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Presidente da CBF afirma que técnicos estrangeiros sempre contribuíram com o futebol brasileiro quando passaram por aqui

O presidente da CBF, José Maria Marin, em entrevista ao canal 'SporTv', afirmou nesta segunda-feira que gostaria muito de ver o treinador espanhol Josep Guardiola treinando o Brasil. Segundo Marin, no passado muitos treinadores estrangeiros passaram pelo futebol brasileiro e deixaram importantes contribuições:

"Eu gostaria de ver o Guardiola porque traria uma experiência muito grande. Alguns técnicos estrangeiros que vieram no passado sempre trouxeram inovações. Seria importante um técnico que pensa o jogo de forma diferente. Hoje você vê o jogo e acha o campo pequeno, ou que existem 16 jogadores em cada equipe. O aspecto físico é diferente", afirmou Marin,

Sobre a escolha de Scolari para técnico, Marin afirma que foi uma opção dentre várias possíveis: "Se por ventura eu não pensassem em Scolari, temos o Abel, o Muricy, o Luxemburgo, o Autuori", pontuou exaltando a qualidade dos técnicos brasileiro.

Sobre o comprometimento do grupo de jogadores com a seleção e a forma de trabalho de Felipão, Marin foi enfático ao apontar o comportamento exemplar como uma necessidade para estar no grupo da seleção. O presidente fez uma alusão ao recente fracasso da equipe Sub-20 do Brasil, que não passou da primeira fase do sulamericano da categoria e muitos jogadores apontavam a falta de compromisso do grupo:

"Quando alguns falam que o que interessa é o que ele faz em campo, acabou o jogo. O atleta tem que ser exemplo sempre, durante uma eliminatória e depois do jogo. O presidente tem obrigação de chamar os jogadores. Quem convoca tem responsabilidade total, mas o comportamento também tem que ser levado em conta. Não queremos ninguém que vista a camisa por obrigação. Não tem que ter compromisso com o José Maria Marin, mas que haja comprometimento com o grupo e com o objetivo da Copa do Mundo no Brasil", afirmou.

Para concluir o presidente deu total poderes a Felipão, afirmando que o treinador tem carta branca para exercer as funções do cargo, e não tem compromisso com ninguém, apenas com os objetivos da Seleção: "Convocar e escalar é problema apenas de Luis Felipe Scolari. Ele não é comprometido com ninguém, apenas com o objetivo da Copa do Mundo", completou Marin.

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