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Presidente da CBF justifica amistosos contra adversários mais fracos e se diz 'decepcionado' com rendimento no Sul-Americano Sub-20

José Maria Marin assumiu a presidência da CBF há quase um ano, mas ainda rende muito assunto aos jornais. Em entrevista ao jornal Lance, o homem mais poderoso do futebol brasileiro defendeu a saída de Mano Menezes e a chegada de Felipão ao cargo de técnico da Seleção, negando qualquer acusação de que teria negociado com o ex-comandante do Palmeiras antes de sua saída do clube, em setembro.

A troca no comando, inclusive, teria motivado a saída de Andrés Sanchez do posto de diretor de seleções da entidade. Marin não nega que tenha resolvido a saída de Mano antes de comunicar o ex-dirigente.

"É pura intriga! Não é verdade. Nunca falaria com algum técnico sem falar antes com o presidente do clube", começou Marin.

"Eu respeito a hierarquia e disciplina. Não vou a nenhuma cidade sem falar com os presidentes de federação e até dos clubes. Só depois falo com o governador e o prefeito."

"Isso é verdade, eu não vou negar. Mas eu tenho o maior respeito pelo Andrés como dirigente."

Um ponto que vem preocupando aqueles que acompanham a preparação da Seleção para a Copa de 2014 é a força dos adversários escolhidos para os amistosos. Marin promete compromissos mais desafiadores no ano da Copa das Confederações.

"Quem escolhe é a empresa que detém os direitos dos amistosos, no exterior e no Brasil. No ano passado, à custa de muita pressão nossa, conseguimos que eles marcassem jogos com equipes mais fortes em 2013."

"Já existe o contrato de uma empresa lá fora, que faz os contratos dos amistosos, de todos os amistosos, inclusive no Brasil. Vou te dizer que os amistosos no Brasil dão prejuízo. A CBF tem prejuízo."

Por fim, Marin ainda pediu desculpas pelo péssimo desempenho da Seleção Sub-20 no Sul-Americano, que resultou na eliminação da equipe de Émerson Ávila ainda na primeira fase do torneio. O fato do treinador estar acumulando também o comando das equipes sub-15 e sub-17, segundo Marin, pode ter influenciado nos resultados.

"Quando eu cheguei, essa situação já existia. Não quero me alongar, mas digo que foi uma tremenda decepção.  Para não dizer que a CBF não deu apoio, eu fui até San Juan (Argentina) antes do jogo contra a Venezuela, ganhamos 1 a 0, e depois voltei", acrescentou o presidente.

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