nos 30 dias de competição. Fosse hoje, perderíamos. Ainda bem que não é.

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