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Treinador considera convocar meio-campo com características de marcação mais fortes, ou, até mesmo, improvisar David Luiz na função

Luiz Felipe Scolari minimizou a derrota do Brasil para a Inglaterra logo após a partida, afirmando que o resultado e a atuação da Seleção foram normais diante de um adversário no auge da sua forma física e que já vem trabalhando junta há bastante tempo. Entretanto, o jogo serviu para uma análise inicial do que Felipão precisará trabalhar, pensando na Copa das Confederações, que acontece no Brasil, em junho.

Uma das grandes dores de cabeça para o treinador será a questão dos volantes. Em Wembley, Felipão apostou em Ramires e Paulinho, dois volantes com características ofensivas e que, nos seus times, jogam com a proteção de outros jogadores na função de primeiros volantes, o que possibilita suas subidas ao ataque. Não acostumados à formação, Ramires e Paulinho tiveram atuações tímidas e em muitos momentos deixaram o meio-campo escancarado, sendo totalmente envolvidos pela dupla Gerrard e Wilshere.

Uma das possibilidades para Scolari já está no elenco: David Luiz. O zagueiro, muitas vezes, é adiantado para o meio-campo no Chelsea, onde protege a zaga para liberar mais a movimentação de Ramires.

"No Chelsea, o David Luiz joga muito mais de volante do que de zagueiro. Temos de analisar isso, e também se podemos atuar contra grandes seleções com dois jogadores que saem o tempo todo. É natural que o primeiro jogo traga um pouco mais de trabalho para o treinador," afirmou, no desembarque no Brasil.

Perguntado sobre a possibilidade de convocar um volante com características mais defensivas, já que, nesta primeira lista, não havia nenhum jogadr neste estilo (Ramires, Paulinho, Arouca e Jean), Felipão afirmou que ainda está analisando.

"Depende. Precisamos ver quem teremos à disposição, quem vai poder jogar. Às vezes um primeiro volante tem que ser adaptado a um segundo que sai mais. É preciso estudar uma série de coisas," analisou.

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